quinta-feira, 21 de outubro de 2021

GRAMÁTICA

Particípio - É uma das formas nominais do verbo e é empregado com os sufixos ado e ido.

Quando o verbo tem dois particípios, em geral, o particípio irregular se emprega com os verbos ser e estar e o irregular com os verbos ter e haver. 
Exemplos: Ele tinha expulsado o insolente da sala. O aluno fora expulso da sala.

O QUE É DEMAIS

Demais é ouvir o que não queremos. Muito custa e fere com ferida ardente os ouvidos de quem não quer ouvir.

Demais é você vê e não poder provar ou mesmo obter seja lá pelo motivo que for. É ver e não poder resolver ou dar um bom jeito, descolar uma resolução.

Escutar, mais que meramente ouvir, é demais se as palavras não entram fácil, seja por zumbidos vizinhos ou vindos de dentro.

Quando os erros transbordam num derramar sem estanque, mas é tido como normal ou até maravilhoso, também  é demais.


PROVÉRBIO

O velho valeu enquanto foi novo.

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

DUAS VIRADAS

A primeira virada antecipa a maior. Estamos nos aproximando da primeira que ocorrerá nesses dias. Não tardará. 

A segunda demorará mais um pouco, mas quando nos dermos conta, já estamos de frente para ela, com suas festividades e apelos, sem nenhuma novidade. Da primeira, nos resta expectativas para feriado acoplado a imprensão daqueles que todos gostam, principalmente quem atua em atividades remuneradas ligadas ao serviço público. Será uma folga daquelas, leves e descansosas.

Voltando à segunda virada, é só alegria e promessas de emendas e correções dirigidas aos trezentos e sessenta e cincos dias para a frente. Os que passaram, passaram e não há nada o que fazer a não ser lamentar e prometer.

Elas virão, com certeza. E quem não quer estar nelas?

PROVÉRBIO

O tição brigou com a brasa e a panelinha caiu.

terça-feira, 19 de outubro de 2021

ELA APARECEU

Uma mancha maravilhosa se delineia no ar. Ela está bem no meio, escondida. Cores se misturam encobrindo-a em cheio. A manchas se movimentam e transformam o cenário de cores variadas que formam um todo encantador. A cor em destaque é a escura, mas um escuro misto que confunde nossos olhos a todo instante.

De repente, tudo começa a se transformar. Cada peça do todo se desmancha devagarinho, clareando, abrindo espaço. Longe, outros cenários são formados e desfeitos aos poucos, mas não podem ser comparados ao que estou tentando descrever. Um pássaro, talvez o último que voa, está longe e já procurando um agasalho em árvores ou em terra, dá suas últimas voadas. 

Do outro lado da maravilhosa mancha o clarão ainda é leve. Os olhos curiosos dos apreciadores nem sequer imaginam o que está por trás daquilo. As mudanças aceleram e oferecem um spoiler para o espectador. Aparece, enfim, um pouco, depois a metade, depois mais um pouco e o clarão se expande entre o fim da tarde e a entrada da noite. 

Ela, a rainha da noite aparece, livre, para iluminar os cantos onde sua luz é a única. Ou é um bom luzeiro apenas para quem através dela possa sonhar, poetar ou mesmo apreciá-la.

PROVÉRBIO

O sol nasce para todos e a lua para quem merece.

domingo, 17 de outubro de 2021

ENTRETENDO - EDIÇÃO DE DOMINGO

As jabuticabeiras (Vivaldo Coaracy)

À hora do café matinal, a moça entrou, vindo do jardim, fingindo uma indignação que não era lá muito sincera e acusou em tom de promotor público:
- Os seus passarinhos...
Já sei. Quando os bichos - cachorros, passarinhos ou seja lá o que for - fazem alguma coisa errada, são meus. Quando está em paz, são nossos. Ou não vêm precedidos de possessivos. Fiquei logo sabendo que alguma coisa estava torta e perguntei como se impunha:
- Que fizeram os passarinhos?
- Depenaram as jabuticabeiras! Não ficou uma fruta para remédio. E a minha geleia?!...
- Paciência! Ficaremos este ano sem geleia de jabuticabas. Venha tomar o café antes que as torradas esfriem. 
Sorri. Para dentro, bem entendido. Sorri porque então compreendi aquela alegria exuberante dos sanhaços esta madrugada. Entre o alguidar que lhes serve de banheira e a ramalhada das árvores, dançaram um bailado vertiginoso, no trançado de curvas cinza-azuladas que traçaram no voo, cruzando os primeiros raios do sol, num delírio jovial e tumultuoso. Compreendi. Era a festa das jabuticabas. 
Está bem. Posso privar-me da gulodice apreciada, a troco da alegria dos passarinhos. Como que para recompensar a minha conformação, a corruíra do costume entrou pela sala adentro, acenou um bom  dia alegre e, familiar e descuidada, pôs-se a caçar mosquitos e outros bichinhos ao longo da vidraça. É a visita de todas as manhãs e já está confiada que nem mais se assusta com os arreganhos da Zita que finge querer pegá-la. O Rex, já experiente e desiludido, limita-se a acompanhar com o olhar sonolento, o saltitar da avezinha ao longo do peitoril. Contemplado a vivacidade da corruíra, a moça, com uma torrada a caminho dos dentes, esqueceu os sanhaços e as jabuticabas. Ainda bem. Mas eu continuei a pensar numas e noutros.
No fundo do jardim desta casa, existem duas jabuticabeiras vetustas, talvez centenárias. São tão velhas, que já estão de miolo mole. Fazem-me pensar no Rocha Alazão.
Rocha Alazão foi um boêmio que viveu neste Rio de Janeiro nos tempos de minha juventude. Não sejam indiscretos; não perguntem quando foi isso. Era mentiroso como ele só. A propósito fosse lá o que fosse, tinha sempre um caso mais extraordinário a contar. Uma vez em que, na sua presença, se falava em árvores venerandas pela antiguidade, o Alazão acudiu com a história de certa mangueira velhíssima que existira na fazenda de sua avó. Era tão velha, tão velha que já estava caduca.
- Caduca como, ó Rocha?!
- Ora! caduca, senil, de miolo mole. Já não sabia mais o que fazia. Dava manga misturada com goiaba., com caju, com sapoti, abacate, pitanga... Tudo ao mesmo tempo.
Bem; se eu disser que as jabuticabeiras aqui de casa já estão como a mangueira da avó de Rocha Alazão, os meus leitores não vão acreditar. Também não é tanto assim. Só dão jabuticabas. Mas que não regulam mais, não regulam mesmo. Perderam a noção do tempo. Deixaram de obedecer ao figurino imposto pela natureza para que cada coisa tenha a sua época própria. Às vezes frutificam em maio, às vezes em dezembro. Já as vi cobertas de flores, tronco e galharia, em pleno inverno. E como é linda uma jabuticabeira toda vestida, de cima abaixo, com a escumilha branca de suas flores docemente perfumadas! Não me venham dizer que flor de jabuticaba não tem perfume. Tem, sim senhores. Um perfume discreto e suave que acorda saudades nem a gente sabe de quê. Só não o sente quem não tem olfato e não tem alma.
No ano passado, as jabuticabeiras deste jardim floresceram e frutificaram durante o ano inteiro, uma carga após outra. Diante daquela exuberância pródiga, cheguei a supor que estivessem a se despedir da vida. Lá no fundo do seu instinto vegetal (por que não haverá um instinto vegetal? Que sabemos nós?) teria despertado a percepção de que o destino estava cumprido, de que a sua existência de árvores generosas chegava ao termo. E num derradeiro esforço na ânsia de se dar, despediam-se  da vida naquele desatavio de flores e de frutos e de folhas novas a sorrir no verde luminoso. Despediam-se da vida e dos seus amigos, os sanhaços, os tiés, as mariquitas, as aves alvissareiras que as envolviam numa grinalda viva de voos trançados em desenhos caprichosos.
Despiram-se depois das folhas. Em torno delas, junto ao pé do tronco, formou-se um tapete circular de folhas amareladas que vinham caindo, silenciosamente, como os flocos de uma neve dourada, a pousar de manso, uma após outra, sobre a aridez da terra dura. Era a seca. Ficaram nuas, com os galhos finos a desenhar uma filigrana parda de encontro ao azul do céu. Pareciam dois esqueletos irmãos a acenar o supremo adeus. Pensei cá de mim mesmo: "Morreram as jabuticabas!" E a alma chegou a vestir luto pelas árvores amigas.
Engano. Ilusão. Aparência. Vieram as chuvas e as jabuticabeiras reverdeceram. Duas vezes vestiram-se de flores. As primeiras um vento frio veio do sul, fora de tempo, crestou e matou. Persistentes, tenazes, na decisão de cumprir a tarefa que o destino lhes dera, as árvores brotaram nova florada, mais densa, como um vestido de noiva, que as envolveu, espraiando-se pelos ramos e pelo tronco abaixo até junto às raízes. 
E as flores se converteram em pequeninos botões verdes, esferas minúsculas agarradas ao lenho, que foram crescendo dia a dia, transformar-se em fruta. O sol das manhãs, ao voltar do seu passeio do inverno, foi lhes dando cor. Uma pincelada aqui, e uns riscos arroxeados foram surgindo sobre a epiderme verde das bolinhas já polpudas e gorduchas. Os frutos foram crescendo e tornando-se roxos, cada vez mais, quase pretos, antes de desprender-se da árvore.
A moça já via, por antecipação, na prateleiras da geladeira, fiadas de vidros cheios de uma geleia saborosa, cor de ametista translúcida. Mas os sanhaços acordaram cedo. E fizeram a festa das jabuticabas. 
Paciência! Não teremos geleias de jabuticaba para adoçar o amargo pão de cada dia. Sirva-nos de compensação a alegria desta passarada que povoa o velho jardim, que enche de cantos a manhã primaveril, que tece os ninhos na galharia das mangueiras frondosas. E valha-nos o exemplo consolador destas jabuticabeiras que, vetustas, quase ao fim da vida, ainda encontram na própria seiva a energia de dar, dar de si, dar para os outros. (Do livro "Portugês - Terceira série Ginasial" - Gilio Giacomozzi)

ALGUMAS PALAVRAS DO TEXTO
Sanhaço: espécie de ave também chamada sanhaçu ou assanhaço. 
Alguidar: vaso. 
Corruíra: Espécie de ave também chamada, no nordeste, de rouxinol. 
Vetusto: velho; decrépito.
Escumilha: tecido fino de seda ou lã.

HUMOR - Meu pai é tão grande
Dois garotinhos contando vantagem:
- Meu pai é muito grande! Tão grande que nem consegue passar embaixo da porta!
- O meu é maior! - rebateu o outro - Ele é tão grande, mas tão grande que pra fazer cesta no basquete, ele tem que se abaixar!
- Ah! Mas o meu é maior! Ele é tão grande, mas tão grande, mas tão grande que não pode comer iogurte!
- Não pode comer iogurte? - perguntou o amigo. - Como assim?
- É que um dia ele comeu e, quando chegou no estômago, já tinha passado o prazo de validade! (Seleção de Luzia Campos Lapa - Santos/ São Paulo - Da Folhinha do Sagrado coração de Jesus)

sábado, 16 de outubro de 2021

QUE PALAVRA!

Cavaco - Lasca de madeira(Aurélio). Estilha ou lasca de madeira (Dicionário Etimológico Nova Fronteira). São pequenos pedaços de madeira. Alguns são estilhaços quando a madeira é rachada. 

Daí a expressão "Dar o cavaco".  A expressão significa irritar-se, por ter sido motivo de brincadeira.

Cavaco também é alcunha de pessoas, por terem características semelhantes.


PROVÉRBIO

O sol é o poncho do mendigo (Gaúcho)

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

MUNDO INVISÍVEL

O visível e o invisível vivem paralelamente, quase se beijando, quase se tocando. O que ocorre no segundo, somente privilegiados sabem e desfrutam. Diferença se faz naquele mundo. Os eternos, do lado do bem... a estes mundos vale a pena participar.

Já os passageiros, é engano total. Aquele mundo passa tão veloz que os seus participantes nem sequer percebem. Quando chega um tempo determinado, a areia desaparece debaixo dos pés. E já era. O que ocorre lá, por ser escuso, nem precisa do esforço de ninguém para sua destruição. Como se um sopro invisível fosse atirado contra eles, eles saem de linha como marcas de produtos de grande sucesso e venda.

PROVÉRBIO

O sertão nunca dá notícia.

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

terça-feira, 12 de outubro de 2021

BONS VENTOS

A sabedoria popular, especialmente quando se trata de previsões de inverno para o ano seguinte, explica à sua maneira de forma que, se observada posteriormente, chegaremos a dizer: "Pois não é mesmo"?

Os ventos soltos desses dias falam pela boca do homem do campo atento aos fenômenos da natureza. Eles se manifestam de maneira mansa ou brava.

"Se não venta, já viu, não haverá chuva". Foi o que captei recentemente de um dos observadores da sábia natureza.

POEMA ÉPICO

Podemos dizer que o "ciclo" das epopeias já se encerrou: aquele poema antigo, longo, narrando a história de um povo, como Os Lusíadas, de Camões, modelo das epopeias de Homero, Odisseia e Ilíada, que parecem ter inaugurado tal forma de poesia narrativa. Dos poemas homéricos também saiu a Eneida, de Virgílio. A Divina Comédia, de Dante, é também considerado um poema épico, mas aqui com uma visão global do homem, não necessariamente histórica. Não há referências a epopeias modernas, podendo o termo, ocasionalmente, designar um vasto poema, onde se pretende contar a "história" do homem ou de alguns de seus feitos. Mas o poeta épico tem trânsito em todos os tempos, é o poeta que atingiu os grandes espaços, transcendência, , livrou-se daquela poesia pessoal, confessional, marcadamente lírica.

Clássico, medieval, simbolista ou romântico, todo poeta superior tende para o épico. Dispondo em partes o pensamento, diríamos que o poeta épico se caracteriza pela dilatação do "eu" ao infinito de suas possibilidades, a ponto de romper suas próprias barreiras e invadir o plano do "não-eu". Ele ultrapassa, desse modo, a contemplação exclusivista de sua imagem sempre refletida em espelho côncavo, postura característica do poeta lírico, e cria uma poesia a-confessional e a-emocional ou melhor, supra-confessional e supra-emocional. (Do Vocabulário Técnico de Literatura, de Assis Brasil)

Um poema épico é, via de regra, ficção. Não deixa de haver alguns traços de história. Uma epopeia é sempre uma grande viagem. Quem não gosta de viajar, certamente não gosta de epopeias.


PROVÉRBIO

O seguro morreu de velho e o desconfiado ainda vive.

domingo, 10 de outubro de 2021

ENTRETENDO - EDIÇÃO DE DOMINGO

Lenda da mandioca (Nair Starling)

Mani nasceu diferente das outras índias.

Era branca como lírio. Era, também, a índia mais bonita que já existiu na terra.

Os índios todos gostavam dela, como de um ser sobrenatural,  porque um espírito branco apareceu, em sonhos, ao chefe da tribo e lhe contou que Mani era um presente de Tupã.

Um dia, porém, sem se saber como, Mani adoeceu e morreu.

A tristeza na tribo foi geral e profunda. Os índios choraram muito e enterraram Mani no jardim. 

Todos os dias iam ver-lhe a sepultura. E choravam, choravam tanto que as lágrimas molhavam a terra.

O tempo passou... Veio a primavera. Na cova de Mani nasceu uma planta desconhecida.

A planta cresceu. Um dia, os índios cavaram a terra e encontraram um tubérculo. Notaram que parecia com o corpo de Mani e, acreditando no milagre, comeram-no, certo de adquirirem, assim, mais vigor para as lutas. Fizeram dele, também, uma bebida e embriagaram-se. 

Mani existia ainda transformada em planta. Mani era um presente sagrado de Tupã...

E os índios cultivaram com carinho o corpo imortal de Mani, transformado em alimento e chamaram-lhe: mandioca.

Mandioca é, pois, nome alterado de manioca e significa: pão da terra ou carne de Mani. (Livro Infância Brasileira)

HUMOR - O menino ganhou uma bicicleta. A mãe, então, levou-o para brincar na praça. Enquanto ela lia, sentada ao banco da praça, o menino dava as voltas.

- Mãe, mãe, sem os pés. Mãe, mãe, sem as mãos.

- Muito bem, meu filho.

Na próxima vez, vem o filho chorando e empurrando a bicicleta:

- Mãe, mãe, sem os dentes... (Da Folhinha do Sagrado Coração de Jesus)


sexta-feira, 8 de outubro de 2021

PROVÉRBIO

O risco que corre o pau, corre o machado.

PALAVRAS

Palavras pesam
Quando colocadas
De supetão
Jogadas ao vento
Sem forma
Sem prumo
Sem objetivo
Sem razão.

Palavras podem curar
Podem também 
Se atravessadas
Podem criar
Muitas feridas
Que ao longo do tempo
Não tem mais jeito
De consertar.

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

CHUVA

Começou a cair pingos leves, pequenos e com pouca intensidade. Ficava no ar, um grande ponto de interrogação: Será que vai aumentar ou parar de vez? 

O que, por enquanto, parava era as engrenagens da sociedade. Tudo o que movia, ou parava de vez ou parcialmente. Não havia protocolos, pois estes estavam em estudos. Reuniões e mais reuniões eram necessárias para o entendimento do que estava ocorrendo. As forças-tarefas começaram a surgir, aos poucos. 

O que fazer se os pingos engrossarem e aumentarem? "A coisa vai engrossar". Era o que diziam. Foi o tempo que delineou tudo, como em todos os momentos que ficamos fazendo interrogações sobre o futuro. O tempo começou mais ou menos a dizer o que ia ocorrer. E ele disse muita coisa. Só não disse como seria o fim desse ciclo.

PROVÉRBIO

O remédio quando não mata, cura.

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

PALAVRA DA LÍNGUA

Apotegma - Máxima, sentença curta que contenha uma lição moral.

UMA VOLTA TARDIA

Pelos protocolos sanitários convencionados, a volta total dos alunos nas aulas presenciais deveria ocorrer neste dia quatro, ontem, segunda-feira. E foi o que ocorreu, pelo menos no meio dessas bandas daqui.

A volta foi tardia - de acordo com o nosso humilde pitacar - tendo em vista os riscos da doença estarem bem distantes. 

Bom seria que não tivesse havido essa parada quando tudo começou. Naquele tempo, todo mundo ficou apavorado e não pensou que o protocolo poderia funcionar, assim como agora. 

O que passou, passou. Agora é bola pra frente. O prejuízo está posto e não adianta chorar o suco derramado.

E mais. O que foi posto acima não é nada, nadinha, científico. É apenas, only, uma modesta opinião.

PROVÉRBIO

O que você queria? Ser dama da companhia? 

BEM-AVENTURANÇAS

"Bem-aventurados" os que sobem
Quando muitos não podem subir
Impedidos pelas circunstâncias
Engendradas em oficinas embutidas
Que constroem o porvir.

Bem-aventurados são
Os que são porque merecem
Trabalham com afinco
Atuam e defendem
Todos os que padecem.

São bem-aventurados
Quem vive do pensar
Sem em um minuto 
A vida dos outros
Tentar atrapalhar.




terça-feira, 5 de outubro de 2021

HOJE É DIA DO PROFESSOR

Soube há pouco, num clique, que hoje é dia do professor. Não aqui, mas é dia do professor em alguns países. Dia mundial do professor. 

No Brasil ainda faltam dez dias.

PROMULGAÇÃO DA LEI MAIOR

Nós que vivemos o ano de 1988, nem precisa de livros de história ou cliques na grande rede para lembrar que nesse dia 5 de outubro daquele ano a Constituição Federal brasileira passou a valer oficialmente. Não significa que ela começou a ser cumprida integralmente. Significa que ela começava a ser observada e que as leis nela contidas iriam aos poucos sendo observadas. 

Houve solenidade, com direito a transmissão de rádio e TV. 

COISA DA LÍNGUA

Ambiguidade - Também chamada anfibologia. É o sentido duplo, duvidoso.
Exemplo: Ele prendeu o ladrão em sua casa.

Onde está a ambiguidade? É que não está claro se o fato se deu na casa do ladrão ou na casa dele mesmo.
Outro exemplo: Venceu o Fluminense o Flamengo.

Aqui não se sabe quem venceu.

PROVÉRBIO

O que um faz, outro aproveita. 

SEDE AO POTE

Quando a sede estiver muito grande, não se deve sorver de forma intensa. Este é o espírito do adágio popular "Não se deve ir com muita sede ao pote". 

Mas o que fazer, se o pote tinha água fria e boa? Fica difícil aconselhar a um sedento a não beber avidamente uma água naquelas condições. E foi o que fez: sua sede foi amenizada com muitos goles rápidos e desesperados, pois as energias tinham sido exauridas depois da grande caçada de meses. Naquele período, só tinha gasto em abundância sem a devida reposição. Havia um descontrole entre a entrada e saída. O "esfomeamento" era natural. A reposição também. O adágio era esquecido. O pote estava ali, com água fria. Podia esperar. Mas não. A preferência foi pelo caminho mais fácil, que é o da pressa.

Sorvida em pequenos goles, dava para ser saciada a sede. No final, ocorreu o óbvio. Dores físicas sem fim.

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

BOM TEMPO

Para aliviar o sofrimento, clamam os da banda do oeste, nos confins da cidade, por água que venha de baixo.

Embaixo não tem, se de cima não cair ou ponte não for edificada para levar o precioso, principalmente para os brutos.

De cima está mais perto de voltar. Esperemos e oremos com força, que ela virá. No final da semana passada já houve um bom sinal.

PROVÉRBIO

O que tem de ser, não precisa empurrar.

domingo, 3 de outubro de 2021

ENTRETENDO - EDIÇÃO DE DOMINGO

O sabiá e o urubu (Monteiro Lobato)

Era à tardinha. Morria o sol no horizonte enquanto as sombras se alongavam na terra.
Um sabiá cantava e tão lindo cantava, que até as laranjeiras pareciam absortas a escutar.
Estorce-se de inveja o urubu, e queixa-se:
- Mal abre o bico este passarinho e o mundo se enleva. Eu, entretanto, sou um espantalho de que todos fogem com repugnância... Se ele chega, tudo se alegra. Se me aproximo, recuam... Ele, dizem, traz felicidades; eu, mau agouro... A natureza foi injusta e cruel comigo. Mas está em mim corrigir a natureza; mato-o, e desse modo me livro da raiva que seus gorjeios me provocam.
Pensando assim, aproximou-se o urubu do cantor que, ao vê-lo, armou as asas para a fuga.
- Não tenhas medo, amigo! Vem para mais perto afim de melhor gozar as delícias do teu canto. Julgas acaso que por ser urubu não vou dar valor às obras primas da arte? Vamos lá, canta! Canta ao pé de mim aquela formosa melodia com que há pouco extasiavas a natureza.
O ingênuo sabiá deu crédito àqueles mentirosos grasnos e permitiu que lhe pousasse ao lado o traiçoeiro urubu. Mas este, logo que pilha o cantor ao alcance, ferra-lhe tamanha bicada que o derriba, moribundo. 
Arquejante, com os olhos já envidrados, geme o passarinho:
- Que mal te fiz para merecer tanta ferocidade?
- Que mal me fizeste? É boa! Cantaste!... Cantaste divinamente bem, como nunca urubu nenhum há de cantar. Ter talento: eis o crime.
A inveja não admite o mérito.

VIDA - Água é vida. Água é tudo.

HUMOR - A patroa dá explicações para a empregada:
- Marinete, nós tomamos café às 6h30min todos os dias.
- Tudo bem. Não precisa me chamar. Eu só tomo café mais tarde.


sábado, 2 de outubro de 2021

QUE PALAVRA!

Catálogo - Relação ou lista metódica, e em geral alfabética, de pessoas ou coisas (Aurélio)

Era comum o catálogo telefônico dos nomes e endereços das pessoas e empresas. Era através deles que achávamos números de telefones nos momentos de necessidade. Hoje achamos os números com um clique.

Os catálogos de pedidos de produtos, seja de perfumes ou do lar, ainda está em franco uso.

PROVÉRBIO

O que se leva desta vida, é a vida que a gente leva (Barão de Itararé)

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

POEIRA

Um poema sombrio

De longe veio a poeira e poucos a notavam. Ela aparecia e se alojava entre as narinas dos que dela se aproximavam constantemente. Ela foi chegando, chegando aos poucos. Depois desaparecia para voltar com alguns dias. Primeiro, como que aos íntimos, ela estava presente em momentos de festa.

Resolveu frequentar mais os círculos sociais. Aparecia com mais frequência onde tinha mais pessoas. E foi se espalhando, contactando com mais e mais, até aumentar o número dos que a conheciam. O curioso é que ela era inofensiva. Estranho, né? 

Quais os desdobramentos dessa história? Veremos.


PROVÉRBIO

 O que os olhos não veem, o coração não sente.

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

ALÉM DO MORMAÇO E CALOR

Além, muito além do bafo e calor, tivemos uma pequena chuva há pouco. É algo como uma nova temporada de chuvas. Como, mas não é. Por enquanto, é para recordar a temporada de 2021.

PROVÉRBIO

 O que o tempo dá, o tempo tira.

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

UM MONSTRO

Um monstro aparece
Solto das cadeias
E se agiganta
E passeia pelo mundo
Viaja continentes
Pausadamente, imundo.

Não tem vida própria
É vegetativo convicto
Suga e destrói vidas 
Desassossega onde passa
Um perturbar constante
Deixando a todos sem saída.

Há tempos que fica fraco
De tantas bordoadas
Segue firme em seu furor
Por todos combatido
Mas apesar de tudo
Ainda não foi vencido.

A luta é constante
Contra esse ser cruel
De cabeça erguida
Transpõe céu e mar
Percorre sorrateiro
Mas seu fim vai chegar.



PROVÉRBIO

O que não é casório, é falatório.

terça-feira, 28 de setembro de 2021

AÉREOS

No ar. Suspensos. Sambas estranhos tocam, e não compreendemos. Quando chegamos a compreender, somente pela metade ou menos que isso.

As informações zunem entrecruzadas nos nossos ouvidos. Elas nos chegam tortas, estranhas, sem sequer entendermos sua autenticidade. Aéreos vivemos. Os zumbidos são maiores do que as certezas. Destas nada podemos garantir. É o mundo em que vivemos.

PROVÉRBIO

O que há de mais neste mundo é pau torto e gente besta.

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

CONCEITO DE PRONOME

Em gramática, pronome é uma palavra que substitui um substantivo, acompanha ou substitui parte de uma frase ou frase inteira.

O uso do pronome enriquece o texto e o torna conciso também.

AMENIDADES

Amena e leve está a manhã para quem gosta de tempo maneiro, leve, arágico, sombrio, sem necessariamente ser triste. Sombrio de sombra, antônimo de solar. É nesse lugar em que muitos desejam morar ou que tivesse nascido lá.

AFOGAMENTO

Mar de informações. Garimpagem. Afogamento. Autocontrole. Palavras-chave que tentam resumir o mundo de informações em que vivemos. 

São informações em excesso que não precisamos nem um quarto do montante que aparece na nossa frente.

Afogados estamos no mar de informações, mas poderemos dar braçadas e sairmos fora se tivermos autocontrole e fizermos a garimpagem do que queremos ler, ouvir e ver.


EM RETIRADA

Quando todo mundo pensava que o coiso estava em retirada, aparece outro parecido, modificado, sei lá, para nos atormentar.

Ele está por aí, ainda não entre nós, mas doido barrido para chegar em todos os cantos. Cuidemos, se queremos distância dele.

PROVÉRBIO

O que foi, foi, amanhã será outro dia (Gaúcho).

FIGURA DE LINGUAGEM

Polissíndeto - é o emprego repetitivo de conectivo coordenativo. 
E zumbia, e voava, e voava, e zumbia. (Machado de Assis)
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua! (Olavo Bilac)

Daí, a riqueza da nossa língua e não a compliqueza, como querem fazer pensar muitos. 
Falar e escrever diferente pode ser sinônimo de falar e escrever bonito e criativo. É por isso que as redações dos exames escolares e de concurso condenam o repetir palavras ou expressões. A boa redação prima pela criação.

domingo, 26 de setembro de 2021

ENTRETENDO - EDIÇÃO DE DOMINGO

Crepúsculo no pampa (J. Simões Lopes Neto)

A estrada estendia-se deserta; à esquerda os campos desdobravam-se a perder de vista, serenos, verdes, clareados pela luz macia do sol morrente, manchados de pontas de gado que iam se arrolhando nos paradouros da noite; à direita, o sol, muito baixo, vermelho-dourado, entrando em massa de nuvens de beiradas luminosas.

Nos atoleiros, secos, nem um quero-quero; uma que outra perdiz, sorrateira, piava de manso por entre os pastos maduros; e longe, entre o resto da luz que fugia de um lado e a noite que vinha, peneirada, do outro, alvejava a brancura de um joão-grande, voando sereno, quase sem mover as asas, como numa despedida triste, em que a gente também não sacode os braços...

Foi caindo uma aragem fresca; e um silêncio grande, em tudo.

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E entrou o sol; ficou nas alturas um clarão afogueado, como de incêndio num paiol; depois o luso-fusco; depois, cerrou a noite escura; depois, no céu, só estrelas... só estrelas... (Do livro Contos Gauchescos)

ANIVERSÁRIO DE PATU - Mais de um século depois de seu povoamento, Patu tornou-se município do Rio Grande do Norte, desmembrando-se de Martins através da Lei número 53, de 25 de setembro de 1890. (Marcus Cesar Cavalcanti de Morais, do livro Terras Potiguares)

HUMOR

Na feira de arte, o turista escolhe um quadro:
- Gostei! Vou levar este!
- O senhor fez uma ótima escolha! Essa tela me custou dez anos de vida! - diz o pintor.
- Caramba! Dez anos! Deve ter dado um trabalhão! - diz o comprador.
- Ô se deu!... foram dois dias para pintar e o resto para conseguir vender! (Folhinha)

sábado, 25 de setembro de 2021

QUE PALAVRA!

Castanholas - Instrumento de percussão: duas peças de madeira ou de marfim que, ligadas entre si,  e aos dedos ou pulsos do tocador, por um cordel, se entrechocam. (Aurélio)

Há, também, o verbo castanholar: Fazer soar à maneira de castanholas. Tocar castanholas. (Soares Amora)

Sofrível é encontrarmos uma definição para a palavra castanhola como árvore. Pelo menos em dicionários convencionais não está disponível nada a respeito. Encontramos o que segue na grande e maravilhosa rede: 

"Ela dá um fruto onde é carnoso ao redor de sua semente que é grande, mais ou menos 3-5 cm e muito dura, que quando quebrada tem uma amêndoa, como se fosse uma parte branca do coco do coqueiro, com o gosto que lembra o do palmito. A parte carnosa tem um gosto azedo e o coquinho não é muito saboroso. Dão às praças do Rio de Janeiro a aparência de Paris, principalmente no outono. É ornamental. É conhecida como amendoeira tropical, pois sua amêndoa, que tem dentro da semente é bem parecida com a da amendoeira." Leia mais em www.queplantaeessa.com.br/castanhola-terminalia-catappa.

O fruto da castanhola era comido por meninos famintos ou não. Uns comiam apenas pela diversão de derrubarem os frutos nos pés de castanhola alheia. Outros, não duvido, que saciavam a fome, pois o fruto tem uma parte carnosa e vermelha, além de um coquinho dentro da parte dura, depois da carnosa. Umas boas pedradas era bastante para chegar até o coco. 

Suas sombras são maravilhosas. E mais: são plantas de vida longa.



PROVÉRBIO

O que existe na gente existe nos outros.

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

ESPETÁCULO

Apontadas para o  céu
As bandeiras tremulam
Num gesto chamativo
Enquanto as estacas fincadas
Sustentam firmes
A estrutura montada.

Modesta armação ao ar livre
Postada em terreno alheio
Erguido altivo
Convida a todos
Que apreciam o show
Enquanto está vivo.

PROVÉRBIO

O que é um boi para quem tem sete fazendas? (São Paulo)

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

A PRIMA

Peço que brotes
E exales seu cheiro
Mundo afora
Que perfumes
Onde estiveres
Fincados no chão
Seja em lugar plano
Ou elevação.

Nesses dias
Em que passas a ser
Centro e atenção
Dos olhares
Ouvidos e coração
Brota a bela flor
Exala o cheiro
E o seu esplendor.

Vives todos os dias do ano
Mas verazmente és mais intensa
Em época estabelecida
Alegras os seres
Estimulas o riso
Perfumas o ar
Transformas cada ambiente
Em paraíso.






PROVÉRBIO

O que é moda, não incomoda.

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

A VOLTA

A volta está custosa. Muitas voltas temos dado para a volta chegar. Tivemos voltas nas notícias. Voltas contorcidas, torcidas por torcedores de várias puxadas. 

Não voltamos. Apenas chegamos a um ponto em que já se vê a volta mais perto do que longe. É uma lonjura que dá mais esperança do que desespero. O ponto em que chegamos deixa que os que almejam a chegada sonhem em voltar a andar de serenamente, em passos livres, sem  amarras e impedimentos até de respirar sem acessórios que atrapalhem.

Quando chegar a volta não mais será preciso o banho diário em líquidos não convencionais. Nossas mãos não mais precisarão deles constantemente, mas numa vez perdidazinha em situações inevitáveis, em que a tal higiene transpõe as soleiras do normal.

PROVÉRBIO

O que é de paz, cresce por si.

terça-feira, 21 de setembro de 2021

FIGURA DE PALAVRAS

Palilogia - é a repetição integral de frase ou segmento:
...Caminho pela cidade
sofrendo de mal-de-amor
sofrendo de mal-de-amor
sofrendo de mal-de-amor (Mário de Andrade)
(Introdução ao curso de redação)

COMO ÁRVORES

Como árvores somos
Fincados no chão
Presos pelas raízes
Frágeis ou não.

Resistentes aos ventos somos
Altivos nos desafios
Difíceis da derrubada
Ou frágeis como os mais frágeis fios.

Nossas folhas são mudadas
De acordo com o tempo
Se expostas em constância
Desbotará em um momento.

Os frutos ofertados
Depende da produção
Se é boa ou má
Procedente do coração.


PROVÉRBIO

O que é demais enjoa.

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

FIGURA DE PALAVRAS

Anadiplose - É a repetição da última palavra ou expressão de uma frase no início da frase seguinte. Ex.:
Coroai-me em verdade
         De rosas -
Rosas que se apagam (Fernando Pessoa)
(Comunicação e Expressão - Introdução ao curso de redação)

DE OLHO NOS LANCES

De olho em cada lance
Em casa lanceada
Em cada vai e vem
Em cada gesto
Em cada parada
Em cada partida
Em cada chegada.

Olho vivo deve ser
O mote a ser motado
Tentar ver o escondido
O que não pode ser notado
Com olho natural e seco
Olhar simples mal olhado
E não pode ver o outro lado.


PROVÉRBIO

O que é da onça, gambá não come.

QUESTÃO DO ENEM

O mundo revivido

Sobre esta casa e as árvores que o tempo
esqueceu de levar. Sobre o curral
de pedra e paz e de outras vacas tristes
chorando a lua e a noite sem bezerros.

Sobre a parede larga deste açude
onde outras cobras verdes se arrastavam,
e pondo o sol nos seus olhos parados
Iam colhendo sua safra de sapos.

Sob as constelações do sul que a noite
armava e desarmava: as Três Marias,
o Cruzeiro distante e o Sete-Estrelo.

Sobre este mundo revivido em vão,
a lembrança de primos, de cavalos,
de silêncio perdido para sempre.
(DOBAL, H. A província deserta. Rio de Janeiro: Artenova, 1974)

No processo de reconstituição do tempo vivido, o eu lírico projeta um conjunto de imagens cujo lirismo se fundamenta no:
A- inventário das memórias evocadas afetivamente.
B- reflexo da saudade no desejo de voltar à infância.
C- sentimento de inadequação com o presente vivido.
D- ressentimento com as perdas materiais e humanas.
E- lapso no fluxo temporal dos eventos trazidos à cena.
(Modena Plus - Linguagens e sua tecnologias)

domingo, 19 de setembro de 2021

ENTRETENDO - EDIÇÃO DE DOMINGO

O massapê (Gilberto Freyre)

O massapê é acomodatício. É uma terra doce ainda hoje. Não tem aquele ranger da areia dos sertões que parece repelir a bota do europeu e o pé do africano, a pata do boi e o casco do cavalo, a raiz da mangueira-da-índia e o broto da cana, com o mesmo enjoo de quem repelisse uma afronta ou uma intrusão. A doçura das terras de massapê contrasta com o ranger da raiva terrível das areias secas dos sertões.

O massapê não vai ao extremo da terra de mangue, que quase não é terra, de tão melada, de tão mole e indecisa, deixando que nela a água apodreça os matos e as raízes. Nem ao excesso do barro tauá, nos dias de chuva capaz de engolir balduínas, de sorver comboios inteiros.

O massapê tem outra resistência e outra nobreza. Tem profundidade. É terra doce sem deixar de ser terra firme: o bastante para que nela se construa com solidez engenho, casa e capela.

Nessas manchas de terra pegajenta foi possível fundar a civilização moderna mais cheia de qualidades, de permanência e ao mesmo tempo de plasticidade que já se fundou nos trópicos. A riqueza do solo era profunda: as gerações de senhores de engenho podiam suceder-se no mesmo engenho; fortalecer-se; criar raízes em casas de pedra-e-cal; não era preciso o nomadismo agrário que se praticou noutras terras, onde o solo menos fértil, esgotado logo pela monocultura, fez do agricultor quase um cigano, sempre à procura de terra virgem. (Manual de Português - Celso Cunha)

HUMOR - E tem o coroa que vai ao médico e se queixa de fortes dores no pé direito. O médico examina e diagnostica:
- É um tipo de sintoma de velhice.
- Engraçado! O pé esquerdo tem a mesma idade e não dói.

sábado, 18 de setembro de 2021

QUE PALAVRA!

Castanheta - Estalido produzido pela ponta do dedo médio ao roçar rápido a do polegar (Aurélio).

Aposto que muita gente, como eu, não sabia, o que significa castanheta, apesar de ter feito muito isso aí.

PROVÉRBIO

 O que é achado não é roubado.

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

FIGURA DE LINGUAGEM

Aliteração - Repetição de um som ou de sons acusticamente semelhantes numa frase para se tirar algum efeito estilístico.
Ex.: Quem com ferro fere com ferro será ferido.
        Zunindo as asas azuis. (Walmírio de Macedo)

É TETRA!

No Interclasse deste ano, evento em que participam escolas municipais e estaduais, o grande vencedor foi a Escola Estadual José Professor Alfredo Simonetti.

O Alfredo venceu no futebol de campo, futsal, no concurso literário (carta), na competição de saberes e na peça teatral.

Perdeu apenas na queimada. Tornou-se Tetracampeão.

(Informações de Francisco José, vice-diretor do Alfredo).

Neste ano não teve a participação da Escola Estadual José Calazans Freire nem da Escola Evangélica José Inácio da Costa.

EM PASSEATA

Inter-classe - O Alfredo Simonetti saiu-se bem no interclasse entre os colégios de Ensino Fundamental.

Depois do resultado, como é de praxe, os integrantes daquela escola, principalmente alunos e torcedores saíram do local da divulgação até algumas ruas da cidade, saíram em passeata e em coro com o nome da escola.

PROVÉRBIO

O que desabusa angu é quiabo.

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

EMANCIPAÇÃO II

Não há muito a se publicar sobre a emancipação política de Upanema. Quem é daqui, sabe quem foi o autor do projeto, et cetera coisa e tal.

"No dia 16 de setembro de 1953, pela Lei número 874, Upanema desmembrou-se de Campo Grande, tornando-se município do Rio Grande do norte" (Terras Potiguares, de Marcus Cesar Cavalcanti de Morais).

EMANCIPAÇÃO

A partir do ano de 1953, Upanema passou a ser cidade, desmembrada de Campo Grande. Foi através da lei estadual 874, de autoria do upanemense Antônio Rodrigues de Carvalho que isso se tornou possível.

PROVÉRBIO

O que dá fama, dá desdém.

terça-feira, 14 de setembro de 2021

COISA DA LÍNGUA - ACENTO TÔNICO

Paroxítono - Sinônimo de grave. Diz-se dos vocábulos cujo acento tônico vem na penúltima sílaba. Exs.: fato, forte, acento, joia. (Luiz A. P. Vitória)

A chave que abre o entendimento do que seja um paroxítono está na palavra tônico. Tônico significa forte. Então, a sílaba mais forte se for a penúltima, dizemos que é uma palavra paroxítona. Compreender isso pode não ser lá grande coisa, mas poderá ajudar a alguém num dever de casa.

Aqui pra nós -  Muita gente passou pela escola, mas esse assunto não ficou na cabeça.


CRÔNICA DE GUERRA

Sobre seu cavalo possante, empunhava a palavra e o chicote. Desceu de um pulo e foi em direção de uma cabana pequena, de onde saía um senhor de pele tostada. Aproximou-se e saudou-o com um sonoro bons dias. O estranho apenas grunhiu e foi embora.

Ali por perto não havia no momento uma vivalma que pudesse acolher o novato habitante. Até o piado dos pássaros era pouco. Uma fumaça ao longe, a alguns quilômetros era permitido enxergar. Curioso, o homem do cavalo resolveu dá uma espiada no que havia dentro da humilde casa. Antes disso dirigiu-se a uma árvore próxima e amarrou o animal e depositou seus pertences ao lado.

A chegada do nosso personagem é somente o começo da nossa história.

PROVÉRBIO

 O pouco basta ao sábio, muito menos ao santo.

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

EXPRESSÃO CERTA

Paredes-meias - Muita gente boa diz "parede e meia. Diga-se acertadamente: paredes-meias. Ex.: Eles residem paredes-meias. (Dica do livro Tira-dúvidas de Português)

Na verdade, paredes-meias é mais lógico, se considerarmos que cada vizinho tem uma parede dividida ao meio.


OLHANDO A BANDA

Olhar a banda tocar é o que, por enquanto, fazemos diariamente. 

A banda passa e a acompanhamos com os olhos e a percebemos com os ouvidos. 

Se nada podemos fazer, acompanhemos a banda ou bandas.

A banda - A banda toca coisas da vida, inclusive as coisas do amor, como dizia o poeta.

PROVÉRBIO

O peixe maior é o que se perde.

domingo, 12 de setembro de 2021

ENTRETENDO - EDIÇÃO DE DOMINGO

A nova Terra (Viriato Correa)

Mar e céu. Céu e mar. Céu distante, ora azul, ora negro. Mar, ali aos nossos pés, ora manso, ora zangado, ora murmurando, ora rugindo.

E isso durante mais de um mês. 

Os navios cada vez mais longe da terra. Os navios cada vez mais se internado no mar. Tinha-se a impressão de que se estava caminhando para o fim do mundo. 

Um dia, estava eu na amurada do navio, quando vi ervas boiando sobre as águas. 

Eu tinha ouvido contar que um dos meios dos gigantes e dos monstros do oceano liquidarem os navegadores eram as ervas. Espalhavam tal porção delas pelas águas que os navios encalhavam e ali apodreciam.

Eu queria ver países novos, povos esquisitos, mas não queria ficar encalhado no meio do mar, até morrer de fome ou ser comido por um gigante.

Você não imagina a alegria que naquele momento se espalhou no pessoal de bordo. E que os botelhos e os rabos d'asno (assim se chamavam as ervas), ao aparecerem sobre as águas, anunciavam sempre terra próxima. Devíamos estar próximos de terra. 

Não tiramos mais os olhos do horizonte.

Mas a tarde caiu, caiu a noite e terra nenhuma surgiu diante de nós.

No outro dia (uma quarta-feira e a 22 de abril de 1500, tome nota!), mal veio raiando o sol, a marinheirada já andava pelos mastros, a ver se distinguia ao longe alguma ilha ou algum monte.

Sopravam ventos frescos. Eram mais ou menos 10 horas da manhã, quando as aves chamadas fura-buxos apareceram voando por cima dos navios. 

Eu nem quis comer. Volta e meia, lá estava de olhos arregalados no horizonte, a ver se descobria algim sinal. 

E já ia começando a entardecer quando o marinheiro da gávea gritou vivamente:

- Terra! Terra!

Uma explosão de alegria em todos os corações. Era o cabeço de um monte que se mostrava ao longe.

Os navios agitavam bandeiras uns para os outros, dando alvíssaras. 

O sol poente dourava o céu e dourava o mar. E o monte, alto, redondo, verdejante, ia pouco a pouco se mostrando aos nossos olhos: a longa linha da costa, pedaço a pedaço, se foi estendendo azulada e longínqua. (História do Brasil para crianças, Editora Nacional - Livro Português Dinâmico, sétima série)

SECURA - O tempo quente e seco reflete nas nossas gargantas e narizes de forma contundente. Para aliviar os efeitos, há alguns paliativos enquanto o tempo melhora: irrigação do corpo com água, molhar o ambiente e manter-se distante do sol em momentos de pico.

HUMOR - Um homem jantava com a família num restaurante muito chique. Quando pediu a conta, perguntou ao garçom:

- Garçom, você se importa de empacotar as sobras para eu levar pro cachorro lá de casa?

- O filho mais novo do homem exclama:

- Oba! Papai vai comprar um cachorrinho! (Da Folhinha do Coração de Jesus)

sábado, 11 de setembro de 2021

PROVÉRBIO

O pássaro que se separa de outro, vai voando adeus o tempo todo. 

QUE PALAVRA!

Cassete - Estojo, para filme ou fita, com dois carreteis, um para bobinar e outro para rebobinar (Aurélio).

As fitas cassete apareceram no tempo em que o disco vinil estava em seus dias finais do auge. Ter aquelas fitas era fazer sucesso em casa ou no carro. 

No toca-fita do meu carro
Uma canção me faz lembrar você

Os carros já vinham com espaço para um toca-fita, pois as fitas eram sucesso.

QUE DIA!

Quem era nascido e já tinha um pouco de compreensão das coisas no num dia hoje de setembro de 2001 soube pelos meios de comunicação do ocorrido nos Estados Unidos. 

Quem viu pela TV aquilo teve uma visão sombria de pessoas morrendo sem nenhuma possibilidade de defesa. O ocorrido ficou cravado na história universal e na mentes de seus contemporâneos.

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

PROVÉRBIO

O papel tudo aceita.

PARA ONDE FORAM ELES?

Eles se foram, aos poucos. Nem avisaram por que é de sua natureza não avisar da partida. Primeiro vai um. Depois dois, dez, quinze, vinte, cinquenta e aos magotes. E o dono fica olhando e reclamando, visto que o reclamar é a única coisa que ele pode fazer. 

No outro dia, outra olhada. "Será que mais alguns se foram?" 

Sim. Os amigos avisam que mais se foram. "Comigo também foi assim", relembra um.

"Sabe que eu tinha muitos, mas quando cuidei, estava só com a metade? Pois com você vai ser do mesmo jeito. Não adianta espernear, porque não vai dar jeito nadinha."

Depois de ouvir isso, a vítima começa a se conformar e já nem repara o que dizem os amigos. Eles também passaram por isso e nada puderam fazer, por que vou me preocupar?

Mais uma vez, diante do espelho, ele contempla ainda o que resta. Exclama, enfim, e diz: "Eles se foram." E remata: "Coisas da natureza não se explicam. Em outros, eles permanecem a vida inteira, juntinhos. Em outros, se vão e nos deixam na mão, assim desnudos. 

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

SEMÂNTICA

Palavra - É um som oral ou combinação de sons que serve para exprimir a ideia de alguma coisa. Ex.: livro, caderno, belo, justiça. (Dica de Luiz A. P. Vitória)

A palavra não se restringe à fala, mas também pode ser escrita. Ambas são poderosos instrumentos de comunicação que podem ajudar ou atrapalhar a vida das pessoas. Um palavra dita ou escrita fora do contexto ou até mal entendida fará um efeito negativo na vida das pessoas. Bem dita ou escrita dentro dos conformes poderá ajudar e edificar de forma extraordinária.

NÃO DEMORES

Não demores aqui
Pede todos
Que não fiques aqui
Por muito tempo
Pois o tempo que passaste
Já foi tempo demais.

Os males que causaste
Já foram bastante
Tão maledicentes
Que a todos prejudicaram
E colocaram em maior ou menor grau
Desde a morte a doentes.

Não ficarás aqui
Por mais que um verão
Não és e nunca fostes
Bem-vindos de nenhum povo
De nenhuma terra
Cidade ou nação.



PROVÉRBIO

O olho do dono não engorda o boi (Gaúcho).

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

TEMPO AQUI

Tempo bom e acima da nossa média. Tempo que não deixa  a gente reclamar. Um nublado puxado para o menos quente.

Eis o resumo do tempo hoje por aqui.

PROVÉRBIO

O olho do dono é que engorda o capado (ou o cavalo).

terça-feira, 7 de setembro de 2021

O SETE DE SETEMBRO DESCONHECIDO

O Sete de Setembro é muito desconhecido de muitas pessoas, inclusive de alunos. Alguns alunos perguntavam a razão da parada de hoje. Percebi que o motivo desse desconhecimento é porque a divulgação nas escolas deixou de ser tradição.

O certo é que é muito bom falar do passado, principalmente de um passado bom como aquele dos desfiles do dia 7. Os hinos, o desfile, as pessoas nas ruas. Tudo isso faz parte da nossa cultura e tradição.

QUESTÃO DO ENEM

Gênero dramático é aquele em que o artista usa como intermediária entre si e o público a representação. A palavra vem do grego drao (fazer) e quer dizer ação. A peça teatral é, pois, uma composição literária à apresentação por atores em um palco, atuando e dialogando entre si. O texto dramático é complementado pela atuação dos atores no espetáculo teatral e possui uma estrutura específica, caracterizada: 1) pela presença de personagens que devem estar ligados com lógica uns aos outros e à ação; 2) pela ação dramática (trama, enredo), que é o conjunto de atos dramáticos, maneiras de ser e de agir das personagens encadeadas à unidade do efeito e segundo uma ordem composta  de exposição, conflito, complicação, clímax e desfecho; 3) pela situação ou ambiente, que é o conjunto de circunstâncias físicas, sociais, espirituais em que se situa a ação; 4) pelo tema, ou seja, a ideia que o autor (dramaturgo) deseja expor, ou sua interpretação real por meio da representação. (Coutinho, A. Notas de teoria literária. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1973. Adaptado)

Considerando o texto e analisando os elementos que constituem um espetáculo teatral, conclui-se que:

a) a criação do espetáculo teatral apresenta-se como um fenômeno  de ordem individual, pois não é possível sua concepção de forma coletiva.
b) o cenário onde se desenrola a ação cênica é concebido e construído pelo cenógrafo de modo autônomo e independente do tema da peça e do trabalho interpretativo dos atores.
c) o texto cênico pode originar-se dos mais variados gêneros textuais, como contos, lendas, romances, poesias, crônicas, notícias, imagens e fragmentos textuais, entre outros.
d) o corpo do ator na cena tem pouca importância na comunicação teatral, visto que o mais importante é a expressão verbal, base da comunicação cênica em toda a trajetória do teatro até os dias atuais.
e) a iluminação e o som de um espetáculo cênico independem do processo de produção/recepção do espetáculo teatral, já que se trata de linguagens artísticas diferentes, agragadas posteriormente à cena teatral. (Do livro Estações linguagens, da Editora Ática)

PÁTRIA É A PALAVRA

Pátria é a palavra. O amor à pátria é um dos amores que temos e cultivamos ao longo da vida. Sem este amor, tendemos ao desprezo daquilo que faz parte do nosso ser.

UMA PALAVRA QUE SE APRENDE NA MENINICE

Ou melhor. Uma palavra que se ouvia muito no tempo da meninice dos meus contemporâneos. Agora nem posso dizer que a geração dos quinze anos saibam o motivo de hoje não haver aula. 

Para começar, havia comemorações a semana toda, com hasteamento da bandeira do Brasil em todas as escolas e repartições públicas. O hino era cantado nas aulas para que fosse cantado novamente no desfile do dia Sete. O S de Sete era maiúsculo. E ainda o é. 

PROVÉRBIO

O mofino tem o seu dia.

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

QUESTÃO DA LÍNGUA

Paciente - Aquele que sofre. Assim se designa o sujeito na voz passiva, por sofrer o mesmo a ação expressa pelo verbo. Ex.: Esta carta foi escrita por Antônio (Esta carta é o sujeito da voz passiva, pois que sofreu a ação que o verbo exprime). (Dica de Luiz A. P. Vitória)

O termo paciente é semelhante na vida real e na gramática. Assim, fica mais fácil a compreensão do que significa um verbo na voz passiva. Como estudante da língua, o sujeito deixa de ser paciente e torna-se um sujeito que aprende fácil.




AGENTE JUNTO

Agente junto difere muito do a gente separado.

Aquele é o que age com todo vigor. É o que, ao agir, produz, conduz, faz alguma coisa.

A gente separado também faz, mas não tem o mesmo peso semântico do junto. Pode ser que aja, mas não tem a mesma carga de significado. Não é questão gramatical somente. É questão que exige do usuário o discernimento e que pode até elevá-lo e derrubá-lo numa disputa.

A gente não devemos saber disso, mas a gente deve saber, sim, disso.

PROVÉRBIO

O milho plantado tarde, dá pendão, não dá espiga.

TU

Tu que vives de enganos
Até quando viverás
Desta não-nobre ocupação?

Até quando viverás
- Se é que isso é vida -
Do não-fazer
Do não-acertar
Do não-marcar
Na meta certa
Na via direta
No rumo certo
Do bom projeto
Do bem-viver
Do bem-acertar
Do bem-fazer?

domingo, 5 de setembro de 2021

ENTRETENDO - EDIÇÃO DE DOMINGO

Para ser um homem (Sérgio D. T. Macedo)

A gente quando é criança acha bonito uma porção de coisas feias. O menino acha bonito fumar, por exemplo. Mas é porque os meninos não sabem como o fumo prejudica o organismo. O hábito de fumar prejudica a circulação do sangue e pode causar sérias feridas, chamadas úlceras, nos lábios e no estômago.

O uso do cigarro, do charuto ou do cachimbo, diminui o apetite e perturba a digestão. Nas crianças, prejudica o crescimento. Se você quer ser um homem forte, não fume. Da mesma forma, quem quiser ter êxito na vida não deve beber. O álcool leva sempre ao hospício. O uso de bebidas com álcool estraga o homem e faz o moço parecer velho. Causa a tuberculose e uma porção de moléstias tristes. 

A saúde é o bem maior deste mundo. E só poderemos conservar nossa saúde não tendo vícios e praticando esportes. 

Os exercícios esportivos impedem as moléstias, fortalecendo o corpo, e garantem a saúde. 

O Brasil precisa de filhos fortes e sadios, de corpo e alma. 

Só se poderá ser sadio de alma, sendo sadio de corpo porque a alma está ligada ao corpo. 

Devemos todos, pois, fazer exercícios. O exercício melhor, porque é o mais completo, é a natação. Nadar dá "muque", é verdade. Nem sempre, porém, "muque" é sinal de fortaleza.

A natação mexe com todos os músculos e órgãos e desenvolve todos eles ao mesmo tempo. , harmoniosamente. 

A natação dá, com certeza, saúde e força. Se você quer ser um brasileiro útil à sua pátria em qualquer profissão - porque em todas as profissões pode-se servir à pátria - se você que ser brasileiro de verdade, ame a pátria acima de tudo, não consinta que se fale de seu povo, tema a Deus e cumpra os seus deveres, custe o que custar!

MANUAL - O texto acima é um pequeno manual de conselhos práticos dirigidos especialmente a pessoas na tenra idade. Foi extraído do livro "Infância brasileira", terceira série primária, da Companhia Editora Nacional, em São Paulo, no ano de 1960. 

MUQUE - Na gíria. significa força muscular, 

HUMOR - Duas amigas se encontram:
- Puxa, que linda pulseira de ouro você está usando! - comenta a primeira.
- Obrigada, foi presente de aniversário do meu marido, mas não é de ouro!
- Você conhece metais?
- Não, conheço bem o meu marido! (Da Folhinha do Sagrado Coração de Jesus)


sábado, 4 de setembro de 2021

QUE PALAVRA!

Caspento - Cheio de caspa (Aurélio)
O mesmo significado dá Antenor Nascentes.

Entretanto, entre nós, há um significado diferente, que segue a linha conotativa. Chamar alguém de caspento é uma maneira de diminuí-lo e dizer que ele é sem valor: Bicho caspento!

Está claro que a pessoa xingada necessariamente não é preciso ter caspa.

FIQUEM RICOS

Há uma riqueza ao alcance de todos. De todos, vírgula, diriam os meus colegas dos tempos de ginásio. Não é possível aquela riqueza ao alcance de todos porque faz-se necessário a alfabetização.

Sem mais delongas, digo que a riqueza a que me refiro é a do vocabulário da língua vernácula. Todo alfabetizado tem a chance de ficar rico de palavras novas. O segredo não é nenhum segredo: é leitura em abundância. A cântaros.


PROVÉRBIO

O mesmo risco que corre o pau, corre o machado.

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

NUNCA NA HISTÓRIA DO MUNDO

Nunca na história da minha geração presenciamos tanto problemas ao mesmo tempo. Havia a fome, a doença, a violência. A doença é o carro-chefe do momento. É a arrasadora no mau sentido. Recua em alguns momentos e avança em outros. Por aqui deu uma trégua na grande guerra de um minúsculo e poderoso ser invisível a olho nu.

PROVÉRBIO

O mal tem asas e o bem anda com passos de tartaruga. 

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

QUESTÃO DA LÍNGUA

Ovo estrelado - Isto é, que, depois de frito, toma a forma de uma estrela. Constitui, então, uma impropriedade dizer-se: ovo estalado. (Opinião de Luiz A. P. Vitória, em sue livro Tira-dúvidas de Português)

O estalo é um barulho emitido quando algo é quebrado. Se seguirmos esse raciocínio, não é errado dizermos ovo estalado. Podemos considerar também que raramente o ovo passa a ter uma forma de estrela quando é frito. Nada científico. É tão-somente uma opinião.

A PARTIDA

Ela partiu mais uma vez. Mas felizmente voltou. Sem H2O a gente não vive.

PROVÉRBIO

O mal ganhado o diabo leva.

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

LEMBRANÇAS DOS PARQUES

A chegada de um parque na cidade sempre nos remente ao passado. O presente não escapa do passado nem vice-versa.

Não podemos escapar das comparações entre os parques do presente com os do passado. Não é que aqueles fossem melhores e com mais atrações. Era talvez porque naquele tempo nada tínhamos de diversões. Houve tempo que nem a televisão era acessível. Nada restava além de um parque de tempos em tempos como forma de diversão.

As diferenças - Hoje há diversas atrações. Podemos contar pelo menos dez. Antigamente somente duas ou três, mas que satisfaziam os desejos dos consumidores. Era raro haver um jogo, seja de qualquer natureza.

A música tocada é bem diferente. Os hits de hoje são léguas e léguas de diferença. Havia os pedidos musicais através de um locutor que falava de um modesto estúdio ao ar livre. O ouvinte podia pedir e oferecer uma música para alguém que estava presente. Bastava pagar uma modesta quantia que o locutor escrevia num papel as características de uma certa pessoa que estava presente e um fulano mandava tal música para ela.

São estas as principais lembranças de um parque na cidade.

PROVÉRBIO

O mal de nossos avós, fizeram-no eles e pagamo-lo nós (Pernambuco).

terça-feira, 31 de agosto de 2021

INDO DE RETRO

É a direção em que o coiso-19 está indo em nossa cidade nesses dias. Boa e agradável informação é a que temos que ele sumiu daqui. Se temporariamente, não se sabe. O tempo, que tudo diz, dirá.

PROVÉRBIO

O macaco vê o rabo da cotia mas não vê o seu.

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

CALORES

Os calores abatem-se com força sobre nós. A recompensa pode vir mais tarde ou mesmo da madrugada para a manhã com um friinho daqueles, leve e agradável.

PROVÉRBIO

O lapidário é que conhece a pedra.

domingo, 29 de agosto de 2021

ENTRETENDO - EDIÇÃO DE DOMINGO

A cana-de-açúcar

Uma das grandes riquezas de Pernambuco é a cana-de-açúcar.
A cana-de-açúcar é originária da Ásia. Levada para a Europa, espalhou-se pelo resto do Mundo. 
Foi plantada na ilha da Madeira e, de lá, Martim Afondo de Sousa trouxe-a para o Brasil, sendo cultivada em São Vicente e Itamaracá.
De São Paulo e Pernambuco a cultura da cana-de-açúcar às demais regiões, hoje Estados brasileiros. 
A cana é um vegetal de folhas compridas e ásperas, de casca lisa e dura, verde ou amarelada depois de madura, de gomos brancos, separados por uma espécie de nós duros, e cheios de um caldo muito doce.
É planta de clima quente e solo rico. Chega a atingir seis e até oito metros de altura, e cresce em touceiras. Quando está madura, é cortada. 
As socas ou cotos que ficam na terra, brotam novamente, formando outros canaviais. 
A cana-de-açúcar dá-nos o açúcar, a rapadura, o melado, a garapa ou caldo de cana, o álcool, a cachaça ou parati.
Pernambuco possui muitas usinas modernas para o fabrico do açúcar e do álcool, sendo que as três maiores são: a Destilaria Central e as usinas de Catende e Santa Teresinha.
Em várias cidades do interior do Estado ainda se encontram em funcionamento alguns banguês. Os banguês são antigos engenhos de açúcar cujas engrenagens são de madeira.
Isto no sertão, porque na zona da mata os engenhos modernos são dotados dos mais aperfeiçoados maquinismos, dando a Pernambuco o segundo lugar como produtor de açúcar no Brasil. (Infância Brasileira, terceira série)

CERTAMENTE - Certamente alguns dados do texto acima foram modificados ao longo desses sessenta e um aninhos. Pernambuco ainda é a terra da produção de açúcar. Isso não se tem dúvida. Pode ser que algum dado acima tenha mudado. O leitor tem a capacidade de conhecê-los, caso interesse. A grande rede está aí balançando.

Soldado - Somos todos. Todos vivem na luta, em defesa de uma causa, seja pelo bem ou não.

HUMOR - Um louco afirma: Olha, eu tenho duas coisas ótimas! A primeira é minha memória. A segunda...já não me lembro mais. (Folhinha do Sagrado Coração de Jesus)

sábado, 28 de agosto de 2021

QUE PALAVRA!

Casmurro

Que ou aquele que é teimoso ou ensimesmado (Aurélio)

Triste, sorumbático, metido consigo (Antenor Nascentes)

Que, ou aquele que é teimoso; cabeçudo; triste; sorumbático; metido consigo; silencioso; de poucas palavras. (Silveira Bueno)

Quem também conceituou a palavra casmurro foi o romancista Machado de Assis, em sua obra-prima Dom casmurro. Vale a pena lermos ou relermos o capítulo um da obra. Veremos que o escritor define a palavra casmurro usando o personagem Bentinho. O personagem, ao defini-la, diz que não há em dicionários. Talvez na época da publicação não houvesse. Depois, porém, Silveira Bueno deu à palavra a definição que o personagem desconhecido botou em Bentinho. Ei-lo:

Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei no trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu. Cumprimentou-me, sentou-se ao pé de mim, falou da lua e dos ministros, e acabou recitando-me versos. A viagem era curta, e os versos pode ser que não fossem inteiramente maus. Sucedeu, porém, que, como eu estava cansado, fechei os olhos três ou quatro vezes; tanto bastou para que ele interrompesse a leitura e metesse os versos no bolso.
-Continue, disse eu acordando.
-Já acabei, murmurou ele.
-São muito bonitos.
Vi-lhe fazer um gesto para tirá-los outra vez do bolso, mas não passou do gesto; estava amuado. No dia seguinte entrou a dizer de mim nomes feios, e acabou alcunhando-me Dom Casmurro. Os vizinhos, que não gostam dos meus hábitos reclusos e calados, deram curso à alcunha, que afinal pegou. Nem por isso me zanguei. Contei a anedota aos amigos da cidade, e eles, por graça, chamam-me assim, alguns em bilhetes: «Dom Casmurro, domingo vou jantar com você.» -«Vou para Petrópolis, Dom Casmurro; a casa é a mesma da Renânia; vê se deixas essa caverna do Engenho Novo, e vai lá passar uns quinze dias comigo.» -«Meu caro Dom Casmurro, não cuide que o dispenso do teatro amanhã; venha e dormirá aqui na cidade; dou-lhe camarote, dou-lhe chá, dou-lhe cama; só não lhe dou moça.»

Não consultes dicionários. Casmurro não está aqui no sentido que eles lhe dão, mas no que lhe pôs o vulgo de homem calado e metido consigo. Dom veio por ironia, para atribuir-me fumos de fidalgo. Tudo por estar cochilando! Também não achei melhor título para a minha narração; se não tiver outro daqui até o fim do livro, vai este mesmo. O meu poeta do trem ficará sabendo que não lhe guardo rancor. E com pequeno esforço, sendo o título seu, poderá cuidar que a obra é sua. Há livros que apenas terão isso dos seus autores; alguns nem tanto.


PROVÉRBIO

Oh de casa é melhor que boa noite.

ANSIEDADE

É uma das doenças que compõem o catálogo das mazelas do século. Dizem que é chata e cruel. Quem a tem vive momentos difíceis. Vem silenciosa, sorrateira. E quando não se espera, está a pessoa ansiosa sem tem por que ou por quem ansiar.

Ela vem da raiz da ânsia. Em mil e novecentos e antigamente, estar na ânsia era estar mais pra lá do que pra cá. Hoje a ansiedade é um meio caminho, com voltas para quem luta para adquirir a calma e voltar a navegar em águas tranquilas.

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

AJUSTES

Aos poucos, ajusta-se a volta das aulas na escola pública. A readaptação é penosa para todas as categorias. Professores, cônscio do dever de cumprir uma carga-horária, reacostuma-se logo. O alunado, com as devidas exceções, volta a reclamar do "fardo" que volta a carregar, depois dos quase um ano e meio de recesso e férias forçadas.

Tudo volta a estar no seu lugar, graças a Deus, diria o poeta Benito de Paula.

PROVÉRBIO

Fácil mesmo só a música de Jota Quest.

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

ORTOGRAFIA

O que é? É a parte da gramática que estuda a correta grafia dos vocábulos (do grego orthos=correta, graphia=escrita).

São inúmeras as palavras que são escritas erradamente. Bastaria somente uma rápida consulta a um dicionário para a correta escrita. São palavras escritas erradas por falta ou presença de um acento ou troca de letras. 

TREMORES EM UPANEMA

Nesta segunda-feira (23), às 19h57 UTC (16h57, hora local), um tremor de terra, de magnitude preliminar calculada em 1.5 mR, foi registrado pelas estações sismográficas operadas pelo Laboratório Sismológico da UFRN na região do município de Upanema, no estado do Rio Grande do Norte. (Informações do site https://labsis.ufrn.br/)

Os tremores de terra em Upanema não é de hoje. Nos anos 90, aconteceram alguns por aqui. Algumas pessoas madrugadeiras sentiam alguns balançados no chão.

PROVÉRBIO

Com o sapo de cócoras, de cócoras com ele.

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

terça-feira, 24 de agosto de 2021

REGÊNCIA VERBAL CERTA

O livro de que mais gosto - Geralmente ouvimos as pessoas dizerem "o livro que gosto mais". A expressão para ser correta deverá ser: O livro de que mais gosto. Quem gosta, gosta de alguém ou de alguma coisa; não se gosta alguém, daí a necessidade da preposição de vir sempre posposta ao verbo gostar, quando este tiver complemento. estão, portanto, erradas as seguintes construções: a valsa que eu mais gosto; o passeio que eu gosto mais. Digamos, então, corretamente: a valsa de que mais gosto; o passeio de que eu mais gosto. (Dicas do livro "Tira-dúvidas de Português)

Para o fiel cumprimento do que dizem as explicações acima faz-se necessário um esforço e um prestamento de atenção na construção das frases, principalmente com o uso da preposição de. É penoso, eu sei, mas em muitas ocasiões da nossa vida, a linguagem certa torna-se um imperativo.

RECUPERAÇÃO

Estamos marchando para uma nova etapa do retorno das aulas presenciais - aquela sobre a qual vivíamos confortáveis e acostumados e que muitas vezes rejeitávamos porque não era o ideal. Pois bem. Agora estamos voltando aos poucos, gota a gota, metrificado. A depender da escola, novas salas são incluídas. No Alfredo Simonetti, por ser de nível fundamental, novas turmas foram inseridas nesta semana. No Calazans, salas de primeira e segundas séries iniciaram o ano letivo no formato conhecido de séculos.

A recuperação - Há unanimidade nas opiniões que é impossível recuperar os conteúdos perdidos, pelo menos a curto prazo. Não é exatamente como noites perdidas de sono. Não esqueçamos de que estamos lidando com conhecimento e com pessoas de idade jovem, joveníssima. O que foi perdido não pode ser encarado como o fim, mas como algo a ser visto de um ponto negativo para um positivo. Agora não tem jeito. Cada um deve encarar o futuro de forma positiva. Aos jovens que terminaram o Ensino Médio ou superior de forma remota, atrapalhada, é tempo de correr para alcançar mais adiante o que se perdeu. 

PROVÉRBIO

O gramático é o inspetor de veículos dos pronomes.

domingo, 22 de agosto de 2021

ENTRETENDO - EDIÇÃO DE DOMINGO

Folclore - Chama-se folclore o conjunto de atividades, de maneiras de sentir, pensar e agir das camadas populares de uma região. O termo original em inglês, folklore, significa "pensamento popular", saber vulgar". Foi criado pelo estudioso inglês William John Thoms, em carta que dirigiu à revista The Atheneum, editada em Londres. A carta foi publicada em 22 de agosto de 1846. Já em nossos dias foi convencionado que a data de 22 de agosto seria comemorada  em todo mundo como o Dia do Folclore, em homenagem à criação dessa palavra.
Para o criador da expressão, William John Thoms, folclore significa o conjunto das antiguidades populares. O conceito se dirigia especialmente aos objetos da arte popular, aos artesanatos. Mas na sua famosa carta, Thoms cita também os usos, costumes, cerimônias, crenças, romances, refrãos, superstições, etc. dos tempos antigos. O folclore abrange, pois, uma gama imensa de fatos, de maneiras de pensar, de sentimentos do povo. 

HUMOR - Um turista pergunta a um morador de uma cidadezinha:
- O clima aqui é bom?
- Se é? Quando eu cheguei aqui, meus olhos não se abriam, não tinha um fio de cabelo, não falava e tinha de ser carregado de um lado para outro.
- Incrível a sua recuperação! E há quanto tempo o senhor está nesta cidade?
E o outro com ares de gozador:
- Eu nasci aqui!

sábado, 21 de agosto de 2021

AMANHÃ É DIA DE LORE E FOLK

Um assunto muito rico para ser explorado é sobre o lore e o folk. Eles andam pegadinhos, juntinhos. Eles conseguem viver sem o outro, mas amanhã eles comemoram o dia juntos.

QUE PALAVRA!

Casear  

Abrir e pontear casa(s) para botões em. (Aurélio)
Abrir e alinhavar casas para os botões. (Soares Amora)

Quem deve entender bem disso são as costureiras que ainda trabalham à moda antiga.

TENTANDO FICAR

Tentando ficar bem é o que está fazendo os que não se sentem bem. Ficar tentando é o mote.

PARA NÃO ESQUECER

Uma neblina ontem ao cair da tarde caiu, para que não possamos nos esquecer das boas chuvas que caíram neste ano.

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

MÓ PREGUIÇA

Não perguntei a ninguém, mas dar para se deduzir que a mó preguiça, numa linguagem moderna e preguiçosa, traduz-se por a maior preguiça.

É assim que ouvi de alguns alunos quando se falava em retorno presencial das aulas.

A mó preguiça pode bater à nossa porta, mas não podemos deixá-la entrar. Se conseguir, com certeza, fará o mó estrago.

PROVÉRBIO

O espinho que há de furar, de pequeno traz a ponta.

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

NOSSA LÍNGUA CERTA - VERBO OBEDECER

Este verbo pede, segundo Luiz A. P. Vitória, modernamente, objeto indireto. Ou seja, a preposição a vai acompanhá-lo. É preciso obedecer aos ditames da consciência.

Obedeça à sinalização e não obedeça a sinalização.



NA PRISÃO

Aos poucos, saímos da prisão. São mais de dezessete meses nessa semi-reclusão. Boa parte de nós deixamos de estar entre quatro paredes, indo e vindo, para ficarmos em mais do que quatro, mas na casa toda, indo e vindo para a rua, mas com cautela, narizes e bocas cerradas. 

E o bichinho solto, matreiro, escondido e brincador dos sentimentos alheios. Ele não está nem aí para as confusões humanas.

Profissionais de escolas já podem se achegar ao ambiente de trabalho, de forma total. O alunado, não. É na base do cinquenta por cento. Lá para outubro, as coisas poderão voltar a cem por cento. Isso se o bichinho recuar ou sofrer boa baixa.

PROVÉRBIO

O enxame pica o matreiro onde quer que ele se encontre (Gaúcho).

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

VACINA SERÁ HISTÓRIA

Está a todo vapor. Numa velocidade mais acelerada rumo ao fim da primeira etapa. As vacinações na direção ascendente nas idades. 

Daqui as uns dias, essa história de vacina será apenas história. Os livros de história do futuro dirão que vacinas foram aplicadas na população para conter o avanço do vírus. E já não será matéria jornalística.

PROVÉRBIO

O dinheiro é redondo pra correr mais depressa.

terça-feira, 17 de agosto de 2021

LINGUAGEM

Nunca jamais - Expressão pleonástica justificada pela ênfase. Ex.: Tal nunca jamais acontecerá. (Tira-dúvidas de Português)

A ênfase embeleza a língua. É no pleonasmo que isso se materializa. O que não pode é exagerar. O pleonasmo em excesso fica feio. Por isso é vicioso e não aconselhável.

BOA FORMA E SAÚDE

Boa forma e saúde caminham juntinhos como dois passarinhos emparelhados. 

Por esse motivo é que a cada dia mais pessoas vão para a pista, literalmente e cedinho, quer correndo ou caminhando e ao mesmo tempo conversando e se enturmando, enquanto recebe doses de saúde e boa forma do corpo. 

PROVÉRBIO

O diabo tem duas capas.

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

VOLTA COMO SOLUÇÃO

Sonho e pesadelo

O que era sonho para alguns, virou pesadelo. Era sonho um dia não haver aula. Todo mundo ficaria livre da chatice, que é assistir a aulas de segunda a sexta-feira. Professores, porteiros, colegas, merendeiras. tudo chato. Para que escola?

O pesadelo logo tomou lugar do sonho, quando as coisas estiraram dois meses, três, quatro, seis. E na pisadinha, chegamos a dezessete meses. 

A volta às aulas chatas pode ser a solução para tantos problemas que apareceram pós-ausência de aulas. 

A volta vem, mas de forma gradual, pingando leve, se arrastando à moda de caranguejo ou lagartixa tonta. Ela vem, mas temos que esperar.

PROVÉRBIO

O diabo não faz graças para ninguém rir.

domingo, 15 de agosto de 2021

ENTRETENDO - EDIÇÃO DE DOMINGO

Dias festivos

Além dos dias feriados que lembram fatos ou personagens da nossa História, festejamos outras datas como:

1° de janeiro - Dia da confraternização Universal, isto é, o dia em que todos os povos mostram seus desejos de viver em paz, como irmãos, unidos pelo mesmo sentimento de amizade.

2° Domingo de Maio - Dia das Mães, quando homenageamos nossas mães, as criaturas que nos deram a vida, que nos amamentaram, que se sacrificaram por nós, que nos amam como ninguém, que tudo fazem pela nossa felicidade.

13 de Maio - Dia da Abolição da Escravatura, quando festejamos o fim da escravatura negra no Brasil. Neste dia, no ano de 1888, a Princesa Isabel, filha do Imperador Dom Pedro II, assinou a Leia Áurea que declarou não existirem mais escravos em nossa terra.

3° domingo de Julho - Dia dos Pais, quando festejamos nossos pais, que trabalham para nós, para nossa felicidade, que nos dão tudo que é necessário para viver, que nos educam, que fazem todos os esforços para termos um bom futuro. (Comemorada hoje no segundo domingo de agosto)

25 de Agosto - Dia do Soldado, quando festejamos os militares de terra, homenageando Luís Alves de Lima, o Duque de Caxias, nascido neste dia, em 1803, e Patrono do Exército brasileiro.

21 de Setembro - Dia da Árvore, quando festejamos a árvores, e os vegetais em geral, que nos dão os alimentos; as fibras com que fabricamos os tecidos que servem para fazer nossas roupas; a madeira aproveitada na construção de nossas casas, nossos móveis e tantas outras coisas úteis, que nos fornecem muitos remédios para nossas enfermidades.

12 de Outubro - Dia da Criança e Dia da América, quando festejamos as crianças, que serão os futuros homens e mulheres, aqueles que trabalharão amanhã para que o Brasil seja mais rico e mais forte do que hoje. E relembramos a descoberta da América por Cristóvão Colombo, no ano de 1492.

15 de Outubro - Dia do Mestre, quando prestamos homenagem aos nossos mestres, que, com toda a paciência, dedicação e carinho, nos ensinam e educam.

23 de Outubro - Dia do Aviador, quando festejamos os que se dedicam `Aviação, homenageando Alberto Santos Dumont, o Pai da Aviação, o inventor do aeroplano ou avião.

2 de Novembro - Dia dos Finados, quando prestamos a homenagem de saudade e respeito aos nossos mortos, àqueles que viveram, trabalharam e se sacrificaram por nós. 

19 de Novembro - Dia da Bandeira, quando festejamos a Bandeira Nacional, criada no ano de 1889 para substituir a antiga bandeira do Império.

13 de Dezembro - Dia do Marinheiro, quando homenageamos os militares do mar, festejando a memória de Joaquim Marques Lisboa, Marquês de Tamandaré, o Patrono da Marinha brasileira e  que nasceu neste dia, no ano de 1807.

25 de Dezembro - Dia de Natal, festejado pelos cristãos de todo o mundo, por ter nascido nesta data o fundador do Cristianismo, Jesus Cristo. (Infância Brasileira, Terceira série)

Armas (Fagundes Varela)

Qual a mais forte das armas,
A mais firme, a mais certeira?
A lança, a espadam clavina,
Ou a funda aventureira?
A pistola? O bacamarte?
A espingarda, ou a flecha?
O canhão, que em praça-forte
Faz em dez minutos brecha?

- Qual a mais firme das armas? - 
O terçado, a fisga, o chuço,
O dardo, a maça, o virote?
A faca, o florete, o laço,
O punhal, ou o chifarote?...

A mais tremenda das armas,
Pior que a durindana,
Atendei, meus amigos:
Se apelida - a língua humana! - 

ELA SUMIU - Ela sumiu no tempo certo. Nesses dias, sentimos o cheiro dela, mas não veio. Só virá no tempo certo.

HUMOR

O doido estava no hospício escrevendo uma carta, quando o médico chegou, viu e pensou:
- Poxa, esse cara já deve estar bom. Tá até escrevendo carta!
Chegou pro doido e perguntou:
- Pra quem é essa carta?
- Ah, é pra mim mesmo, doutor. Eu nunca recebo cartas de ninguém.
- E o que está escrito nela?
- Como vou saber? ... ainda não recebi! (Folhinha do Sagrado Coração de Jesus)


sábado, 14 de agosto de 2021

QUE PALAVRA!

Cascudo - Que tem casca grossa ou pele dura. Nome comum a vários peixes loricarlídeos. Pancada na cabeça com o nó dos dedos; coque, cocorote. (Aurélio)

Grosseiro. Nome comum aos peixes revestidos de placas ósseas. (Soares Amora)

O cocorote e coque como sinônimos de cascudo é muito comum entre nós. 

Há ainda o cascudo como um inseto, geralmente fedorento. Eles vivem nas folhas das árvores ou no solo frio. É sobrenome de gente famosa entre nós: Câmara Cascudo foi um pesquisador norte-rio-grandense que nasceu em Natal no finalzinho do século XIX. Era sociólogo, historiador e antropólogo. Deixou uma vasta produção na área cultural do Estado do Rio Grande do Norte e do país.




PROVÉRBIO

O vento ajunta a palha e depois espalha.