segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

QUADRAGÉSIMO DIA

TEMPO - Nublado pela manhã. Sol um pouco escondido. Agradável.

NEBLINA DE ONTEM PELA TARDE: 3 mm.

ESCOLA - Início das matrículas para novatos na rede estadual. Início das aulas na rede municipal.

LINGUAGEM - Palavra certa: Polda ou poda?

É comum, não correto, as pessoas dizerem que fazem polda em plantas.

A consulta a qualquer dicionário tirará a dúvida. Poda é "ato ou efeito de podar as plantas; podadura. Época de podar as plantas".

Podar: cortar galhos de plantas. (Dicionário Escolar da Academia Brasileira de Letras).

Há, segundo Silveira Bueno, a palavra poldra: uma égua nova.

Além do sentido usual do podador, o que poda as plantas, há outro podador: Espécie de besouro da família dos curculionídeos, com 3,6 mm de comprimento e de cor preta com reflexos dourados. É praga de algodoeiro, podando as pontas dos galhos para aí desovar. (Enciclopédia Brasileira Globo, volume 9).

PROVÉRBIO

O bom alimento dá entendimento.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

REGISTOS DE DOMINGO

TRIGÉSIMO NONO DIA

TEMPO - Frio. Nublado pela manhã e tarde. Pela tarde, neblina.

CHUVA DE ONTEM À NOITE: 9mm.

HISTÓRIAS ANTIGAS

Pedro Malasarte em "A moeda do rei"

Um dia chegou um à cidade. Sim, senhor, naquele tempo já havia circos. Não como os de hoje, é claro, com elefantes, tigres e leões. Os circos de antigamente consistiam em um pequeno grupo de artistas, chamados saltimbancos, que faziam toda sorte de proezas, viajando de cidade em cidade nas suas pobres carroças.

Porém, quando eles chegavam, era uma sensação. Imaginem que naquele tempo não havia cinema, rádio ou televisão. As pessoas se distraíam contando histórias junto da lareira, à noite. Por isso o circo era uma grande novidade.

Todo mundo ia ver o circo. Ricos e pobres, nobres e plebeus. Isso mesmo! Eu não lhes disse? O mundo naquele tempo era dividido em reinos grandes e pequenos, governados por grandes e pequenos reis. Havia príncipes e princesas, condes e barões.

Foram todos ver o circo, armado na praça principal da cidade. Todos, menos uma pessoa: o próprio rei, que tinha ido visitar um primo seu, rei também, em uma terra distante, e que não voltara ainda.

Como era natural, Nicolau e Serafina pegaram o filho pela mão e lá se foram ver o circo. Pedro Malasarte já tinha os seus sete aninhos e era levado como quê.

O circo, para ele, foi uma verdadeira escola de traquinagem. Apreciando as trapalhadas dos saltimbancos, que andavam na corda bamba, engoliam espadas, faziam mágicas e davam saltos mortais, o garoto prometia a si mesmo que tinha de aprender a fazer aquilo tudo.

De volta para casa, Pedro Malasarte não dormiu naquela noite. Pensando, pensando...

No dia seguinte, bem cedo, pulou da cama e correu para o fundo do quintal. Ali armou um verdadeiro picadeiro,  com o que achou à mão. E toca a brincar de circo.

Começou com a corda bamba. Amarrou uma corda entre duas árvores, arranjou uma vara para se equilibrar e lá se foi... direitinho para o chão, num tombo que não tinha mais tamanho. Mas o garoto era teimoso e tanto fez que acabou conseguindo andar um bom pedaço na corda até que esta rebentou e ele tornou a se esborrachar no chão.

Mal sabia ele que alguém estava rindo a valer das suas travessuras.

Depois foi a vez das mágicas. Atrapalhou-se um pouco no princípio, mas daí a algum tempo sabia fazer duas ou três coisinhas. Só que as coisas sumiam de vez, quando ele as enfiava para dentro da roupa, ou os pombos saíam voando quando ele queria que entrassem no velho chapéu que lhe servia de cartola. 

Desistindo das mágicas, Pedro Malasarte pensou em engolir espadas ou comer fogo. Mas espadas e fogo deviam ter um gosto horrível. 

Quer saber de uma coisa? Era melhor dar algumas cambalhotas e saltos mortais. 

E foi o que ele fez, sempre sem saber que alguém por trás da sua cerca, meio escondido entre os galhos de uma árvore apreciando aquilo tudo.

Pula daqui, cai ali, escorrega mais adiante, quase torce o pescoço, afinal Pedro Malasarte, suando em bicas, se deu por satisfeito, quando viu que sabia dar dois ou três saltos muito bem dados. E ao dar o último salto, já se imaginando no picadeiro de um circo de verdade, pensava no povo batendo palmas, entusiasmado.

Era só imaginação? Ou ouvia palmas, mesmo?

Por cima da cerca, um homem alto e de ar bondoso, olhando para ele, sorria e batia palmas.

Encabulado, Pedro Malasarte quis correr, mas o estranho lhe falou:

- Meu filho, você me proporcionou duas horas do mais puro divertimento. Nunca ri tanto em minha vida. Mas não fique encabulado. Para dizer a verdade, nunca vi ninguém tão teimoso em minha vida e com tanta vontade de aprender. Olhe, pode ser que eu me engane, mas o mundo ainda vai ouvir falar muito de você.

- Quem... quem é o senhor? - perguntou o garoto, já sem medo, pois simpatizara com seu primeiro admirador.

- Sou o rei Gustavo, meu filho. Cheguei hoje, disfarçado em camponês, para ver como vive o meu povo. Perdi o circo, que passou ontem pela cidade, mas foi o mesmo que vê-lo: você deu um espetáculo completo. E quer saber do que mais? Tome esta linda moeda de cobre pelo seu trabalho.

E atirou ao garoto uma moedinha.

- Agora os camponeses querem se fazer passar pelo rei - disse Pedro Malasarte, olhando para a pequena moeda.

- Como? - indagou o estranho que se dizia rei.

- É mesmo - reafirmou o garoto. - Um rei de verdade nunca daria a um artista só uma moeda de cobre.

O rei disfarçado em camponês coçou a cabeça. 

- Tem razão, meu filho. Tome esta moeda de prata.

Pedro Malasarte apanhou a moeda que o rei lhe atirara e foi devolvê-la a ele.

- Perdão, senhor, mas não posso aceitar.

- Não pode aceitar?

- Meus pais não são nada bobos. Se eu lhes disser que apareceu um desconhecido por cima da cerca, dizendo que era o rei, e que me deu uma moeda de pra, vou levar é uma bruta surra de vara de marmelo. Não vão acreditar. Vão pensar é que roubei a moeda.

Vendo que estava lidando com um garoto mais esperto do que uma raposa, o Rei Gustavo meteu a mão em sua bolsa e tirou de dentro dela a mais reluzente moeda de ouro.

- Muito bem, meu menino, você venceu. Ao verem esta linda moeda de ouro, seus pais não poderão deixar de acreditar que o rei esteve aqui em pessoa e aplaudiu um pequeno artista. E mais: esta moeda tem o meu retrato, se é que você ainda duvida que eu sou eu.

Pedro Malasarte agarrou a moeda, olhou o retrato nela gravado e viu que estava falando com o rei em pessoa. Abriu a boca para agradecer, mas pondo um dedo sobre os lábios para lhe pedir silêncio, o soberano afastou-se dizendo:

- Fique com a moeda de cobre pelo seu esforço, com a de prata pela sua honestidade e com a de ouro pela sua esperteza. E, quando quiser me ver no palácio, basta dizer o seu nome ao guarda da entrada. Por falar nisso, como é o seu nome?

- Pedro Malasarte, Majestade.

Pedro Malasarte?...Acho que seremos bons amigos, meu filho - disse o rei, já de longe, acenando.

O garoto ficou olhando por cima da cerca, boquiaberto, até aquele personagem, usando as roupas modestas de um lavrador, desaparecer ao longe, em direção ao palácio real. (Do livro "As  aventuras de Pedro Malasarte" - organizado por Sérgio Augusto Teixeira)

INTERNET DE ANTIGAMENTE 

Abacaxis - Rio do Estado do Amazonas, nasce perto do limite dos Estados do Pará e Mato Grosso e deságua no Paraná-Mirim; comprimento: 300km. (Da Grande Enciclopédia Larousse Cultural)


sábado, 7 de fevereiro de 2026

TRIGÉSIMO OITAVO DIA

TEMPO - Frio. Nuvens tomam todo o céu. Tarde e manhã agradáveis.

CHUVA - Madrugada com chuva leve: 5mm.

FILOSOFIA - A repetição é uma arma importante tanto para a aprendizagem quanto para a plantação de uma mentira.

UPANEMÊS - Quibebe: Uma comida triturada ou qualquer coisa dissolvida feito mingau.

QUE PALAVRA!

Gárrulo

Tagarela. (Aurélio)

Tagarela, palrador. (Silveira Bueno)

Que ou aquele que fala demais e geralmente sobre coisas triviais, sem nenhuma importância; tagarela chato e enfadonho; falante: os demagogos costumam ser gárrulos. O nordestino tem a tendência de ser gárrulo. Vago e prolixo: discurso gárrulo. 

("Tudo sobre Português prático", de Luiz Antônio Sacconi)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

TRIGÉSIMO SÉTIMO DIA

TEMPO - Frio. Manhã chuvosa. Chove desde cedo. Copiosamente.

MILÍMETROS - A chuva da madrugada até as 7:30 da manhã foi de 95mm, uma das maiores que registrei.

BARRAGEM - A Barragem "Jessé Pinto Freire", de Umari, está com um volume de 50,86%.

LINGUAGEM - O que é metalinguagem?

Um bom exemplo de metalinguagem está na canção "Samba de uma nota só" de Tom Jobim:

Eis aqui esse sambinha
Feito de uma nota só
Outras notas vão entrar
Mas a base é uma só.

Essa outra é consequência
Do que acabo de dizer
Como eu sou a consequência inevitável de você.

Quanta gente existe por aí
Que fala tanto e não diz nada
Ou quase nada.

Já me utilizei de toda escala
E no final não sobrou nada
Não deu em nada.

E voltei pra minha nota
Como eu volto pra você
Vou contar com a minha nota
Como eu gosto de você.

E quem quer todas as notas
Ré-mi-fá-só-lá-si-dó
Fica sempre sem nenhuma
Fique em uma nota só.

Ocorre uma metalinguagem quando o código é utilizado para explicar ou referir-se ao próprio código. Em "Samba de uma nota só", o poeta, em uma canção, fala da própria canção.




PROVÉRBIO

 Dor de barriga não dá uma vez só.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

TRIGÉSIMO SEXTO DIA

TEMPO - Pela manhã, nublado. Trovões. Leve neblina.

Ontem pela tarde, trovões e cheiro bom de chuva.

ÁGUA NAS TORNEIRAS - Tudo normal.

CHUVA - Leve ontem pela tarde.

Acúmulo de ontem e hoje pela manhã: 19 milímetros.

LINGUAGEM - Pronúncia certa

Amistoso - amistosos: A letra ó deve ser pronunciada com som aberto como se tivesse um acento agudo.

PROVÉRBIO

 Em ferida aberta não se põe sal.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

TRIGÉSIMO QUINTO DIA

TEMPO - Nuvens esparsas, com perspectivas de chuva. Trovões pela tarde. Cheiro de chuva. Chuva leve.

EXPERIÊNCIA DE CHUVA - Há mistérios com o bem-te-vi.

LINGUAGEM - "Ele tinha pego o ladrão". 

Errado! Proclama o grande Luiz A. P. Vitória. 

O único particípio do verbo pegar é pegado. Logo, diga-se: 

Ele tinha pegado o ladrão.

Ele tinha pegado o ladrão.

Ele tinha pegado o ladrão.

Três vezes é pouco diante das milhares de vezes que já foi repetido o pego por esse país afora.

PROVÉRBIO

Grandes males, grandes remédios.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

TRIGÉSIMO QUARTO DIA

TEMPO - Dia quente como os outros.

EXPERIÊNCIA DE CHUVA - Nada como a das formigas: quando elas mudarem de lugar, principalmente às margens de açudes, chuva na certa.

LINGUAGEM - Conglomerado verbal: "Apanhar  com a boca na botija": Pegar em flagrante.



PROVÉRBIO

Ninguém morre na véspera, só peru antes da festa.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

TRIGÉSIMO TERCEIRO DIA

TEMPO - Céu azul. Folhas imóveis.

EXPERIÊNCIA DE CHUVA - Não chover nos dois primeiros dias do mês: chuva ao longo do mês.

LINGUAGEM - Ela mesmo: erro flagrante, nos ensina Luiz A. P. Vitória. Sendo mesmo e próprio demonstrativos de identidade, concordam com o termo a que se referem. Exs: Ela mesma se castigou; eles mesmos...; nós próprios...

ESCOLA - As matrículas para os alunos novatos das escolas estaduais - aqui em Upanema - Calazans Freire e Alfredo - terão início no dia 09/02.

PROVÉRBIO

Não presta velho mudar de casa. Morre.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

REGISTOS DE DOMINGO

TRIGÉSIMO SEGUNDO DIA

HUMOR

- Joãozinho, por que seu pai não veio à reunião?

- Porque ele está com a canela quebrada, professora!

- Não é canela que s e fala, Joãozinho, é perna! E sua mãe, por que não veio?

- É que ela fez arroz-doce e foi comprar perna em pó pra colocar nele. (Da Folhinha do Sagrado Coração de Jesus - Janeiro/2026)

FITOTERAPIA 

O livro "Medicina rústica", de Alceu Maynard Araújo traz o que as pessoas de Piaçabuçu, Alagoas, usam para curar algumas doenças.

Abacateiro: Nome científico: Persea gratissima, Gaertn. A folha do abacateiro para soltar a urina e curar as doenças dos ris e bexiga. Faz-se chá, toma-se frio todas as vezes que tiver sede, substituindo a água pura. 

LINGUAGEM - O que se diz, o que se entende 

Quer deixar uma pessoa assustada, diga que o mercado público da cidade está no chão ou que deseja que caia uma chuva que a água passe na torre da igreja!

Quem não sabe da pegadinha, logo vai imaginar que o mercado público caiu e que a pessoa deseja que a água acumule um volume que chegue até o topo da torre da igreja.

AGRICULTURA

Calendário agrícola: Plantam-se abobrinha, acelga, amendoim, batatinha, banana, cebola, cenoura, espinafre, feijão. (Da Folhinha/2026)

Obviamente, os legumes acima, poucos há que se plantam por aqui. Destaco a banana e o feijão. O feijão é plantado quando aparecem as primeiras chuvas. Há quem plante no seco, num ato de grande fé.



sábado, 31 de janeiro de 2026

TRIGÉSIMO PRIMEIRO DIA

TEMPO - Quente, como quase sempre. Pela tarde, riscos de nuvens enfeitam o céu.

PROVÉRBIO DE LÚLIO - Quanto mais frequentemente lembrares e entenderes Deus, mais frequentemente o amarás e o temerás.

DESAFIO

Em uma destas frases, o artigo definido está empregado erradamente. Em qual?

A velha Roma está sendo modernizada;

A "Paraíba" é uma velha fragata;

Não reconheço agora a Lisboa de meu tempo;

O gato escaldado tem medo de água fria;

O Havre é um porto de muito movimento.

QUE PALAVRA!

Patuá 

Cesta de palha; bolsa de couro dos sertanejos, também chamada patrona; balaio; bentinho; amuleto. (Silveira Bueno)

Espécie de amuleto que se dependura ao pescoço para se livrar de malefícios; bentinho. Cesto grande de bambu ou de palha; balaio. (Dicionário escolar da Academia Brasileira de Letras)

Com o significado de bentinho ou amuleto, o estudioso Maynard Araújo define o verbete da seguinte maneira:

Pequeno invólucro que contém uma oração escrita num pedaço de papel, mas que não precisa ser lida para surtir efeito, basta estar em contato com o corpo da pessoa para protegê-la, é a sua função animista. Enrola-se muito bem o papel da oração (impressa, geralmente poucas vezes copiada, manuscrita); em seguida coloca-se dentro de um saquinho de pano e dependura-se no pescoço. O patuá também é conhecido por bentinho, quando traz lascas de santo cruzeiro, farrapos da batina de "Meu Padrim Cirço". Algumas pessoas mais antigas fazem a seguinte distinção: bentinho é o que traz oração escrita, é dependurado no pescoço e relique o que traz pedacinho de dente de jacaré, presa de aranha. Afirma Porfírio Santana que a gente de hoje não faz distinção entre patuá, bentinho e relique, para ela tudo é patuá. Difere, porém, e com o qual não se confunde pelo fato de ser maior a mochilinha, trazendo, no entanto, no interior também uma oração. Ela não virá numa correntinha ao pescoço como acontece com o relique e patuá e sim presa a alguns fios, barbante ou faixa ficando, para surtir efeito, encostada ao corpo, geralmente sobre a região lombar do portador. A mochilinha às vezes é feita de couro o que jamais acontece com o patuá ou relique que são de pano. é muito comum comprarem no raizeiro, que também é vendedor de literatura de cordel, as orações impressas que serão usadas tanto no patuá como na mochilinha. (...) São dobradas em três, costuradas num pequeno envoltório de pano e presas a seguir ao pescoço (patuá) ou na cintura (mochilinha), por barbante. Com o uso elas se tornam sujas, e assim depois de certo tempo são lançadas à água corrente, pelas costas, sem olhar o fim que teve. A duração destas mochilinhas varia muito, de pessoas para pessoa.("Medicina rústica", de Alceu Maynard Araújo).

Em upanemês, patuá é algo que dá azar.

Há até entre nós um cidadão que além de ser conhecido pelo seu nome, tem por alcunha Patuá. O apelido foi adquirido quando está aperuava um jogo de baralho. Um dos jogadores disse: você é um patuá. Sai daí, patuá!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

TRIGÉSIMO DIA

TEMPO - Pequeno registro de chuva ontem no começo da noite. Registro tão pequeno que não deu pra registrar nada no copinho do aparelhinho chamado pluviômetro. 

CHUVA - Um ouvinte - um senhor - numa rádio AM de Mossoró dava seu palpite hoje pela manhã, quando indagado pelo apresentador sobre as chuvas desse ano:

"O senhor acha que neste ano teremos um bom inverno"?

"Nunca vi um ano com terminação 6, 7 e 8 para não ser desmantelado", sentenciou o ouvinte.

LINGUAGEM - Conglomerado verbal: Andar sobre brasas é "ter graves preocupações".

A expressão acima é assaz desconhecida de grande parte dos falantes e escreventes da nossa língua. Fato é que o falar formalmente é coisa difícil de ser manejada. Mais uma razão para estudarmos todos os dias se quisermos entender um pouco sequer da linguagem.

PROVÉRBIO

Não comas cru, nem caminhes com pé nu.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

VIGÉSIMO NONO DIA

TEMPO - Nublado.

ESCOLA - Escola, lugar do saber.

LINGUAGEM - Como pronunciar certas palavras.

Acerbo - Deve ser pronunciada como se tivesse um acento agudo na letra e: acérbo.

Acerbo é de sabor amargo, azedo: fruta acerba. Duro, severo: tomar atitudes acerbas contra a impunidade; ser um crítico acerbo do governo. (Dicas de Luiz Antonio Sacconi)



PROVÉRBIO

Quem no copo se detém, amigos não tem.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

VIGÉSIMO OITAVO DIA

TEMPO - Nuvens esparsas, brancas. Venta. Sol forte pela manhã. Pela tarde, uma breve neblina.

LINGUAGEM - "Ele disse para mim". Construção detestável. Diga-se:

"Ele me disse".

(Dica de Luiz A. P. Vitória)

PROVÉRBIO

Velho que se cura, cem anos dura.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

VIGÉSIMO SÉTIMO DIA

ECONOMIA - Nem todo mundo necessita ser economista, mas todo mundo precisa saber alguma coisa. Pelo menos economizar nas compras, como na pechincha.

CHUVA - Um pequeno registro pluviométrico ontem pela tarde: 3mm. O primeiro do ano. Tarde nublada e leves pingos.

TIPOS DE PESSOAS - Adulador

Adular é do latim adulor, que significa "acariciar". Mas a "carícia" do adulador é venenosa: ele explora sistematicamente a vaidade alheia, supervaloriza os atos e qualidades da sua vítima, com o fim único de obter favores e benefícios. Mas é raro o adulador sistemático, calculista, de todo consciente de seus atos. A adulação desenvolve-se, quase sempre, no indivíduo malformado psicologicamente, fruto de uma educação defeituosa. Ou foi obrigado à subserviência por excessiva autoridade paterna, sempre "dobrado" à custa de pancadas irracionais, ou se desenvolveu carente de compreensão e afeto, ao abandono moral, donde a insegurança interior. No primeiro caso, ele projeta nos seus superiores hierárquicos, e, por extensão, naqueles que pretende explorar, a imagem do pai autocrático, a cujos pés tinha de se lançar para obter favores. No segundo caso, a adulação é a manha, a manobra de que sempre precisou usar para o mesmo fim. Em qualquer  caso, o adulador acaba por se transformar num ser repelente, que todos evitam. Conhecer-se bem a si mesmo é tarefa que se impõe ao jovem, e ao adulto também. A adulação, em última análise, é um hábito pernicioso que pode e deve ser erradicado da personalidade. (Professor Ubiratan Rosa, em Moderna Enciclopédia Brasileira de Direitos Humanos, Educação, Sociologia, Moral e Civismo)

UPANEMÊS

Chuva de matar sapo afogado: uma chuva bem grande de cem milímetros para cima. Uma expressão hiperbólica.

PROVÉRBIO

Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

VIGÉSIMO SEXTO DIA

CHEGANDO - Já chegando ao vigésimo sexto dia do mês. Tempo de espera pelas chuvas. E ela veio. 

TEMPO - Próximo das cinco da tarde, leve chuva, depois de um forte calor. Trovões.

LINGUAGEM - Tempo dos troféis? Ou seria tempo dos troféus?

A entrega dos troféus nas maratonas de corrida tem exigido dos locutores o saber de uma regra simples do plural das palavras de nossa língua.

A regra geral do plural das palavras em língua portuguesa diz que as palavras terminadas em "u", obviamente, terão o plural com acréscimo de "s".

Degrau, baú, museu, troféu, céu.


PROVÉRBIO

Quem caminha cedo, pela tarde já vai longe.

domingo, 25 de janeiro de 2026

REGISTOS DE DOMINGO

VIGÉSIMO QUINTO DIA

TEMPO - Sol quente. Sunday: dia do sol.

MÚSICA NA MINHA VIDA - Meu primeiro amor (interpretada por José Augusto - autores: José Augusto, Miguel e Paulo Coelho)

Foi numa festa outro dia
Que eu te encontrei a dançar
Namoradinha de infância
Sonhos da beira do mar
Você me olhou de repente
Fingiu que tinha esquecido
E com um sorriso sem graça
Me apresentou ao marido.

E o resto da noite dançou pra valer
Se teus olhos me olharam fingiram não ver
No meu canto eu fiquei entre o riso e a dor
Lembrando do primeiro amor.

Pra me beijar precisava
Ficar na ponta dos pés
Eu tinha então oito anos
Mas te menti que eram dez
Lembro você orgulhosa
Da minha calça comprida
Vínhamos juntos da escola
Sem qualquer medo da vida.

Sábado tinha dinheiro
Pra te levar ao cinema
Onde com medo pegava
Tua mãozinha pequena
Nossos castelos de areia
Sonhos perdidos no ar
Jogo de bola de meia
E um refrigerante no bar.

Alguns destaques da música - Retrata, pelo menos três práticas do tempo dos autores da música:

- A calça comprida era um indumentária sagrada quando o menino ficava crescidinho. 

- Ir ao cinema não era pra todo mundo, visto que em muitas cidades só passava filme, como chamávamos, uma vez em alguns meses. Às vezes apenas uma vez ao ano, como "Paixão de Cristo", "McGyver" ou "O Incrível Hulk".

- A bola de meia era o que tínhamos para brincar. Quando muito, uma canarinho ou dente de leite.

LINGUAGEM - Algumas palavras que sofreram mudanças no português do Brasil. Pesquisa feita por Amadeu Amaral publicada em seu livro "Dialeto Caipira":

Capado: porco castrado
Despotismo: enormidade
Fumo: tabaco
Loja: armazém de fazendas a retalho
Pião - domador
Pinga: aguardente de cana
Pinho: viola
Rancho: cabana de campo
Sítio: propriedade agrícola menor que a fazenda
Tabaco: rapé


sábado, 24 de janeiro de 2026

VIGÉSIMO QUARTO DIA

TEMPO - Quente.

LINGUAGEM - Pleonasmo: Dormir um sono. 

QUE PALAVRA!

Cravo 

Os dicionários trazem vários significados para a palavra cravo:

Flor. Ponto escuro na pele. Tipo de pregos para prender ferradura. Prego com que se fixavam as mãos e os pés dos condenados à morte na cruz. Calo profundo e doloroso localizado na planta do pé. 

Instrumento com cordas e teclado, que precedeu o piano e um tanto similar a este, mas cujas cordas emitem som ao serem pinçadas, quando se premem as teclas correspondentes. (Aulete)

O terceiro tocava uma valsa vienense no cravo, enquanto outro, debruçado no instrumento, acompanhava-o cantando.

(Trecho de "Guerra e paz," de Tolstoi)



sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

VIGÉSIMO TERCEIRO DIA

TEMPO - Nuvens esparsas. Brancas. Céu azul.

LINGUAGEM - A gente vai ou a gente vamos?

Muito fácil:

A gente vai à escola. Nós vamos à escola.

Só é prestar atenção. 

A expressão a gente substitui o pronome nós e pede o verbo no singular.

O pronome nós pede o verbo no plural.

PROVÉRBIO

 As boas cautelas ganham pouco, mas asseguram muito.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

VIGÉSIMO SEGUNDO DIA

TEMPO - Sol firme, céu limpo e azuzinho, azuzinho.

HISTÓRIA - Seja como disciplina escolar, seja como registro do tempo, tem uma serventia enorme na sociedade. Ela documenta o passado e torna-se uma espécie de senhora. Ensina aos presentes o que deu e o que não deu certo no passado. Erra quem quiser ou for muito teimoso.

LINGUAGEM - Superlativos absolutos sintéticos e superlativos absolutos analíticos

Os superlativos dos adjetivos estão quase no esquecimento a não ser aqueles que circulam nas colunas sociais como os paupérrimos, lindérrimos, etc.

Fora disso, pouco é explorado na escola, tendo em vista que os atuais livros didáticos pouco ou nunca trazem o assunto.

O absoluto analítico é o que obedece a uma soma da palavra "muito" com o adjetivo: muito civilizados. Se transpormos para o absoluto sintético, fica: civilizadíssimos.

Numa espécie de exercício escolar, mude do analítico para o sintético:

Os canivetes são muito perigosos - 

O irmão da portaria é muito bravo - 

Vivemos num país muito curioso - 

O passeio à chácara foi muito interessante -

Há, dentro dos sintético, os eruditos, ligados às formas latinas:

acre - acérrimo

amargo - amaríssimo

amigo - amicíssimo

antigo - antiquíssimo

áspero - aspérrimo

benéfico - beneficentíssimo

benévolo - benevolentíssimo

célebre - celebérrimo

célere - celérrimo

cristão - cristianíssimo


PROVÉRBIO

As boas árvores dão bom fruto.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

VIGÉSIMO PRIMEIRO DIA

TEMPO - Nublado pela manhã.

CHUVAS - A salvação vem de cima. Segundo uma pessoa que cria ou compra gado e criação em geral, se não chover logo, o gado vai perder o valor. E acrescentou: ninguém mais vai querer nem de graça.

Agora pela tarde, um leve neblina.

LINGUAGEM - Conglomerado verbal:

Bater asa: fugir.



PROVÉRBIO

As amoras e os trigos vêm no tempo dos melões.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

PROVÉRBIO

As águias não geram pombas.

VIGÉSIMO DIA

TEMPO - Nublado.

LINGUAGEM - Trás ou traz?

Ambas as formas são corretas. 

Para trás com essas conversas fiadas.

Trás é preposição. Ser preposição talvez não interessa ao leitor. Basta diferenciar de traz, do verbo trazer.

Ele sempre traz presentes para os filhos.

Definir as palavras - dar conceitos a elas, como dizíamos, é uma maneira prática e fácil de entendermos as coisas. 


segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

DÉCIMO NONO DIA

TEMPO - Nublado pela manhã.

EXPERIÊNCIAS SOBRE CHUVA - Muitos não arriscam mais em dizer se o ano vai ser bom ou não acerca das chuvas. No lugar disso, se alguém interroga sobre o assunto, a pessoa diz: "Você deseja que chova este ano?" Se a resposta for positiva, então ele dirá: "Então vamos pedir a Deus que chova."

LINGUAGEM - Uso da vírgula

Apesar de parecer fácil, há algumas regrinhas práticas. Uma delas é esta: quando há omissão (elipse) de termo ou palavra, coloca-se uma vírgula para preencher o espaço.

Pelas ruas havia muita gente. Pelas ruas, muita gente.

Pelas esquinas havia pessoas pedindo esmola. Pelas esquinas, pessoas pedindo esmolas


QUADRAGÉSIMO DIA

TEMPO - Nublado pela manhã. Sol um pouco escondido. Agradável. NEBLINA DE ONTEM PELA TARDE: 3 mm. ESCOLA - Início das matrículas para novato...