sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

TRIGÉSIMO DIA

TEMPO - Pequeno registro de chuva ontem no começo da noite. Registro tão pequeno que não deu pra registrar nada no copinho do aparelhinho chamado pluviômetro. 

CHUVA - Um ouvinte - um senhor - numa rádio AM de Mossoró dava seu palpite hoje pela manhã, quando indagado pelo apresentador sobre as chuvas desse ano:

"O senhor acha que neste ano teremos um bom inverno"?

"Nunca vi um ano com terminação 6, 7 e 8 para não ser desmantelado", sentenciou o ouvinte.

LINGUAGEM - Conglomerado verbal: Andar sobre brasas é "ter graves preocupações".

A expressão acima é assaz desconhecida de grande parte dos falantes e escreventes da nossa língua. Fato é que o falar formalmente é coisa difícil de ser manejada. Mais uma razão para estudarmos todos os dias se quisermos entender um pouco sequer da linguagem.

PROVÉRBIO

Não comas cru, nem caminhes com pé nu.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

VIGÉSIMO NONO DIA

TEMPO - Nublado.

ESCOLA - Escola, lugar do saber.

LINGUAGEM - Como pronunciar certas palavras.

Acerbo - Deve ser pronunciada como se tivesse um acento agudo na letra e: acérbo.

Acerbo é de sabor amargo, azedo: fruta acerba. Duro, severo: tomar atitudes acerbas contra a impunidade; ser um crítico acerbo do governo. (Dicas de Luiz Antonio Sacconi)



PROVÉRBIO

Quem no copo se detém, amigos não tem.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

VIGÉSIMO OITAVO DIA

TEMPO - Nuvens esparsas, brancas. Venta. Sol forte pela manhã. Pela tarde, uma breve neblina.

LINGUAGEM - "Ele disse para mim". Construção detestável. Diga-se:

"Ele me disse".

(Dica de Luiz A. P. Vitória)

PROVÉRBIO

Velho que se cura, cem anos dura.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

VIGÉSIMO SÉTIMO DIA

ECONOMIA - Nem todo mundo necessita ser economista, mas todo mundo precisa saber alguma coisa. Pelo menos economizar nas compras, como na pechincha.

CHUVA - Um pequeno registro pluviométrico ontem pela tarde: 3mm. O primeiro do ano. Tarde nublada e leves pingos.

TIPOS DE PESSOAS - Adulador

Adular é do latim adulor, que significa "acariciar". Mas a "carícia" do adulador é venenosa: ele explora sistematicamente a vaidade alheia, supervaloriza os atos e qualidades da sua vítima, com o fim único de obter favores e benefícios. Mas é raro o adulador sistemático, calculista, de todo consciente de seus atos. A adulação desenvolve-se, quase sempre, no indivíduo malformado psicologicamente, fruto de uma educação defeituosa. Ou foi obrigado à subserviência por excessiva autoridade paterna, sempre "dobrado" à custa de pancadas irracionais, ou se desenvolveu carente de compreensão e afeto, ao abandono moral, donde a insegurança interior. No primeiro caso, ele projeta nos seus superiores hierárquicos, e, por extensão, naqueles que pretende explorar, a imagem do pai autocrático, a cujos pés tinha de se lançar para obter favores. No segundo caso, a adulação é a manha, a manobra de que sempre precisou usar para o mesmo fim. Em qualquer  caso, o adulador acaba por se transformar num ser repelente, que todos evitam. Conhecer-se bem a si mesmo é tarefa que se impõe ao jovem, e ao adulto também. A adulação, em última análise, é um hábito pernicioso que pode e deve ser erradicado da personalidade. (Professor Ubiratan Rosa, em Moderna Enciclopédia Brasileira de Direitos Humanos, Educação, Sociologia, Moral e Civismo)

UPANEMÊS

Chuva de matar sapo afogado: uma chuva bem grande de cem milímetros para cima. Uma expressão hiperbólica.

PROVÉRBIO

Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

VIGÉSIMO SEXTO DIA

CHEGANDO - Já chegando ao vigésimo sexto dia do mês. Tempo de espera pelas chuvas. E ela veio. 

TEMPO - Próximo das cinco da tarde, leve chuva, depois de um forte calor. Trovões.

LINGUAGEM - Tempo dos troféis? Ou seria tempo dos troféus?

A entrega dos troféus nas maratonas de corrida tem exigido dos locutores o saber de uma regra simples do plural das palavras de nossa língua.

A regra geral do plural das palavras em língua portuguesa diz que as palavras terminadas em "u", obviamente, terão o plural com acréscimo de "s".

Degrau, baú, museu, troféu, céu.


PROVÉRBIO

Quem caminha cedo, pela tarde já vai longe.

domingo, 25 de janeiro de 2026

REGISTOS DE DOMINGO

VIGÉSIMO QUINTO DIA

TEMPO - Sol quente. Sunday: dia do sol.

MÚSICA NA MINHA VIDA - Meu primeiro amor (interpretada por José Augusto - autores: José Augusto, Miguel e Paulo Coelho)

Foi numa festa outro dia
Que eu te encontrei a dançar
Namoradinha de infância
Sonhos da beira do mar
Você me olhou de repente
Fingiu que tinha esquecido
E com um sorriso sem graça
Me apresentou ao marido.

E o resto da noite dançou pra valer
Se teus olhos me olharam fingiram não ver
No meu canto eu fiquei entre o riso e a dor
Lembrando do primeiro amor.

Pra me beijar precisava
Ficar na ponta dos pés
Eu tinha então oito anos
Mas te menti que eram dez
Lembro você orgulhosa
Da minha calça comprida
Vínhamos juntos da escola
Sem qualquer medo da vida.

Sábado tinha dinheiro
Pra te levar ao cinema
Onde com medo pegava
Tua mãozinha pequena
Nossos castelos de areia
Sonhos perdidos no ar
Jogo de bola de meia
E um refrigerante no bar.

Alguns destaques da música - Retrata, pelo menos três práticas do tempo dos autores da música:

- A calça comprida era um indumentária sagrada quando o menino ficava crescidinho. 

- Ir ao cinema não era pra todo mundo, visto que em muitas cidades só passava filme, como chamávamos, uma vez em alguns meses. Às vezes apenas uma vez ao ano, como "Paixão de Cristo", "McGyver" ou "O Incrível Hulk".

- A bola de meia era o que tínhamos para brincar. Quando muito, uma canarinho ou dente de leite.

LINGUAGEM - Algumas palavras que sofreram mudanças no português do Brasil. Pesquisa feita por Amadeu Amaral publicada em seu livro "Dialeto Caipira":

Capado: porco castrado
Despotismo: enormidade
Fumo: tabaco
Loja: armazém de fazendas a retalho
Pião - domador
Pinga: aguardente de cana
Pinho: viola
Rancho: cabana de campo
Sítio: propriedade agrícola menor que a fazenda
Tabaco: rapé


sábado, 24 de janeiro de 2026

VIGÉSIMO QUARTO DIA

TEMPO - Quente.

LINGUAGEM - Pleonasmo: Dormir um sono. 

QUE PALAVRA!

Cravo 

Os dicionários trazem vários significados para a palavra cravo:

Flor. Ponto escuro na pele. Tipo de pregos para prender ferradura. Prego com que se fixavam as mãos e os pés dos condenados à morte na cruz. Calo profundo e doloroso localizado na planta do pé. 

Instrumento com cordas e teclado, que precedeu o piano e um tanto similar a este, mas cujas cordas emitem som ao serem pinçadas, quando se premem as teclas correspondentes. (Aulete)

O terceiro tocava uma valsa vienense no cravo, enquanto outro, debruçado no instrumento, acompanhava-o cantando.

(Trecho de "Guerra e paz," de Tolstoi)



sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

VIGÉSIMO TERCEIRO DIA

TEMPO - Nuvens esparsas. Brancas. Céu azul.

LINGUAGEM - A gente vai ou a gente vamos?

Muito fácil:

A gente vai à escola. Nós vamos à escola.

Só é prestar atenção. 

A expressão a gente substitui o pronome nós e pede o verbo no singular.

O pronome nós pede o verbo no plural.

PROVÉRBIO

 As boas cautelas ganham pouco, mas asseguram muito.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

VIGÉSIMO SEGUNDO DIA

TEMPO - Sol firme, céu limpo e azuzinho, azuzinho.

HISTÓRIA - Seja como disciplina escolar, seja como registro do tempo, tem uma serventia enorme na sociedade. Ela documenta o passado e torna-se uma espécie de senhora. Ensina aos presentes o que deu e o que não deu certo no passado. Erra quem quiser ou for muito teimoso.

LINGUAGEM - Superlativos absolutos sintéticos e superlativos absolutos analíticos

Os superlativos dos adjetivos estão quase no esquecimento a não ser aqueles que circulam nas colunas sociais como os paupérrimos, lindérrimos, etc.

Fora disso, pouco é explorado na escola, tendo em vista que os atuais livros didáticos pouco ou nunca trazem o assunto.

O absoluto analítico é o que obedece a uma soma da palavra "muito" com o adjetivo: muito civilizados. Se transpormos para o absoluto sintético, fica: civilizadíssimos.

Numa espécie de exercício escolar, mude do analítico para o sintético:

Os canivetes são muito perigosos - 

O irmão da portaria é muito bravo - 

Vivemos num país muito curioso - 

O passeio à chácara foi muito interessante -

Há, dentro dos sintético, os eruditos, ligados às formas latinas:

acre - acérrimo

amargo - amaríssimo

amigo - amicíssimo

antigo - antiquíssimo

áspero - aspérrimo

benéfico - beneficentíssimo

benévolo - benevolentíssimo

célebre - celebérrimo

célere - celérrimo

cristão - cristianíssimo


PROVÉRBIO

As boas árvores dão bom fruto.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

VIGÉSIMO PRIMEIRO DIA

TEMPO - Nublado pela manhã.

CHUVAS - A salvação vem de cima. Segundo uma pessoa que cria ou compra gado e criação em geral, se não chover logo, o gado vai perder o valor. E acrescentou: ninguém mais vai querer nem de graça.

Agora pela tarde, um leve neblina.

LINGUAGEM - Conglomerado verbal:

Bater asa: fugir.



PROVÉRBIO

As amoras e os trigos vêm no tempo dos melões.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

PROVÉRBIO

As águias não geram pombas.

VIGÉSIMO DIA

TEMPO - Nublado.

LINGUAGEM - Trás ou traz?

Ambas as formas são corretas. 

Para trás com essas conversas fiadas.

Trás é preposição. Ser preposição talvez não interessa ao leitor. Basta diferenciar de traz, do verbo trazer.

Ele sempre traz presentes para os filhos.

Definir as palavras - dar conceitos a elas, como dizíamos, é uma maneira prática e fácil de entendermos as coisas. 


segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

DÉCIMO NONO DIA

TEMPO - Nublado pela manhã.

EXPERIÊNCIAS SOBRE CHUVA - Muitos não arriscam mais em dizer se o ano vai ser bom ou não acerca das chuvas. No lugar disso, se alguém interroga sobre o assunto, a pessoa diz: "Você deseja que chova este ano?" Se a resposta for positiva, então ele dirá: "Então vamos pedir a Deus que chova."

LINGUAGEM - Uso da vírgula

Apesar de parecer fácil, há algumas regrinhas práticas. Uma delas é esta: quando há omissão (elipse) de termo ou palavra, coloca-se uma vírgula para preencher o espaço.

Pelas ruas havia muita gente. Pelas ruas, muita gente.

Pelas esquinas havia pessoas pedindo esmola. Pelas esquinas, pessoas pedindo esmolas


PROVÉRBIO

Árvore boa dá bom fruto.

domingo, 18 de janeiro de 2026

REGISTOS DE DOMINGO

DÉCIMO OITAVO DIA

TEMPO - Nublado pela manhã.

CHUVA - Experiências para este ano: ruins. As formigas não se mudaram ainda. Se mudam, é porque teremos chuvas. Se não chove entre o Natal e Ano Novo, não teremos chuvas.

MODO DE VIDA - Quem manda em mim sou eu. Nem sempre. Os viciados podem até dizerem que sim, mas na verdade eles, ou qualquer um de nós, se viciado em qualquer coisa, não manda em nada: é levado pela vontade do vício.

HISTORINHA - Gataí?

A historinha acima é verídica. Havia um homem conhecido por Gato. Um certo dia, chega em sua casa uma pessoa que o procurava. Ao aproximar-se da porta, pergunta:

- Gataí?

- Hein? Responde a pessoa dentro de casa.

- Gataí? Repete o homem.

- Como? Não entendi.

Pela terceira vez, o homem compreendeu que o Gataí estava difícil por causa da mistura das duas palavras. Assim, arriscou de outra maneira:

- Gato, tá aí?

- Não, respondeu, o morador. Gato saiu.

TURISMO - Upanema em Tibau. Já disseram que em janeiro Mossoró vai pra Tibau. Vejo que não é somente Mossoró que está naquela praia, mas muitas pessoas da região. Upanema se faz presente nos dias de veraneio. Algumas pessoas alugam casa e outras fazem o bate-e-volta.

DEFESA - As abelhas mordem. As abelhas modem ou picam como legítima defesa. O que elas entendem como legítima defesa? Se tem barulho próximo, elas sentem-se ameaçadas, ainda que as pessoas não tenham a menor intenção de atacá-las. Então, para elas, é melhor atacar as pessoas da forma mais cruel. Atacam em qualquer parte do corpo. O zumbido é ensurdecedor. Para imitá-lo, basta usarmos vários zês na escrita ou pronunciarmos zzzzzzzzzzzzzzz. Quanto à voz da abelha, nos ensina Silveira Bueno que a abelha azoina, sussurra, zoa, zumba, zumbe, zune ou zunzuna.

NOTÍCIA - Recentemente em Upanema dois cidadãos na zona rural foram atacados por abelhas. Elas ouviram barulho vindo de pés de manga. Partiram para o ataque. Os dois correram a tempo e foram medicados.

LINGUAGEM - Paisagem à janela (Flávio Venturini)

Da janela lateral do quarto de dormir
Vejo uma igreja, um sinal de glória
Vejo um muro branco e um voo pássaro
Vejo uma grade, um velho sinal.

Mensageiro natural de coisas naturais
Quando eu falava dessas cores mórbidas
Quando eu falava desses homens sórdidos
Quando eu falava desse temporal.

Você não escutou
Você não quer acreditar
Mas isso é tão normal
Você não quer acreditar.

Eu apenas era
Cavaleiro marginal lavado em ribeirão
Cavaleiro negro que viveu mistérios
Cavaleiro e senhor de casa e árvores
Sem querer descanso nem dominical.

Cavaleiro marginal, banhado em ribeirão
Conheci as torres e os cemitérios
Conheci os homens e os seus velórios
Quando olhava da janela lateral
Do quarto de dormir.

Comentário - Começando pelo título: uso da crase no A. 

A crase aí está em razão de subtender que haja uma preposição a (próximo a) e usar-se o artigo a diante de janela: a+a=à.

No terceiro verso da primeira estrofe temos a palavra voo, sem acento circunflexo. Até o novo acordo ortográfico da língua portuguesa, o acento era obrigatório. Agora não é mais necessário.


sábado, 17 de janeiro de 2026

DÉCIMO SÉTIMO DIA

TEMPO - Agora pela manhã o céu está tomado de nuvens, que prometem chuvas para logo.

AINDA - Ainda não registramos chuva neste dois mil e vinte e seis.

ENQUANTO ISSO - Enquanto isso, o copinho espera.

LINGUAGEM - De encontro, ao encontro.

Coisas da linguagem! 

Há uma sutil diferença entre "de encontro" e "ao encontro".

As duas expressões acima geralmente pertencem ao campo das ideias e não do encontro de pessoas ou coisas.

Seu pensamento veio ao encontro do meu: está de acordo com o meu.

Seu pensamento veio de encontro do meu: está em desacordo com o meu.

QUE PALAVRA!

Camionete, camioneta, caminhonete

Veículo automóvel de passageiros e pequena carga, de quatro ou seis rodas. (Aurélio)

Pequeno caminhão. (Silveira Bueno)

Veículo motorizado, próprio para o transporte de passageiros e pequenas cargas. (Geraldo Mattos)

Veículo automotor, de quatro ou seis rodas, , com boleia e pequena carroceria, para transporte de passageiros e pequenas cargas. (Dicionário UNESP)

São três maneiras de dizer a mesma coisa.


sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

O QUE É?

Um veículo automóvel de passageiros e pequena carga, de quatro ou seis rodas?

DÉCIMO SEXTO DIA

TEMPO - Nuvens carregadas pela manhã. 

Numa bela prosopopeia, algumas nuvens, pela tarde, exibem sua beleza, mas nada dizem sobre o tempo chuvoso. Trovoadas e cheiro de chuva ao cair da tarde.

LINGUAGEM - Estada, estadia. Qual o certo?

As duas maneiras estão certas, mas em momentos diferentes. Qualquer demora de alguém em algum lugar, é estada.

A estadia é permanência de carro, navio, avião em algum lugar. 

Simples, mas complexo para muitas pessoas fora do círculo letrado.

DINHEIRO - Na mão é vendaval. Dinheiro na mão é solução e solidão. (Trechos da música "Pecado capital", interpretado por Paulinho da Viola, também autor da música).

Fala da relação que devemos ter com o dinheiro.

VIDA - Uma luta medonha para mantê-la viva e com dignidade.


PROVÉRBIO

Arrobas não são quintais, nem as coisas são iguais.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

DÉCIMO QUARTO DIA

TEMPO - As folhas se movem, num sinal de que o tempo está um pouco arejado da brisa matutina.

LINGUAGEM - As aspas (") num texto têm, entre as muitas funções, a de dizer o contrário ou dar um outro sentido. O locutor o diz consciente. Geralmente o leitor atento entenderá facilmente.

A palavra vício é uma entre as muitas que são empregadas num sentido positivo. De um corredor de minimaratona escutei que está viciado em correr. Outro já disse que tem o vício de ler, etc.

As aspas aqui são usadas para enfatizar quão bom é praticar isto ou aquilo. Vício é coisa má, mas as aspas dizem que é coisa boa.

Longe está a língua de ser difícil. O que torna difícil é a preguiça das pessoas em estudar pra valer.

PROVÉRBIO

Arrenego de tantos conselhos e nenhum remédio.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

DÉCIMO TERCEIRO DIA

TEMPO - Calor o tempo todo.

LINGUAGEM - Tira-dúvidas: 

A pronúncia da palavra advogado é penosa para muitas pessoas. Preferem pronunciar a letra e após o d: adevogado. Sem dúvida, é mais fácil, mas é errado. O d deve soar levemente, quase imperceptível.

Barabarismo é o nome do erro, diz o estudioso Luiz A. P Vitória.

CONTAS - Até esta data, muitos ainda não concluíram suas dívidas, tendo em vista porque os pagadores também não pagaram.

PROVÉRBIO DE LÚLIO - Contra a bondade e a grandeza de Deus não desejes ser bom nem grande.

PROVÉRBIO

 Arrenegai do saber que consiste em saber melhor mentir.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

PROVÉRBIO

Arrenegai do homem que não tem mais que um conselho nas coisas.

DÉCIMO SEGUNDO DIA

TEMPO - Quente. Íssimo!

BEM-ESTAR - Beba água, caminhe, leia. Três ações muito antigas e necessárias. A primeira - indispensável; a segunda, muito importante. Os de minha idade para trás faziam isso com a maior naturalidade. A caminhada era de casa para o trabalho e do trabalho para casa. Quem estudava, fazia o mesmo. Hoje, com o advento dos transportes, não se anda mais a pé. 

A terceira ação - leitura, é dispensável para o ser humano, se considerarmos que há muita gente ainda que não sabe ler ou não. Resta o ouvido para escutar. Conheço pessoas que sabem de muita coisa só pelo ouvir. Conheço pessoas que sabem das notícias do Brasil - pasmem, através da "Voz do Brasil".

MODO DE VIDA - Abnegação: Do latim ab e negatio, significa "negar a si mesmo alguma coisa", mas em proveito de outrem. A pessoa abnegada nega a si mesma satisfações e prazeres, com o intuito único de beneficiar o objeto de sua abnegação, mas não o faz conscientemente, por cálculo. A característica essencial da abnegação é a naturalidade. Manifestação do amor, como este a si mesma sei basta, nunca visa a recompensas, nem se quer reconhecida. (Moderna Enciclopédia Brasileira de Direitos Humanos, Educação, Sociologia, Moral, Civismo, do professor Ubiratan Rosa)

domingo, 11 de janeiro de 2026

REGISTOS DE DOMINGO

DÉCIMO PRIMEIRO DIA

LITERATURA - Um texto bem texto mesmo, digo, bem elaborado como as crônicas de  Drummond, Manuel Bandeira e Rubem Braga. são impagáveis. Vale o precioso tempo que consumimos e até o preço do livro.

Em "O padeiro", texto escrito nos anos 50, o capixaba Rubem Braga discute a função do padeiro e do jornalista: ambos entregam o produto bem cedinho. Na falta deles, o povo sente a falta. Eis o texto na íntegra:

Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento - mas não encontro o  pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bem uma greve, é um lockout, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.

Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

- Não é ninguém, é o padeiro!

Interroguei-o uma vez: como tivera a Ideia de gritar aquilo?

"Então você não é ninguém?"

Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "não é ninguém, não senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...

Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina - e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do  forno.

Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, é o padeiro!" E assobiava pelas escadas.

TEMPO - Tempo bom e tempo ruim. Para nós aqui onde chove pouco, o tempo bom é o chuvoso; para outras regiões, chuvosa, é tempo de sol. Inclusive, há músicas que dizem que desejam ir para onde tem sol.

LINGUAGEM - Da difícil tarefa de pronunciar algumas palavras em língua portuguesa. Uma delas é o plural. Vejamos:

Tijolo: tijolos(ó)

Toco:  tocos(ô)

Tolo: tolos(ô)

Topo: topos(ô)

Torno: tornos(ô)

Torto: tortos(ó)

sábado, 10 de janeiro de 2026

DÉCIMO DIA

TEMPO - Alternância entre nublado e banhado de sol. Ausência de chuva.

VOLTA - Mais uma vez, a grata notícia da volta da água nas torneiras.

PASSADO - Lembramos nós, os de 40 acima, a falta de luz elétrica constante. As pessoas ficavam enfezadas como hoje com a falta d'água. 

Os problemas com os cortes no serviço da internet também foi problema num passado não muito longe. Hoje, pelo menos, do meu servidor, não tenho de que me queixar.  

SAÚDE - Cada um cuida da sua como pode. Sua ausência não é nada agradável.

TRIGÉSIMO DIA

TEMPO - Pequeno registro de chuva ontem no começo da noite. Registro tão pequeno que não deu pra registrar nada no copinho do aparelhinho ch...