ENTRETENDO E SINFORMANDO
Divulga a cultura e a linguagem da cidade, além de produção textual como contos, crônicas, poesias. Comento os fatos, conto histórias. Vez por outra posto notícias.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
QUINQUAGÉSIMO QUARTO DIA
domingo, 22 de fevereiro de 2026
REGISTOS DE DOMINGO
QUINQUAGÉSIMO TERCEIRO DIA
TEMPO - Nuvens esparsas. Amenidades no clima.
FRASE - "Serás menos dependente do amanhã se te lançares ao presente". (Sêneca, em conselhos a Lucílio)
HUMOR - Dois amigos:
- Mas você não se cansa de ficar sempre deitado, sem fazer nada?
- Não. Quando estou cansado, durmo um belo sono e descanso. (Seleção de Irmão José Rovani, FSC/ Toledo/PR - Da Folhinha do Sagrado Coração de Jesus - Fevereiro/2026)
HISTÓRIA ANTIGA
Pedro Malasarte, em "De quem é a terra que a gente pisa"?
Acontece que naquele tempo era proibido caçar nas terras do Barão Mâo-de-Ferro, onde viviam centenas dos mais gordos coelhos do reino, saltando de um lado para o outro à vontade. O barão era um fidalgo muito mal-humorado e tratava a todos com desprezo e arrogância.
Pois não é que Pedro Malasarte resolveu caçar justamente nas terras do barão?
Um belo dia, bem cedo, de espingarda ao ombro, lá se foi ele, disposto a trazer pelo menos uma dúzia dos melhores coelhos do barão. Afinal, na panela de Serafina, a mãe de Pedro Malasarte, havia muitos dias que não entrava nem um osso para fazer uma sopinha.
Nosso herói ia assobiando pelo caminho, certo de que seria fácil tapear o barão. Mas não contava com os guardas que o fidalgo espalhara pela floresta e que, tão logo o viram, foram logo contar ao barão que havia nada mais, nada menos do que um caçador nas suas terras.
Mas estavam lidando com um grande espertalhão. Logo que apanhou os dois primeiros coelhos, Pedro Malasarte saiu das terras do barão e chamou um lavrador que ia passando na estrada com sua velha carroça cheia de terra, propondo-lhe trocar os coelhos pela carroça e pela terra - e ainda dava a espingarda de lambujem. Não estava mesmo precisando dela, tantos coelhos havia pulando ao seu redor. Bastava apanhá-los pelas orelhas e metê-los no saco que trazia. O lavrador aceitou a troca e foi-se embora, muito feliz da vida com sua nova espingarda e seus dois coelhos.
Pedro Malasarte, mais que depressa, colocou um bonito molho de cenouras, tiradas de uma horta próxima, no alto da carroça e tornou a entrar com ela nas terras do impiedoso fidalgo.
Os coelhos têm um faro especial para cenouras. Logo que viram aquelas que estavam na carroça, tão lindas, começaram a pular para cima desta, às dúzias. Pedro Malasarte, encarapitado em cima da terra que estava na carroça, ia cantando:
- Um... dois... três... cinco... nove...
Quando chegou a quarenta e oito, ouviu-se um tropel de cavalos e o Barão Mão-de-Ferro apareceu, espumando de raiva:
- Com que então, miserável camponês, não sabes que é terminantemente proibido pôr os pés nas minhas terras? Serás enforcado por isso!
- Perdão, senhor, mas está havendo um engano - disse Malasarte sem se alterar.
- Como? Ousas me contradizer? Então não estou te vendo pisar nas minhas terras, cercado dos meus coelhos?
- Não - replicou Malasarte - O senhor está me vendo pisando nas minhas terras, cercado dos meus coelhos!
- Este camponês é um louco! - berrou o barão. - Peguem-no e enforquem-no!
Os soldados iam obedecer quando se ouviu uma trombeta.
- É o rei! É o Rei Gustavo que está chegando! - gritaram todos.
Era mesmo o rei, aquele mesmo rei que ficara muito amigo de Pedro Malasarte quando este era um meninote de sete anos. O rei já estava velhinho, mas continuava bondoso e bem-humorado. Aproximando-se com sua comitiva, perguntou o que estava acontecendo.
- Senhor - respondeu o barão, respeitosamente. - Surpreendi este camponês pisando nas minhas terras e cercado dos meus coelhos, quando todos sabem que isso é terminantemente proibido, sob pena de enforcamento!
- É verdade, Pedro Malasarte? - indagou o rei.
- Bem, Majestade - respondeu nosso herói. - No meu entender, estou pisando nas minhas terras e cercado dos meus coelhos.
- Como assim? - quis saber o rei, curioso de como aquilo iria acabar.
Gostaria de salvar seu amigo Malasarte das mãos do perverso barão, mas não sabia como.
- Acontece, Majestade, que troquei esta carroça cheia de terra pela minha espingarda ainda esta manhã. Quer dizer que estou pisando na minha terra.
Todos caíram na gargalhada, inclusive o bom Rei Gustavo, que deu razão a Pedro Malasarte:
Meu amigo barão, como podes querer enforcar um pobre camponês por estar pisando na sua própria terra? - perguntou ao furioso fidalgo, que foi o único a não achar aquilo nada engraçado.
Está bem, eu concordo - retrucou o Barão Mão-de-Ferro, mordendo os lábios. - Mas também é proibido caçar por aqui e a carroça do camponês está cheia de coelhos!
- Quando um coelho teu foge pela cerca e vai parar no terreno do vizinho, pertence a ele, não é verdade? - indagou o rei, sempre bem humorado.
Infelizmente, Majestade, quando meus coelhos fogem para terra alheia, são caçados sem que eu possa dar um pio! - concordou o barão.
- Pois então, do que estás te queixando? - concluiu o rei. - Teus coelhos pularam para dentro da carroça de Malasarte... Ou a terra que está na carroça também é tua?
Compreendendo que havia sido derrotado, o barão esporeou seu cavalo e partiu com os soldados de volta a seu castelo, soltando fumaça pelas orelhas, tamanha era sua raiva.
Pedro Malasarte, tranquilamente, pegou as rédeas do burrico que puxava a carroça e, depois de colocar seus quarenta e oito coelhos no saco, saiu das terras do barão.
O Rei Gustavo sorria para ele, como quem diz: "Desta vez te safaste de boa, meu bom amigo Malasarte..." (Do livro "As aventuras de Pedro Malasarte", de Sérgio Augusto Teixeira).
"INTERNET" DE ANTIGAMENTE
Abélia - Botânica - Gênero de arbustos da família das caprifoliáceas, com 18 espécies oriundas da China e 2 do México. Atingem 1 - 2 metros de altura e apresentam folhas opostas, sem estípulas. Muito apreciadas pela beleza e pelo perfume de suas grandes flores brancas, róseas ou avermelhadas, agrupadas em cimeiras, são cultivadas, inclusive no Brasil. Entre elas sobressai a espécie Abelia chinensis, pela folhagem escura e luzente. (Enciclopédia Brasileira Globo, volume 1)
sábado, 21 de fevereiro de 2026
QUINQUAGÉSIMO SEGUNDO DIA
TEMPO - Nuvens esparsas. Sol forte pela manhã.
LINGUAGEM - Os sons da fala
Os sons de nossa fala resultam quase todos da ação de certos órgãos sobre a corrente de ar vinda dos pulmões.
Para a sua produção, três condições se fazem necessárias:
a) a corrente de ar;
b) um obstáculo encontrado por essa corrente de ar;
c) uma caixa de ressonância.
Estas condições são criadas pelos órgãos da fala, denominadas, em seu conjunto, aparelho fonador.
De que é constituído o aparelho fonador?
Em outra postagem, compartilharei com os leitores essa informação. (Contribuição de Celso Cunha)
SAÚDE - Ela voltou a nos perturbar. Em cada canto da cidade ela está presente. Falo da gripe de todos os anos. Até parece que o mesmo vírus fica à espreita esperando chegar o tempo de atacar.
Canetas - As ditas canetas emagrecedoras estão fazendo mais mal do que bem.
Há outras formas de se perder peso, como as dietas e exercícios físicos.
Entretanto, muitos preferem as canetas.
QUE PALAVRA!
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
QUINQUAGÉSIMO PRIMEIRO DIA
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
QUINQUAGÉSIMO DIA
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
QUADRAGÉSIMO NONO DIA
TEMPO - Nublado pela manhã. O calor grassa.
CHUVAS - Sumiram.
LINGUAGEM - Onde está o amor? (The Fevers)
Uma bela prosopopeia
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
QUADRAGÉSIMO OITAVO DIA
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
QUADRAGÉSIMO SÉTIMO DIA
domingo, 15 de fevereiro de 2026
REGISTOS DE DOMINGO
QUADRAGÉSIMO SEXTO DIA
TEMPO - Nublado pela manhã. Perspectivas para chuva hoje.
CHUVA - Ontem choveu 4 mm.
Até agora, as chuvas batem com as previsões dos estudiosos e profetas das chuvas: poucas por aqui.
ROUPA - As árvores vestem-se verde nesse período. Basta uma chuva para que a paisagem mude de modo extraordinário.
GRAMÁTICA - Fonemas
Comparemos as palavras abaixo:
Nossa, roça, longe, laje, nós, voz, cedo, seu, exprimia, escutava, chegou, frouxo.
Cada conjunto de palavras acima têm sons iguais e letras diferentes: "nossa" e "roça" têm o "ss" com som igual ao da "roça", "ç". É o que chamamos de fonemas. Os nossos ouvidos captam os sons das letras ao passo que ouvimos e ouvimos as palavras.
FRASE - "Certos momentos nos são tomados, outros nos são furtados e outros ainda se perdem no vento". (Sêneca)
TROVÕES - Tarde marcada por chuva e trovões. Um grande trovão abalou a cidade. Falta de energia por um instante.
HUMOR
Alberto liga para um amigo:
- Aderbal, vem correndo me ajudar! Estou preso aqui na delegacia.
- Eu não fiz nada!
- Ah! Então eu não vou, não!
- Não vem, por quê?
- Ué! Se estão prendendo quem não faz nada, irão me prender também. (Da Folhinha do Sagrado Coração de Jesus - Janeiro/2026)
HISTÓRIA ANTIGA
Pedro Malasarte em "No fundo do lago":
Na cidade onde morava Pedro Malasarte havia um bonito lago, no meio de um grande parque onde as pessoas iam passear no domingo.
Quando já estava com seus quinze anos, Pedro Malasarte, um dia, amarrou uma corda entre duas árvores que ficavam nas margens do lago e anunciou que iria dançar em cima da corda. Era justamente no domingo, e o parque estava cheio.
Logo se juntou uma verdadeira multidão em torno do lago e Pedro Malasarte, que, como vimos, desde bem pequeno já levava jeito para malabarista e saltimbanco, andou pela corda de um lado para o outro, plantou bananeira, pulou e dançou como ninguém. E ao descer, passando um chapéu entre os presentes, este logo se encheu de moedas. Todo mundo aplaudiu a proeza de Malasarte, que aliás era muito querido.
Chegando em casa, despejou as moedas no colo da mãe, pois as coisas não iam muito bem para o padeiro Nicolau, seu pai, e a família atravessava dificuldades. Ficou só com uma moedinha para ele.
No domingo seguinte, Pedro Malasarte resolveu repetir a façanha. Amarrou a corda entre as duas árvores, anunciou o seu número e preparou-se para executá-lo.
Acontece que um grupo de jovens ricos, invejosos da popularidade daquele filho de padeiro que entrava e saía da casa de todo mundo à vontade - e até do palácio do rei, que continuou seu amigo desde aquele dia em que o vira bancar o artista de circo - resolveram pregar-lhe uma peça.
Cortaram a corda até a metade, de forma que Pedro Malasarte chegou a caminhar até o meio do lago, fazendo piruetas que deixavam o povo arrepiado.
No terceiro salto mortal, porém, a corda meio cortada arrebentou e o malabarista veio lá de cima bater na água. Foi até o fundo e voltou para ouvir a gargalhada geral do público, que apontava para ele e ria - principalmente um grupinho de filhos de nobres que ele conhecia muito bem.
Naquele domingo não pôde recolher nem uma só moeda para ajudar em casa.
Pedro Malasarte passou a semana toda esperando que chegasse um novo domingo. E, mal este amanheceu, já estava no parque, amarrando sua corda entre as duas árvores da beira do lago. Ia fazer coisas incríveis - dizia.
Quando se viu cercado de espectadores, dirigiu-se ao grupo de jovens que maldosamente havia cortado a corda no domingo anterior e anunciou:
- Se cada um de vocês me emprestar um pé de cada sapato, eu dançarei com todos eles na corda bamba!
Os jovens se entreolharam, desconfiados.
- E se eu não conseguir, podem me dar uma boa surra.
É claro que Pedro Malasarte não conseguiria dançar na corda com tantos sapatos. E diante da perspectiva de lhe dar uma boa surra, os maldosos jovens não hesitaram: tirou cada um deles um pé de sapato e lhe entregaram.
Malasarte subiu na corda com dificuldade e começou a caminhar por ela. Chegando bem no meio, por cima do lago, pôs-se a dançar alegremente. E a cada pirueta, jogava um pé de sapato para o alto. Eles iam cair no lago e afundavam imediatamente.
- Você nos enganou! - protestavam os jovens. - Vai apanhar mais que burro teimoso!
- Não enganei ninguém - respondeu Pedro Malasarte. - Prometi dançar com os sapatos e dancei com eles. Mas estão muito fedorentos e não há nada melhor que água para lavar coisas sujas.
E toca a jogar sapatos lá de cima... Quando acabou, correu pela corda, pulou para um galho, desceu pelo outro e sumiu por entre a multidão, considerando-se bem pago pelo vexame do outro dia.
Não é preciso dizer que os filhos dos nobres, sob uma vaia geral, tiveram de tirar as belas roupas e mergulhar no lago à procura de seus sapatos. Afinal, seria uma vergonha para eles voltarem para casa com um pé descalço. (Do livro "As aventuras de Pedro Malasarte" - organizado por Sérgio Augusto Teixeira)
"INTERNET" DE ANTIGAMENTE
ABC - Países do ABC - Os três maiores Estados da América do Sul: Argentina, Brasil e Chile. Tendo exercido com êxito o papel de mediadores entre os Estados Unidos e o México em 1914, firmaram um tratado, em 1915, pelo qual os três países se dispunham a prover a resolução de conflitos, constituindo para tanto uma comissão permanente de arbitragem. Ainda em 1915 o Tratado do ABC funcionou na arbitragem duma disputa entre Colômbia e Peru, e em 1935 entre Bolívia e Paraguai. Nesta ocasião o tratado foi anulado pelos seus membros; e, quando em 1942 se tentou revivê-lo, o Brasil não aceitou, alegando que os tratados entre dois ou três países, como era o do ABC, deviam dar lugar a tratados internacionais. De fato, em 6 de março de 1945 veio a firmar-se a Ata de Chapultepee - declaração da Conferência Interamericana reunida no México; nela se regulava a solução de conflitos, se advogava a consulta mútua, e se apresentavam princípios para resolver as contendas por motivo de fronteiras e agressão armada. (Da Enciclopédia Brasileira Globo, volume 1)
sábado, 14 de fevereiro de 2026
QUADRAGÉSIMO QUINTO DIA
QUE PALAVRA!
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
QUADRAGÉSIMO QUARTO DIA
QUE PALAVRA!
O que significa "grifo"?
TEMPO - Nublado pela manhã.
HOJE - Dia mundial do rádio.
LINGUAGEM - Simples assim:
O substantivo é a palavra que dá nome aos seres em geral O que é um ser? Tudo o que tem nome é substantivo, seja animado ou inanimado: robô, Paraguai, definição.
SAÚDE - Afta ou sapinho
São inflamações da pele interna da boca, formando pequenas úlceras muito doloridas.
O que fazer?
Responde o estudioso das plantas Jaime Bruning:
- Cuide de ter boas digestões e boas eliminações pelo intestino.
- Faça bochechas com: amora-preta, amora-vermelha, tansagem, alfavaca, araticum.
- Passe suco de limão. Arde, mas elimina rápido.
- Tome uma colherada de óleo comestível junto após as refeições.
EDUCAÇÃO - Papel do professor é ensinar. Educação libertadora, com consciência crítica tem sido o entrave para que estudantes aprendam aquilo que precisam numa escola: conteúdos.
O papel difícil de educar é da família. A escola, mais que educar, precisa assumir o papel de ensinar, mais que educar.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
QUADRAGÉSIMO TERCEIRO DIA
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
QUADRAGÉSIMO SEGUNDO DIA
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
QUADRAGÉSIMO PRIMEIRO DIA
TEMPO - Sol forte pela manhã.
LINGUAGEM
Textos como o que segue, causa estranheza aos alunos de hoje por causa de seu linguajar diferente. O fato não impede e até instiga os professores a levarem textos assim para a sala de aula, pois proporciona a eles a chance de conhecer palavras novas para seu vocabulário.
"[...] Dito isto, expirei às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos! Verdade é que não houve cartas nem anúncios. Acresce que chovia — peneirava uma chuvinha miúda, triste e constante, tão constante e tão triste, que levou um daqueles fiéis da última hora a intercalar esta engenhosa ideia no discurso que proferiu à beira de minha cova: — “Vós, que o conhecestes, meus senhores, vós podeis dizer comigo que a natureza parece estar chorando a perda irreparável de um dos mais belos caracteres que têm honrado a humanidade. Este ar sombrio, estas gotas do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o azul como um crepe funéreo, tudo isso é a dor crua e má que lhe rói à Natureza as mais íntimas entranhas; tudo isso é um sublime louvor ao nosso ilustre finado. (Trecho de "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis)
BARRAGEM - A nossa barragem, "Senador Jessé Pinto Freire", ou "Umari", como é mais conhecida, está em situação privilegiada em relação às outras do Estado. Já estávamos confortáveis antes das chuvas, muito mais agora. Estamos na faixa de 50% de sua capacidade total.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
QUADRAGÉSIMO DIA
domingo, 8 de fevereiro de 2026
REGISTOS DE DOMINGO
TRIGÉSIMO NONO DIA
TEMPO - Frio. Nublado pela manhã e tarde. Pela tarde, neblina.
CHUVA DE ONTEM À NOITE: 9mm.
HISTÓRIAS ANTIGAS
Pedro Malasarte em "A moeda do rei"
Um dia chegou um à cidade. Sim, senhor, naquele tempo já havia circos. Não como os de hoje, é claro, com elefantes, tigres e leões. Os circos de antigamente consistiam em um pequeno grupo de artistas, chamados saltimbancos, que faziam toda sorte de proezas, viajando de cidade em cidade nas suas pobres carroças.
Porém, quando eles chegavam, era uma sensação. Imaginem que naquele tempo não havia cinema, rádio ou televisão. As pessoas se distraíam contando histórias junto da lareira, à noite. Por isso o circo era uma grande novidade.
Todo mundo ia ver o circo. Ricos e pobres, nobres e plebeus. Isso mesmo! Eu não lhes disse? O mundo naquele tempo era dividido em reinos grandes e pequenos, governados por grandes e pequenos reis. Havia príncipes e princesas, condes e barões.
Foram todos ver o circo, armado na praça principal da cidade. Todos, menos uma pessoa: o próprio rei, que tinha ido visitar um primo seu, rei também, em uma terra distante, e que não voltara ainda.
Como era natural, Nicolau e Serafina pegaram o filho pela mão e lá se foram ver o circo. Pedro Malasarte já tinha os seus sete aninhos e era levado como quê.
O circo, para ele, foi uma verdadeira escola de traquinagem. Apreciando as trapalhadas dos saltimbancos, que andavam na corda bamba, engoliam espadas, faziam mágicas e davam saltos mortais, o garoto prometia a si mesmo que tinha de aprender a fazer aquilo tudo.
De volta para casa, Pedro Malasarte não dormiu naquela noite. Pensando, pensando...
No dia seguinte, bem cedo, pulou da cama e correu para o fundo do quintal. Ali armou um verdadeiro picadeiro, com o que achou à mão. E toca a brincar de circo.
Começou com a corda bamba. Amarrou uma corda entre duas árvores, arranjou uma vara para se equilibrar e lá se foi... direitinho para o chão, num tombo que não tinha mais tamanho. Mas o garoto era teimoso e tanto fez que acabou conseguindo andar um bom pedaço na corda até que esta rebentou e ele tornou a se esborrachar no chão.
Mal sabia ele que alguém estava rindo a valer das suas travessuras.
Depois foi a vez das mágicas. Atrapalhou-se um pouco no princípio, mas daí a algum tempo sabia fazer duas ou três coisinhas. Só que as coisas sumiam de vez, quando ele as enfiava para dentro da roupa, ou os pombos saíam voando quando ele queria que entrassem no velho chapéu que lhe servia de cartola.
Desistindo das mágicas, Pedro Malasarte pensou em engolir espadas ou comer fogo. Mas espadas e fogo deviam ter um gosto horrível.
Quer saber de uma coisa? Era melhor dar algumas cambalhotas e saltos mortais.
E foi o que ele fez, sempre sem saber que alguém por trás da sua cerca, meio escondido entre os galhos de uma árvore apreciando aquilo tudo.
Pula daqui, cai ali, escorrega mais adiante, quase torce o pescoço, afinal Pedro Malasarte, suando em bicas, se deu por satisfeito, quando viu que sabia dar dois ou três saltos muito bem dados. E ao dar o último salto, já se imaginando no picadeiro de um circo de verdade, pensava no povo batendo palmas, entusiasmado.
Era só imaginação? Ou ouvia palmas, mesmo?
Por cima da cerca, um homem alto e de ar bondoso, olhando para ele, sorria e batia palmas.
Encabulado, Pedro Malasarte quis correr, mas o estranho lhe falou:
- Meu filho, você me proporcionou duas horas do mais puro divertimento. Nunca ri tanto em minha vida. Mas não fique encabulado. Para dizer a verdade, nunca vi ninguém tão teimoso em minha vida e com tanta vontade de aprender. Olhe, pode ser que eu me engane, mas o mundo ainda vai ouvir falar muito de você.
- Quem... quem é o senhor? - perguntou o garoto, já sem medo, pois simpatizara com seu primeiro admirador.
- Sou o rei Gustavo, meu filho. Cheguei hoje, disfarçado em camponês, para ver como vive o meu povo. Perdi o circo, que passou ontem pela cidade, mas foi o mesmo que vê-lo: você deu um espetáculo completo. E quer saber do que mais? Tome esta linda moeda de cobre pelo seu trabalho.
E atirou ao garoto uma moedinha.
- Agora os camponeses querem se fazer passar pelo rei - disse Pedro Malasarte, olhando para a pequena moeda.
- Como? - indagou o estranho que se dizia rei.
- É mesmo - reafirmou o garoto. - Um rei de verdade nunca daria a um artista só uma moeda de cobre.
O rei disfarçado em camponês coçou a cabeça.
- Tem razão, meu filho. Tome esta moeda de prata.
Pedro Malasarte apanhou a moeda que o rei lhe atirara e foi devolvê-la a ele.
- Perdão, senhor, mas não posso aceitar.
- Não pode aceitar?
- Meus pais não são nada bobos. Se eu lhes disser que apareceu um desconhecido por cima da cerca, dizendo que era o rei, e que me deu uma moeda de pra, vou levar é uma bruta surra de vara de marmelo. Não vão acreditar. Vão pensar é que roubei a moeda.
Vendo que estava lidando com um garoto mais esperto do que uma raposa, o Rei Gustavo meteu a mão em sua bolsa e tirou de dentro dela a mais reluzente moeda de ouro.
- Muito bem, meu menino, você venceu. Ao verem esta linda moeda de ouro, seus pais não poderão deixar de acreditar que o rei esteve aqui em pessoa e aplaudiu um pequeno artista. E mais: esta moeda tem o meu retrato, se é que você ainda duvida que eu sou eu.
Pedro Malasarte agarrou a moeda, olhou o retrato nela gravado e viu que estava falando com o rei em pessoa. Abriu a boca para agradecer, mas pondo um dedo sobre os lábios para lhe pedir silêncio, o soberano afastou-se dizendo:
- Fique com a moeda de cobre pelo seu esforço, com a de prata pela sua honestidade e com a de ouro pela sua esperteza. E, quando quiser me ver no palácio, basta dizer o seu nome ao guarda da entrada. Por falar nisso, como é o seu nome?
- Pedro Malasarte, Majestade.
Pedro Malasarte?...Acho que seremos bons amigos, meu filho - disse o rei, já de longe, acenando.
O garoto ficou olhando por cima da cerca, boquiaberto, até aquele personagem, usando as roupas modestas de um lavrador, desaparecer ao longe, em direção ao palácio real. (Do livro "As aventuras de Pedro Malasarte" - organizado por Sérgio Augusto Teixeira)
INTERNET DE ANTIGAMENTE
Abacaxis - Rio do Estado do Amazonas, nasce perto do limite dos Estados do Pará e Mato Grosso e deságua no Paraná-Mirim; comprimento: 300km. (Da Grande Enciclopédia Larousse Cultural)
sábado, 7 de fevereiro de 2026
TRIGÉSIMO OITAVO DIA
QUE PALAVRA!
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
TRIGÉSIMO SÉTIMO DIA
TEMPO - Frio. Manhã chuvosa. Chove desde cedo. Copiosamente.
MILÍMETROS - A chuva da madrugada até as 7:30 da manhã foi de 95mm, uma das maiores que registrei.
BARRAGEM - A Barragem "Jessé Pinto Freire", de Umari, está com um volume de 50,86%.
LINGUAGEM - O que é metalinguagem?
Um bom exemplo de metalinguagem está na canção "Samba de uma nota só" de Tom Jobim:
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
TRIGÉSIMO SEXTO DIA
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
TRIGÉSIMO QUINTO DIA
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
TRIGÉSIMO QUARTO DIA
TEMPO - Dia quente como os outros.
EXPERIÊNCIA DE CHUVA - Nada como a das formigas: quando elas mudarem de lugar, principalmente às margens de açudes, chuva na certa.
LINGUAGEM - Conglomerado verbal: "Apanhar com a boca na botija": Pegar em flagrante.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
TRIGÉSIMO TERCEIRO DIA
QUINQUAGÉSIMO QUARTO DIA
TEMPO - Céu sem nuvens. Nuvens pela tarde. Nenhuma previsão para chuva. ESCOLA - É hoje Início das aulas na rede estadual de ensino. Em Upan...
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A expressão acima serve para ilustrar momentos em que as coisas vão arrochar, complicar-se, chegou a hora da onça beber água e outras expre...
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Ainda na cidade Jaime Americano. Faz visitas às pessoas que o conheciam quando este morava aqui na virada da década de 60. Já visitou também...
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Seguimos sem chuva no mês. Mês chovedor, maio ainda não brindou por aqui com uma chuva. Aguardemos, pois, com muita calma. O que vem de cima...