ENTRETENDO E SINFORMANDO
Divulga a cultura e a linguagem da cidade, além de produção textual como contos, crônicas, poesias. Comento os fatos, conto histórias. Vez por outra posto notícias.
segunda-feira, 4 de maio de 2026
domingo, 3 de maio de 2026
REGISTOS DE DOMINGO
CENTÉSIMO VIGÉSIMO TERCEIRO DIA
TEMPO - Nublado pela manhã e tarde.
CHUVA DE ONTEM - 45 milímetros.
VOLUME DAS CHUVAS DE JANEIRO A ABRIL
Janeiro - 03
Fevereiro - 135
Março - 108
Abril - 476
Total: 722 milímetros
HISTÓRIAS ANTIGAS
Lembram-se do alfaiate Jeroboão, aquele que sonhou que estava no inferno, fazendo roupa para o diabo? Pois havia se estabelecido em uma cidadezinha e andava muito bem de vida. Ali por perto também andava o barbeiro Bonifácio.
Anda que anda, não é que Pedro Malasarte foi parar justamente na cidade em que eles moravam?
É claro que, logo que o viram, eles pensaram logo em se desforrar da peça que ele lhes pregara com a história do pão e do vinho.
Por isso começaram a tratá-lo muito bem, esperando uma oportunidade. Jeroboão, o alfaiate, até o hospedou em sua própria casa, servindo-lhe do bom e do melhor.
Então Pedro Malasarte, percebendo que deviam estar lhe preparando alguma, por trás de tanta cerimônia, resolveu fazer umas das suas.
Contou para Jeroboão quem em suas andanças pelo mundo, encontrara um velho alfaiate, para quem havia trabalhado durante algum tempo, e que, ao morrer, lhe confiara um precioso segredo. O segredo era tão importante que tornaria rico e feliz qualquer alfaiate que o conhecesse, mas Pedro Malasarte estava pronto aa revelá-lo em público para benefício da classe.
Jeroboão ficou entusiasmado e, de comum acordo com Bonifácio, o barbeiro, resolveu deixar a peça que ia pregar em Pedro Malasarte para depois que ele revelasse o grande segredo.
Como este lhe pedira, tratou de enviar cartas para todos os alfaiates e costureiras do país, convidando-os a se reunirem tal dia e tal hora na praça da sua cidade, a fim de ouvirem da boca de Pedro Malasarte a revelação de um maravilhoso segredo.
E, enquanto não chegava o dia da grande assembleia, continuava a tratar Pedro Malasarte da melhor maneira, com medo de que ele fosse embora e não dissesse o segredo que todos queriam saber.
O tempo passou e não houve um só alfaiate nem uma só costureira do país que não tivesse recebido uma amável cartinha convidando-os para a grande assembleia. Seria uma data histórica, em que pela primeira vez a classe se reuniria para uma confraternização.
Afinal começaram a chegar, de todos os pontos do país, alfaiates e costureiras. A cidade estava toda embandeirada, pois os profissionais do lugar não haviam medido esforços para tornar mais importante a reunião.
Vinham ansiosos, a cavalo, de carroça ou mesmo a pé, todos querendo saber que formidável segredo era aquele que mudaria suas vidas, até então, na maioria dos casos, bastante humilde.
Dentro em pouco não havia mais lugar em nenhuma hospedaria da cidade. As casa dos alfaiates e costureiras locais também estavam repletas.
No grande dia, armaram-se barraquinhas na praça principal da cidade e todos comeram e beberam por conta do segredo que os tornaria ricos e felizes. No meio da praça havia um alto palanque e, por volta das seis horas da tarde, quando o dia já ia morrendo e começavam a cair as primeiras sombras da noite, ali subiram Pedro Malasarte e Jeroboão.
Foram longamente aplaudidos pela grande multidão que enchia a praça, de barriga cheia e a cabeça razoavelmente confusa pelo vinho.
Então Pedro Malasarte tomou a palavra:
- Meus caros amigos, que manejam com tanta habilidade a tesoura e o dedal, a agulha e a linha, mestres do carretel!
A estas palavras seguiram-se longos e entusiasmados aplausos.
- Não estou aqui para lhes ensinar como se manejam essas coisas, pois estão fartos de saber - continuou Pedro Malasarte, quando as palmas cessaram. - Meu caro amigo Jeroboão, aqui ao meu lado, mandou-lhes as amáveis cartinhas que recebera, convidadndo-os a se reunirem aqui, porque temos um maravilhoso segredo a lhes revelar. É um segredo ouvido da boca de um homem na hora da morte, e que será muito útil daqui por diante.
Fez-se silêncio total na praça.
- Sabem o que ele me disse? - prosseguiu Pedro Malasarte. - Vou-lhes repetir com suas próprias palavras: "Nunca se esqueçam de dar um nó na ponta da linha depois de a ter enfiado na agulha."
Os alfaiates e costureiras boquiabertos, se entreolharam, mas como estavam com a cabeça cheia de vinho, levaram ainda alguns minutos para compreender que haviam feito tão longa viagem para aprender uma coisa que seus tataravôs já conheciam. Disso se aproveitou Pedro Malasarte para escapulir do palanque, deixando sozinho o pobre Jeroboão. E, quando a multidão investiu contra o palanque e agarrou o pobre alfaiate, este, para não virar picadinho, concordou em pagar para todos o que haviam gasto com a viagem.
E, enquanto Jeroboão jurava vingança, Pedro Malasarte, muito lampeiro da vida, saía da cidade à procura de climas mais amenos.
(Do livro "As aventuras de Pedro Malasarte", em "O segredo do alfaiate", de Sérgio Augusto Teixeira).
LITERATURA - Os textos de Conan Doyle
O escritor Conan Doyle foi engolido pela personagem Sherlock Holmes, sua criatura. Quem lê Sherlock adquire a capacidade de pensar. Seus textos são carregados de humor. O método da dedução intriga até mesmo a polícia londrina. Muitas vezes Holmes é chamado para dirimir alguns casos difíceis. E Holmes resolve com a maior facilidade.
LINGUAGEM - Mesarquia
A palavra inicial de uma frase é repetida no meio da mesma frase ou no meio da frase seguinte:
Grito, se grito é para que me ouçam.
Envolvei-o de carinho e de amor, mas envolvei-o bem. (Dica de Gélson Clemente dos Santos em "Comunicação Expressão")
PROVÉRBIO DE LÚLIO - O poder do príncipe é instrumento da finalidade do povo.
QUEM SE LEMBRA?
Quem se lembra de um papel de embrulho?
sábado, 2 de maio de 2026
CENTÉSIMO VIGÉSIMO SEGUNDO DIA
QUE PALAVRA!
Refestelar-se
Comprazer-se; recostar-se; repimpar-se; repoltrear-se; estirar-se; estar em festa; folgar; foliar. (Silveira Bueno)
Estender-se comodamente. (Antenor Nascentes)
Recostar-se comodamente; repimpar-se, refocilar-se. (Aurélio)
Lá pelas tantas, cansados de tanto esperar pelo ataque que não vinha, o fidalgo e seus capitães voltaram e deram com Pedro Malasarte refestelado em almofadas e roncando a bom roncar. Ainda tinha na mão um pedaço de cabrito assado. (Do livro "As aventuras de Pedro Malasarte", em "Pedro Malasarte soldado", de Sérgio Augusto Teixeira).
sexta-feira, 1 de maio de 2026
CENTÉSIMO VIGÉSIMO PRIMEIRO DIA
quinta-feira, 30 de abril de 2026
CENTÉSIMO VIGÉSIMO DIA
quarta-feira, 29 de abril de 2026
CENTÉSIMO DÉCIMO NONO DIA
terça-feira, 28 de abril de 2026
CENTÉSIMO DÉCIMO OITAVO DIA
TEMPO - Nublado pela manhã. Chuva leve pela madrugada. Sol forte no começo da tarde e com belas nuvens.
LINGUAGEM - De água e d'água.
Falta de água ou d'água?
As duas formas são legítimas.
segunda-feira, 27 de abril de 2026
CENTÉSIMO DÉCIMO SÉTIMO DIA
domingo, 26 de abril de 2026
REGISTOS DE DOMINGO
sábado, 25 de abril de 2026
QUE PALAVRA!
CENTÉSIMO DÉCIMO QUINTO DIA
sexta-feira, 24 de abril de 2026
CENTÉSIMO DÉCIMO QUARTO DIA
quinta-feira, 23 de abril de 2026
CENTÉSIMO DÉCIMO TERCEIRO DIA
quarta-feira, 22 de abril de 2026
CENTÉSIMO DÉCIMO SEGUNDO DIA
terça-feira, 21 de abril de 2026
CENTÉSIMO DÉCIMO PRIMEIRO DIA
segunda-feira, 20 de abril de 2026
CENTÉSIMO DÉCIMO DIA
domingo, 19 de abril de 2026
REGISTOS DE DOMINGO
CENTÉSIMO NONO DIA
CHUVA DE ONTEM - 40 milímetros.
Hoje pela manhã - 5 milímetros.
CHUVA - Chove pela manhã uma agradável chuva.
LINGUAGEM - Sentar na mesa ou à mesa?
Depende. Geralmente as pessoas comem sentadas à mesa e não na mesa. Outros preferem sentar ou deitar na cama quando fazem as refeições. O azinho (a)que precede mesa dá uma ideia de distância.
ENEM - Pedidos de gratuidade no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 e justificativa de ausência na edição de 2025 devem ser realizados até o dia 24 de abril. (Informação do site www.gov.br)
EDUCAÇÃO - Ninguém escapa da educação. Em casa, na rua, na igreja ou na escola, de um modo ou de muitos todos nós envolvemos pedaços da vida com ela: para aprender, para ensinar, para aprender-e-ensinar. Para saber, para fazer, para ser ou para conviver, todos os dias misturamos a vida com a educação. Com uma ou com várias: educação? Educações? (O que é Educação, de Carlos Rodrigues Brandão)
Definir Educação é tarefa complexa. Parece ser simples, mas não é. Não há educação, mas educações.
A formal, escolar, é a que, a meu ver, a que instrui, ajuda o aluno-estudante a ser mais sapiente.
Já outros pensam que a escola, prioritariamente como local de cidadania e a educadora do saber em segundo plano.
Há a educação feita através dos pais ou dirigentes religiosos. O avô ou avó também educam. A tia, muitas vezes educam. O pai e mãe educam, muitas vezes, das duas maneiras: formal e maternal.
HISTÓRIA ANTIGA
Pedro Malasarte em "Pedro Malasarte soldado"
Como estava sem vintém, Pedro Malasarte resolveu ser soldado. É verdade que se tratava de uma profissão arriscada, mas, pelo menos, pensava ele, garantiria o pão nosso de cada dia. E assim pensando, tratou de se apresentar a um rico fidalgo, oferecendo-se para fazer parte de suas tropas. Naquele tempo, os nobres mantinham seus próprios exércitos, que se destinavam a proteger os seus castelos e a população dos arredores contra os invasores.
Mas como eu ia dizendo, Pedro Malasarte entrou para o serviço de um fidalgo. Deram-lhe uma trombeta e mandaram-no para o alto de uma torre, de onde devia ficar olhando o horizonte e tocar a trombeta quando visse o inimigo se aproximando.
Acontece que a torre era muito alta e todo dia, quando chegava a hora do almoço e do jantar, se esqueciam dele lá em cima. E o pobre coitado mal encontrava o que comer quando descia de lá, trocando as pernas de tanta fome.
Tantas fizeram com ele que, um dia, as tropas inimigas chegaram, puseram em fuga os camponeses e levaram todo o gado sem que Pedro Malasarte tocasse a trombeta.
Logo se lembraram dele. Foi levado à presença do fidalgo.
- Com que então você estava lá na torre e não viu o inimigo se aproximar? - perguntou-lhe o nobre.
- Não, senhor - respondeu Pedro Malasarte.
- Mas como não?
- Acontece que eu só via na minha frente grandes pratos de comida, tal era a minha fome. Além disso, mesmo que quisesse, não teria forças para tocar a trombeta, pois há vários dias que não almoço nem janto.
Depois disto Pedro Malasarte passou a ser lembrado e todos os dias, na hora do almoço ou do jantar, mandavam-lhe um prato fundo de comida.
"Agora está tudo bem", pensou ele.
Começou até a engordar.
Mas o tempo traz o esquecimento.
Como as tropas inimigas não apareciam há muitos meses, ninguém mais se preocupava com o vigia da torre e mais dia, menos dia, o pobre Pedro Malasarte acabou esquecido novamente.
Até que chegou o dia da festa.
O fidalgo, todos os anos, no dia do seu santo padroeiro, oferecia um grande banquete a todos os seus soldados. Matavam-se novilhos e cabritos, para assar no espeto, e serviam-se os melhores vinhos.
É claro que ninguém pensou em Pedro Malasarte.
Este, vendo lá de cima o que se passava, matutou um instante e, quando o banquete estava no melhor, tocou a trombeta com toda a força dos pulmões.
Imediatamente o fidalgo e seus soldados pularam de seus lugares, largando a comida e bebida, e foi um corre-corre geral para se armarem e procurarem seus postos de combate.
Aproveitando a confusão, Pedro Malasarte desceu correndo da sua torre e foi direto para a mesa do banquete, onde tratou de encher a barriga do bom e do melhor.
Lá pelas tantas, cansados de tanto esperar pelo ataque que não vinha, o fidalgo e seus capitães voltaram e deram com Pedro Malasarte refestelado em almofadas e roncando a bom roncar. Ainda tinha na mão um pedaço de cabrito assado.
- Que história é essa? - foi berrando o nobre, furioso com a peça que lhe haviam pregado.
- Hein? Hein? - respondeu Pedro Malasarte, que acordou meio desorientado.
- Sim - continuou o dono do castelo. - Que história é essa? Com que então você não toca a trombeta quando o inimigo nos ataca e toca a trombeta quando não há nem sinal dele?
- Era o único jeito de conseguir comer e beber - respondeu Pedro Malasarte.
- Está bem, está bem! - concordou o fidalgo, a contragosto. - Mas de hoje em diante você vai ficar aqui por baixo mesmo. E enfrentar o inimigo quando ele aparecer.
Trocaram a corneta de Pedro Malasarte por uma espada e todas as vezes que as tropas do fidalgo iam se defrontar com as tropas inimigas, lá tinha de sair em campo o nosso herói, de espada na mão, para lutar.
Acontece que Pedro Malasarte nunca dera para soldado. Era sempre o último a sair do castelo e o primeiro a entrar. E, enquanto todos voltavam suados e feridos da refrega, ele estava sempre limpinho e sem arranhão.
É que deixava os brigões combaterem e ia se deitar na relva para melhor pensar na casa de seus pais, tão distante, e nas muitas trapalhadas por que já passara.
Quando acabava a batalha, juntava-se de novo à tropa e era o primeiro a sentar-se à mesa para comer.
Sabendo disso, o fidalgo mandou-o tomar outros ares, pois não era pai de pançudo.
Era o que Pedro Malasarte queria, pois já estava cansado daquela vida de soldado.
Largando lanças e espadas, tornou a meter o pé na estrada.
(Do livro "As aventuras de Pedro Malasarte", de Sérgio Augusto Teixeira).
PROVÉRBIO DE LÚLIO - O povo dividido dá poder ao príncipe malvado.
POLÍTICA - Faltam pouco menos de seis meses para o primeiro turno das eleições e os agrupamentos políticos se organizam para o grande dia. Não perdem tempo. "Quem é coxo e quem não é precisam partir cedo", diremos diferente do dito popular.
BLOG - Temos um novo blog na cidade: o da Rádio Independência, do professor Edgar Lopes. Entre outras funções, irá divulgar os acontecimentos da cidade e região. Servirá também para divulgar a rádio.
sábado, 18 de abril de 2026
QUE PALAVRA!
CENTÉSIMO OITAVO DIA
sexta-feira, 17 de abril de 2026
CENTÉSIMO SÉTIMO DIA
quinta-feira, 16 de abril de 2026
CENTÉSIMO SEXTO DIA
TEMPO - Sol pela manhã. Tarde parcialmente nublada.
LINGUAGEM - De maior, de menor
Ou dizemos menor e maior ou menor de idade e maior de idade. Dependendo do contexto, basta dizermos menor ou maior, pois estamos nos referindo a pessoas menores ou maiores de idade.
CHUVA DE ONTEM PELA TARDE - 18 milímetros.
quarta-feira, 15 de abril de 2026
CENTÉSIMO QUINTO DIA
terça-feira, 14 de abril de 2026
CENTÉSIMO QUARTO DIA
TEMPO - Nublado no começo da manhã. Chove forte agora pela tarde.
LINGUAGEM - Com nós e conosco
Com nós é possível ser usado quando vierem depois dessa expressão as palavras próprios, todos, mesmos, alguns, quaisquer, etc.
CHUVA DE ONTEM - 49 milímetros.
ABRIL ABRIU - Em abril, as portas do céu foram abertas, como dizemos no velho ditado popular.
As chuvas de abril já alcançaram aproximadamente duzentos milímetros.
segunda-feira, 13 de abril de 2026
CENTÉSIMO TERCEIRO DIA
PROVÉRBIO
Assenta-te em teu lugar e não te mandarão levantar.
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A expressão acima serve para ilustrar momentos em que as coisas vão arrochar, complicar-se, chegou a hora da onça beber água e outras expre...
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Parte II Matemática e arte dão ordem ao caos e é nessa ordem que estão a harmonia e a beleza. Ambas lidam com o objetivo e o subjetivo, e re...
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Anos com terminação 3, já viu: não é bom de inverno. A afirmação acima é uma crença muito forte entre nós. A experiência até agora com certo...