quinta-feira, 30 de novembro de 2023

O FIM

É fim de mês.

Novembro despede-se. Bela prosopopeia!

Dezembro vai chegar e dará o arremate do ano, que por sua vez dará curso a mais uma etapa em rumo ao caminhar do tempo.

PROVÉRBIO

A gente olha e outro é que vê. 

quarta-feira, 29 de novembro de 2023

DIFERENÇA ENTRE PSEUDÔNIMO E HETERÔNIMO

Pseudônimo é apenas um "nome falso", inventado por alguém para ser usado no lugar de seu nome verdadeiro. 

Heterônimo, porém, tem outro sentido. Veja como esse substantivo vem explicado no Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa:

Nome imaginário que um criador identifica como o autor de obras suas e que, à diferença do pseudônimo, designa alguém com qualidades e tendências marcadamente diferentes das desse criador. (Do volume 3 do livro Português de Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano, editora Moderna)

SERENIDADE

Sê como o sereno
Que orvalha leve
Que água a planta
Que chuvisca manso
Que refresca o tempo
Que goteja calmo.



PROVÉRBIO

A galinha tem os olhos onde tem os ovos.

terça-feira, 28 de novembro de 2023

LEMBRANÇAS DO PADRE SÁTIRO

Quando cheguei na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, ela não tinha esse nome. Era a Fundação Universidade Regional do Rio Grande do Norte (FURRN). 

Estávamos em 1996, um ano muito bom para aquela instituição, pois Radir Pereira, vice de José Agripino, assumia o governo por alguns meses. E foi nesse tempo que Padre Sátiro conseguiu cumprir sua missão frente àquela instituição: passar de paga para gratuita. Grande parte dos estudantes tinham bolsa, e outra, pagava do próprio bolso para estudar.

A luta pela estadualização foi encabeçada pelo padre Sátiro. Foi luta renhida e vencedora.

Vices

Antônio Capistrano era o vice do padre e se tornou o titular após este renunciar, pois já sentia-se realizado. A vaga de vice foi preenchida pelo conterrâneo upanemense, Josafá Inácio da Costa. Este lecionava latim e língua portuguesa. A cadeira de Português Histórico foi assumida pelo juiz Cícero Alves de Sousa.

DEZ

A chuva de ontem e madrugada de hoje rendeu dez milímetros.

PROVÉRBIO

A fumaça é coisa fina: vara parede dobrada (Gaúcho).

domingo, 26 de novembro de 2023

DOMINGO

CANAL

Não são poucos os leitores que preferem a leitura em papéis à tela.

O mal que o brilho faz aos olhos é somente um detalhe. O prazer de folhear as páginas de um livro, revista ou jornal já foi escrito em prosa e verso por muitos leitores-analistas. 

O folhear constitui-se também como uma forma mais prática de leitura. 

Já se falou também no cheiro do papel.

Ler uma crônica de Serejo na tela é muito bom. No papel é bem melhor.

Pelo menos esta é minha opinião, diria Emery Costa.

O jornal em papel é canal quase em extinção, mas espero que isso não se concretize.

FALEMOS DE CÂMARA CASCUDO

Eis o que narra Câmara Cascudo sobre o seu pai, Francisco Justino de Oliveira Cascudo:

Uma das aptidões de meu pai quando rapaz era desencantar alma do outro mundo. Aparecendo uma visagem, amortalhada em branco, vagando pelos arredores das últimas ruas, espavorindo os notívagos, fatalmente meu pai ocultava-se em pontos estratégicos, horas mortas da noite, para a perseguição assombrosa. Carreiras olímpicas, esgotando a resistência do espectro, alcançado, derrubado, subjugado, identificado. Normalmente se tratava de viúva inconsolável procurando compensação fisiológica ou moça impaciente e ambulatória no encalço do amante, sedentário e covarde, que a esperava. Hoje essas técnicas foram superadas pela moto-mecanização discreta e prestante em serviço do erotismo secreto e noturno. Jamais meu pai revelou os nomes desses fantasmas, sedentos de amor carnal.

A façanha mais famosa foi terminar com a lenda de "Poltros Mortos", fazenda então abandonada nos arredores de Barriguda, hoje cidade de Alexandria, no Rio Grande do Norte, entre 1883 e 1885. Os comboeiros que procuravam arrancho durante a noite ao redor da velha casa-grande eram alvejados com repetidas pedradas sem que jamais conseguissem encontrar um só projétil. Ouviam insistente rumor confuso no interior das ruínas, um persistente e dilacerante gemido aterrador e a contagem incessante de dinheiro metálico, perturbando a paz do acampamento, obrigando-os a mudar de pouso. (O tempo e Eu - páginas 219-220)

sábado, 25 de novembro de 2023

QUE PALAVRA!

Fazenda

Conjunto de bens; haveres. Propriedade rural, de lavoura ou de criação de gado. Pano, tecido. As finanças públicas. (Aurélio)

Do latim, facienda. Bens, riquezas, cabedal. Propriedade agrícola. Pano que é vendido aos metros; tecido. (Silveira Bueno, com etimologia).

A palavra fazenda com a acepção de tecido é praticamente desconhecido da juventude, que muitas vezes não lê literatura antiga, somado ao fato de ser uma palavra pouco pronunciada e pouco escrita.

Nossos antepassados iam à loja comprar uma fazenda, ou seja, um pano para fazer ou mandar a costureira costurar um vestido, uma calça comprida.


ARTE VERBAL

A arte de usar o verbo, ou seja, a palavra escrita ou falada, é arte, não no sentido que é atribuído aos artistas. 

Arte dom. Arte jeito pra coisa.

É arte que exige escolha adequada das palavras. É arte que exige vasto vocabulário, razoável conhecimento das figuras de construção, de história, de ciência, enfim.

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

quinta-feira, 23 de novembro de 2023

QUESTÃO DE VESTIBULAR

(Mackenzie-SP) Texto publicado junto aos poemas de Pauliceia desvairada, funciona como manifesto das propostas do autor a respeito das teorias que deveriam sustentar o Modernismo no Brasil:

Assinale a alternativa em que se encontra o nome do mesmo:

a) "Prefácio interessantíssimo"  x
b) "Procura da poesia"
c) "Manifesto antropofágico"
d) "A um poeta"
e) "Poética"


PROVÉRBIO

A corda arrebenta sempre pelo ponto que é roída.

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

NATUREZA COMPENSATÓRIA

O calor escaldante do dia cede para uma aragem suavíssima ao morrer da tarde.

PROVÉRBIO

A cobra se oculta debaixo da erva.

DÍVIDA

A passagem da Escritura "A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei" é eloquente acerca de quem contrai dívidas a todo instante.

A passagem, obviamente, é da esfera espiritual, mas os devedores de toda espécie não escapam dessa mensagem.



terça-feira, 21 de novembro de 2023

TÉDIO

Do latim, taedium. Enfado, aborrecimento, desgosto, repugnância, cansaço da vida, fastio de viver. (Silveira Bueno - dicionário etimológico).

Remédios possíveis - trabalho, entretenimento.

PROVÉRBIO

A cão, gaviaozão.

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

EXPERIÊNCIAS

Da rolinha - Se ela faz ninho na parede do açude depois que o inverno começa, é sinal de pouca chuva: o açude não irá encher.

Da formiga - Se as formigas saem em bandos, aí sim, haverá bastante chuva.

Do tempo quente - Se o tempo está quentíssimo, daqueles que a gente acha tão ruim que fica reclamando, a chuva chegará pela tarde.

Da barra da manhã - Se a barra das nuvens aparece pela manhã, chuvas virão em breve.

PROVÉRBIO

A argola é que sempre chega primeiro (Gaúcho).

domingo, 19 de novembro de 2023

DOMINGO

Não se fala noutra coisa a não ser o forte calor que assola a nossa gente. 

Em outros lugares, falta d'água. Em outros, água demais. É o mundo desigual que não será mudado, pois o próprio homem não sabe mudá-lo. O tempo já provou isso há muito tempo.

DIALETO CAIPIRA

Aberto dos peitos - diz-se do animal de sela ou tiro, que, andando, cai para a frente. (Amadeu Marques)

Abrir-dos-peitos - Forma pela qual se explica a prática de um ato de generosidade. Aquilo que se dá de mão aberta. (Calepino Potiguar)

Por aqui em Upanema dizemos que alguém abriu os peitos quando pega um peso descomunal desproporcional à sua força e sofre uma espécie de abertura dos peitos.

ESTRESSE - O QUE É ISSO?

Silveira Bueno define como a soma da perturbações orgânicas e psíquicas provocadas por diversos agentes agressores, tais como: trauma, emoções, choque cirúrgico, intoxicação, fadiga, exposição ao calor ou ao frio etc. (Aportuguesamento do inglês stress, palavra proposta pelo médico sueco H. Selye).

A reação estresse é uma resposta biológica necessária para a adaptação a situações novas. O estresse enquanto patologia é um conjunto de reações fisiológicas que, se exageradas em intensidade ou duração, causam um desequilíbrio no organismo. (Dicionário de Termos Médicos, Enfermagem e Radiologia)

Nem toda reação comportamental é estresse. Às vezes é pura legítima defesa. A pessoa reage a uma agressão verbal, mas não passa daquilo.

ORIGEM DA PALAVRA AMOLAR - no sentido de cacetear.

Correm várias décadas, desde que um italiano percorreria as ruas do Rio de Janeiro, com um rebolo às costas, oferecendo seus serviços e repetindo "amolador", "amolador", num tom que deveria realmente aborrecer os ouvintes. Daí a significação que o termo adquiriu de massar, aborrecer, cacetear, enjoar. (Luiz A. P. Vitória) 




sábado, 18 de novembro de 2023

sexta-feira, 17 de novembro de 2023

GUERRA

A guerra começa desde cedo ao levantar.

A guerra contra os contras tem de ser feita a todo instante. 

Os contra são os que lutam por aquilo que não leva ao progresso, à produção, ao saber, à alta cultura, etcetera coisa e tal.

É uma guerra que se realiza sem que precisemos dar um tiro sequer.


FERIADOS

Depois de uma boa espiada, constatamos que o ano de 2024 tem menos feriados do que neste que marcha para o final. Uns cinco, talvez.

A constatação tem deixado muita gente contrariada.

PROVÉRBIO

Cada um por si e Deus por todos.

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

APERITIVO

No feriado de ontem foi dia propício para se tomar um bom aperitivo.

Aperitivo, como se sabe, serve para abrir o apetite.

E umas boas doses de Machado de Assis e Érico Veríssimo abrem as ideias e nos levam para longe sem que precisemos sair do lugar.

Boas leituras abrem o apetite para se ter ideias para expressar através da fala e da escrita.

PROVÉRBIO

Vote (ô), cobra! não me morde com teu dente de abobra.

terça-feira, 14 de novembro de 2023

POPULAÇÃO

A população de animais podemos dizer que cresce em relação ao passado. 

No passado não tinha disso, não. Em cada canto que passamos está a fileira de cachorros, aos magotes.

PROVÉRBIO

Viver de graça é mais barato.

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

AMANHÃ DE MANHÃ

Amanhã de manhã
Vou fazer o café
E te esperar 
Até a última gota
Na xícara esfriar.

Depois disso
Ainda não sei
O que fazer e agir
Pois a espera
Não me faz resistir.

domingo, 12 de novembro de 2023

DOMINGO

Todo mundo já foi derrotado algumas vezes. Mas isso não significa o fim. 

Se há algo bom nas derrotas é que a gente aprende muitas coisas. Uma delas é que somos humanos mesmo. Humanos, porque tem gente que não liga para essas coisas de Deus existir, mas acham-se um deus.

Uma derrotinha aqui, outra ali poderá fazer um bem danado para voltar a acreditar que é um ser humano. E ser humano perde, cai, erra, faz feio, mas também ganha, levanta-se, acerta e pode fazer bonito. Bonitíssimo.

GRAMÁTICA

Há tempos que percebi que muitos intelequituais trabalham sem cessar em desfavor da gramática. Acreditam que ela é dispensável quando se trata de linguagem. "Falar e escrever bem não precisa de gramática". 

Concordamos que o puro conhecimento das regras não faz um bom redator. Também concordamos que o bom redator será melhor se seguir as normas da gramática. Elas servem para aprumar algumas frases e ideias. Funcionam mais ou menos como numa estrada: conhecer as normas do trânsito é ingrediente a mais para uma boa dirigida.

SÓ FALTA UMA CUIA

Fulano só falta uma cuia pra pedir esmola. É uma das nossas expressões em forma de provérbio popular. 

POR CAUSA DE VOCÊ

Fiz tal curso ou segui tal carreira por causa de você. É uma frase que deixa o causador de tal peripécia muito pra frente.

VOCÊ GOSTA DE LER?

Leitura de mundo.

sábado, 11 de novembro de 2023

QUE PALAVRA!

Dasipodídeo

Espécime dos dasipodídeos, família de desdentados de corpo cilíndrico, revestido por três escudos; são os tatus. (Aurélio)

Relativo aos Dasipodídeos; espécime dos Dasipodídeos, família de mamíferos de corpo coberto por uma carapaça como os tatus. (Silveira Bueno)




quarta-feira, 8 de novembro de 2023

A SAUDADE QUE VAI CHEGAR

A saudade é um troço pra lá de esquisito. 

É algo muito legal, mas ao mesmo tempo machucante. Ela aparece de repente no tempo o do lado que menos esperamos.

Uma música que escutamos há muitos anos ou um pequeno evento lá não sei quando podem vir à tona na nossa cabeça que pode cozinhar o nosso juízo por alguns instantes. Quando nos damos conta, estamos de braços dados com a malvada saudade.

A saudade por pode bater forte alguns meses ou anos depois de deixarmos a escola.

Que saudade daquele tempo!

Não adianta porque não tem mais jeito.


PROVÉRBIO

Ver a cabeça e não se recordar em que corpo.

terça-feira, 7 de novembro de 2023

NORMAS DA LÍNGUA

Plural de algumas palavras da língua portuguesa

O plural de alguns substantivos da língua portuguesa  não são tão fáceis como imaginamos, pois alguns deles oferecem mais de um jeito de dizer.

 Ancião é um bom exemplo: os anciãos, anciães, anciões.

Charlatão tem dois plurais: charlatães e charlatões.

O mesmo com cirurgião: cirurgiães e cirurgiões.

Como não há regra para isso, o jeito é decorar.

OLHO NO OLHO

O olho no olho surte efeito em muitas áreas da vida. Nos convites, nas promessas, nos compromissos, nas batalhas, na conversa informal, no debate, no embate, no desmanchar e no construir.

PROVÉRBIO

Vento norte ao meio-dia, vento sul ao outro dia. (Bahia).

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

NÃO RECLAMA: VOCÊ AINDA OS TEM

Sobre cabelos e outras coisas

Num programa desses que assistimos na mídia, um apresentador reclamava de seu cabelo que não colaborava, pois a cada instante ele caía sobre os olhos.

Foi aí que o colega retrucou:

Não reclama porque você ainda tem.

Mãe, cabelos, fôlego, emprego. São exemplos de bens valiosos.

RÉGUA

Não medir as pessoas pela sua própria régua. Eis uma dica.

QUASE

De uma manhã nublada quase culminou com boa chuva hoje pela manhã.

PROVÉRBIO

Ventania que chuva não deu, é algum padre que morreu (São Paulo).

domingo, 5 de novembro de 2023

DOMINGO

BEM QUE PODERIA

O tema da redação do Enem de hoje bem que poderia ser sobre o uso inadequado dos celulares acoplado às redes internéticas.

Poderia até focar na juventude, mesmo porque, como tanto ouvimos é ela que mais está perdendo o tempo, a saúde e até o futuro por não saber usar bem o celular e outros aparelhos ligados à internet.

Um tema desse poderia despertar em muitos estudantes que fazem a prova hoje. Quem sabe se eles ao produzirem um texto sobre aquilo que os afeta não poderia de agora em diante tomar consciência e passassem a usá-la adequadamente.

TIPOS HUMANOS

Boçal

Alguém que é tímido poderá ser confundido com boçal.

Boçal é quem é estúpido, ignorante, segundo os dicionários. No entanto, as pessoas por aqui chamam de boçal alguém que posa de importante acima das posses.

"Aquele cara é um boçal". Ou seja, só quer ser o que não é.

UPANEMÊS 

Engraçar-se por alguém é enamorar-se ou simplesmente simpatizar por alguém.

A LEITURA E A COMIDA

Quando a leitura é gostosa se parece com uma comida gostosa: saboreia-se aos poucos para que não termine logo.

sábado, 4 de novembro de 2023

LÍNGUA CERTA

Diga-se "amamos nossos pais e lhes obedecemos". O verbo amar exige objeto direto, enquanto o verbo obedecer pede objeto indireto. Devemos dar a cada um deles, portanto, seu objeto adequado. (Luiz A. P. Vitória)

Não poderíamos dizer "amamos e obedecemos nossos pais", pois o verbo amar não pede preposição: quem ama, ama alguém ou algo e não a alguém ou algo.

Com o verbo obedecer necessitamos de usar uma preposição em seguida. Dizemos que obedecemos a alguém. 

QUESTÃO DE CONCURSO

(CESPE - 2011 - Correios) 

No tempo em que se andava a cavalo para entregar cartas, era preciso pôr arreios no cavalo, ou seja, era preciso:

a) arriar-se o cavalo.
b) arreiar o cavalo.
c) arreiar-se no cavalo.
d) arrear o cavalo.
e) arriar no cavalo.

QUE PALAVRA!

Cabeçudo

Do latim utus. Dotado de cabeça volumosa. Cabeça dura, renitente, opiniático. Que não atende a conselhos de ninguém. (Silveira Bueno)

Que é teimoso. O pedreiro cabeçudo não ouviu o engenheiro, cometendo uma enorme besteira. (Dicionário Didático de Português).

De cabeça grande, teimoso. (Aurélio).


sexta-feira, 3 de novembro de 2023

SEM A PRECIOSA

Passamos aqui mais de uma hora sem a preciosa.

Outrora era principalmente a preciosa luz. Hoje é a preciosa força que puxa muitos motores, muitos aparelhos domésticos e fornece força para torres de telefones. Estes, ligados à grande rede, prestam grande serviço à população. Sem a preciosa, nada funciona para a maioria da população.

 

QUESTÃO DE ENEM

É água que não acaba mais

Dados preliminares divulgados por pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPA) apontaram o Aquífero Alter do Chão como o maior depósito de água potável do planeta. Com volume estimado em 86.000 quilômetros cúbicos de água doce, a reserva subterrânea está localizada sob os estados de Amazonas, Pará e Amapá. "Essa quantidade de água seria suficiente para abastecer a população mundial  durante 500 anos", diz Milton Matta, geólogo da UFPA. Em termos comparativos, Alter do Chão tem quase o dobro do volume de água do Aquífero Guarani (com 45.000 quilômetros cúbicos). Até então, Guarani era a maior reserva subterrânea do mundo, distribuída por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. 

Época, n° 623, 26 abr. 2010.

Essa notícia publicada em uma revista de grande circulação, apresenta resultados de uma pesquisa científica realizada por uma universidade brasileira. Nessa situação específica de comunicação, a função referencial da linguagem predomina, porque o autor do texto prioriza:

a) as suas opiniões baseadas em fatos.
b) os aspectos objetivos e precisos.
c) os elementos persuasivos do leitor.
d) os elementos estéticos da construção do texto.
e) os aspectos subjetivos da mencionada pesquisa.


DICIONÁRIO POPULAR

Relação entre o vocabulário da Amazônia, do Norte e daqui

A gente encontra muitas e muitas palavras e expressões que são faladas na no Norte do Brasil e também em muitos lugares do Nordeste. Entre elas está o "abancar" ou "abancar-se":

Abancar: 1. Sentar-se. 2. Ficar à vontade.1. "Abanque-se, compadre!"2. "Vá se abancando!"3. "Não se acanhou, foi logo se abancando." Do Dicionário da Língua Popular da Amazônia, publicado em 1985. Autor: Paulo Jacob.

Pelo seu dicionário podemos notar que grande parte das palavras usadas pelo povo de lá são as mesmas do povo nordestino. Pude ver isso claramente quando assisti a alguns capítulos do seriado "Amazônia". A palavra "abancar" é uma delas.

Vicente Chermont de Miranda pôs em seu "Glossário Paraense" algo similar:

Abancar-se: v. Sentar-se. Ex: "Aqui tem uma rede, abanque-se por favor".

PROVÉRBIO

Não devemos vender gato por lebre.

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

LEMBRANÇA DOS CANTORES

Além das lembranças de pessoas queridas que já foram, lembramos no dia de hoje músicas de cantores que partiram.

No tempo em que o rádio era a forma mais popular de ouvir músicas - radiola só para quem podia - a gente ouvia neste dia as músicas dos cantores falecidos. 

CRENÇAS SOBRE A ALMA E SOBRE A MORTE

Até o apagar das luzes da história da Grécia e de Roma, presenciamos a permanência, entre os homens do povo, de certo conjunto de pensamentos e de hábitos com certeza oriundos de época muito remota, mas no qual já se pode reconhecer o ideário original concebido pelo homem a respeito de sua própria natureza, de sua alma e do mistério da morte. 

Até onde nos é dado remontar na história da raça indo-europeia, de onde se originaram as populações gregas e italianas, observamos que essa raça jamais acreditou que, depois desta curta existência, tudo terminasse com a morte do homem. As gerações mais antigas, bem antes que existissem filósofos, já acreditavam em uma segunda existência para além desta nossa vida terrena. Encaravam a morte não como uma aniquilação do ser, mas como simples mudança de vida.

Onde, porém, e de que modo seria vivida essa outra existência? Acreditava-se que o espírito imortal, uma vez liberto do corpo, animaria outro corpo? Não, pois a crença na metempsicose nunca se arraigou no espírito das populações greco-italianas; tampouco era essa a crença dos antigos árias do Oriente, pois que os hinos védicos se lhe opunham. Acreditava-se então que o espírito subisse ao céu, para a região da luz? Também não, visto que a ideia das almas entrarem na morada celeste é relativamente moderna no Ocidente; o céu só era tido como recompensa merecida por alguns grandes homens e benfeitores da humanidade. Consoante às mais antigas crenças dos povos itálicos e gregos, não seria em outro mundo que a alma viveria essa sua outra existência, ficaria perto dos homens, continuando a viver na terra, junto deles. (Do livro "A cidade antiga", de Fustel de Coulanges)

A bíblia é outro livro que expõe claramente sobre o destino da alma dos seres humanos. E vai mais além: depois da morte, a alma sofre um processo gradual até um dia chegar à ressurreição.


VIDA

Uma enquete profissional

Para os humoristas, a Vida não passa de uma boa piada. 

(...) Mas, o que pensam as pessoas de outras profissões a respeito da Vida? Consultei algumas e resultado foi esse:

L.C.F., alfaiate:
→ A Vida só dá pano pra manga. É a maior rasgação de seda que existe. Um dia tudo vai bem, no outro ela te bate o brim. Procurar um lugar ao sol é procurar uma agulha no palheiro. A vida não dá camisa a ninguém, amigo. Te deixa com as calças na mão anos a fio e no fim ainda te abotoa o paletó.

B.G.R., padeiro:
→ Que Vida, meu chapa! Estou aqui suando e comendo o pão que o Diabo amassou e você vem me falar de Vida? A Vida me deu um bolo quando eu nasci brasileiro. Agora tenho que sustentar o burro a pão–de-ló, lá em Brasília. E sem me queixar senão levo bolacha na cara. A Vida não é biscoito, meu chapa.

C.E.P. horticultor:
→ Ah, a Vida... É um tal de descascar um abacaxi atrás do outro... Gente nos mandando às favas por culpa do intermediário... O ICM te espinafrando... A mulher, que antes era uma uva, uma pele de pêssego, agora tá feia e me manda plantar batatas todas às noites... Ah, a Vida... Já foi um chuchu, mas embananaram tudo...

O.D.E., ferramenteiro:
→ Dá pá virada, moço, dá pá virada. É isso que a Vida tá. Parece que o mundo tem um parafuso frouxo. A gente senta pua no trabalho decente e não há recompensa. Tenta a boa fé e lá vem picaretagem. Em pouco tempo tá no prego, não é?

H.S., ourives:
→ Hum, a Vida... Olha eu acho que não adianta nascer em berço de ouro. Às vezes, a Vida te dá um caráter que não vale um níquel, e aí? Termina o senhor com um testa de ferro qualquer. Pra levar a Vida tá, não há prata da casa que aguente. Até seria joia se acabasse mais cedo.

J.I.T., marceneiro:
→ Bom, com um cara de pau a Vida está salva. Claro, você pode ser honesto, ser pau para toda obra, etc. Só que tem um detalhe: os cavacos do ofício. Eles atrapalham a sua Vida de um jeito que não tem solução e você é obrigado a botar o pé na tábua. Ou baixar a lenha corajosamente. E te dou um conselho: quando vier de sarrafo, te manda. Resistir acaba em pijama de madeira.

W.V.N., bancário:
→ Vida com V maiúsculo? Não vale um tostão furado. É um cheque sem fundos. E tem mais: não tem compensação nunca, sabe? Faz cada uma que você tem que pagar na mesma moeda. Quanto mais sujeira te faz, mais você tem de dar o troco. O resto é saldo negativo.

S.R.S., fiscal do Instituto Nacional de Pesos e medidas:
→ A Vida ficou ruim pra mais de metro. Nunca dá um quilo certo! Todo mundo sabe que ela tem dois pesos e duas medidas, com a justiça, pode?

B.K.L., escritor:
→ Se a Vida não escrevesse certo por linhas tortas, até que gostaria falar dela. Ao pé da letra, a Vida não é mais do que um rascunho, um esboço. Vida, vírgula! É sempre bem concebida e, depois mal acabada. Roteiros, mesmo assim, eu desejaria uma reedição da Vida. Porque essa que estamos vivendo é apenas sinopse. E ponto final.

E.E., artista de circo:
→ Não fossem as acrobacias, a vida seria uma boa, não é? Mas não tem fim essa corda bamba. É tanta zebra, tanto amigo urso, que você banca o palhaço e tem que fazer mágica para manter o show. Tenho esperança de que a coisa mude, pois na lona não pode ficar.

U.S.D., consultor sentimental:
→ Estou de coração ferido com a Vida. Tenho a alma em pedaços. Meu orgulho está ferido.

M.Z.I., mestre-de-obras:
→ A Vida faz o que lhe dá na telha. Encosta todos contra a parede. Tira o colchão embaixo dos teus pés. E entra areia, não é?

J.L.O., farmacêutico:
→ Sim, eu acho a Vida uma droga mesmo dourando a pílula, não se pode engolir. É dose. Receita para melhorá-la? Se eu tivesse, seria uma injeção de ânimo em mim. Acredito que a Vida não passe de uma amostra grátis. O negócio é encontrar uma fórmula de ir levando, já que ela não tem remédio. Mas vamos parar com essa entrevista sobre a Vida que tá ficando xarope, tá?

Aí desisti: com pessimismo profissional não é possível.

(Do livro "Punidos venceremos", de José Guaraci Fraga)

PROVÉRBIO

Morrem os afilhados e acabam-se os compadres.

quarta-feira, 1 de novembro de 2023

QUALIDADE

De qualidade boa é o que todo mundo quer ter. 

Todo prestador de serviço quer oferecer produtos de qualidade superiores aos outros. 

Com as escolas não pode ser diferente. Escola de qualidade boa é o que desejamos e precisamos ter.
 

PROVÉRBIO

Venda o seu peixe; depois vendo o meu.

ELE VOLTOU

Ele voltou.  Todos os anos, nesta época, ele vem. Vem para atormentar nossos ossos. Que friozinho bom!