domingo, 3 de maio de 2026

REGISTOS DE DOMINGO

CENTÉSIMO VIGÉSIMO TERCEIRO DIA

CHUVA DE ONTEM - 45 milímetros.

VOLUME DAS CHUVAS DE JANEIRO A ABRIL 

Janeiro - 03

Fevereiro - 135

Março - 108

Abril - 476

Total: 722 milímetros

HISTÓRIAS ANTIGAS

Lembram-se do alfaiate Jeroboão, aquele que sonhou que estava no inferno, fazendo roupa para o diabo? Pois havia se estabelecido em uma cidadezinha e andava muito bem de vida. Ali por perto também andava o barbeiro Bonifácio.

Anda que anda, não é que Pedro Malasarte foi parar justamente na cidade em que eles moravam?

É claro que, logo que o viram, eles pensaram logo em se desforrar da peça que ele lhes pregara com a história do pão e do vinho.

Por isso começaram a tratá-lo muito bem, esperando uma oportunidade. Jeroboão, o alfaiate, até o hospedou em sua própria casa, servindo-lhe do bom e do melhor.

Então Pedro Malasarte, percebendo que deviam estar lhe preparando alguma, por trás de tanta cerimônia, resolveu fazer umas das suas.

Contou para Jeroboão quem em suas andanças pelo mundo, encontrara um velho alfaiate, para quem havia trabalhado durante algum tempo, e que, ao morrer, lhe confiara um precioso segredo. O segredo era tão importante que tornaria rico e feliz qualquer alfaiate que o conhecesse, mas Pedro Malasarte estava pronto aa revelá-lo em público para benefício da classe.

Jeroboão ficou entusiasmado e, de comum acordo com Bonifácio, o barbeiro, resolveu deixar a peça que ia pregar em Pedro Malasarte para depois que ele revelasse o grande segredo.

Como este lhe pedira, tratou de enviar cartas para todos os alfaiates e costureiras do país, convidando-os a se reunirem tal dia e tal hora na praça da sua cidade, a fim de ouvirem da boca de Pedro Malasarte a revelação de um maravilhoso segredo.

E, enquanto não chegava o dia da grande assembleia, continuava a tratar Pedro Malasarte da melhor maneira, com medo de que ele fosse embora e não dissesse o segredo que todos queriam saber.

O tempo passou e não houve um só alfaiate nem uma só costureira do país que não tivesse recebido uma amável cartinha convidando-os para a grande assembleia. Seria uma data histórica, em que pela primeira vez a classe se reuniria para uma confraternização. 

Afinal começaram a chegar, de todos os pontos do país, alfaiates e costureiras. A cidade estava toda embandeirada, pois os profissionais do lugar não haviam medido esforços para tornar mais importante a reunião.

Vinham ansiosos, a cavalo, de carroça ou mesmo a pé, todos querendo saber que formidável segredo era aquele que mudaria suas vidas, até então, na maioria dos casos, bastante humilde.

Dentro em pouco não havia mais lugar em nenhuma hospedaria da cidade. As casa dos alfaiates e costureiras locais também estavam repletas.

No grande dia, armaram-se barraquinhas na praça principal da cidade e todos comeram e beberam por conta do segredo que os tornaria ricos e felizes. No meio da praça havia um alto palanque e, por volta das seis horas da tarde, quando o dia já ia morrendo e começavam a cair as primeiras sombras da noite, ali subiram Pedro Malasarte e Jeroboão.

Foram longamente aplaudidos pela grande multidão que enchia a praça, de barriga cheia e a cabeça razoavelmente confusa pelo vinho.

Então Pedro Malasarte tomou a palavra:

- Meus caros amigos, que manejam com tanta habilidade a tesoura e o dedal, a agulha e a linha, mestres do carretel!

A estas palavras seguiram-se longos e entusiasmados aplausos. 

- Não estou aqui para lhes ensinar como se manejam essas coisas, pois estão fartos de saber - continuou Pedro Malasarte, quando as palmas cessaram. - Meu caro amigo Jeroboão, aqui ao meu lado, mandou-lhes as amáveis cartinhas que recebera, convidadndo-os a se reunirem aqui, porque temos um maravilhoso segredo a lhes revelar. É um segredo ouvido da boca de um homem na hora da morte, e que será muito útil daqui por diante.

Fez-se silêncio total na praça.

- Sabem o que ele me disse? - prosseguiu Pedro Malasarte. - Vou-lhes repetir com suas próprias palavras: "Nunca se esqueçam de dar um nó na ponta da linha depois de a ter enfiado na agulha."

Os alfaiates e costureiras boquiabertos, se entreolharam, mas como estavam com a cabeça cheia de vinho, levaram ainda alguns minutos para compreender que haviam feito tão longa viagem para aprender uma coisa que seus tataravôs já conheciam. Disso se aproveitou Pedro Malasarte para escapulir do palanque, deixando sozinho o pobre Jeroboão. E, quando a multidão investiu contra o palanque e agarrou o pobre alfaiate, este, para não virar picadinho, concordou em pagar para todos o que haviam gasto com a viagem.

E, enquanto Jeroboão jurava vingança, Pedro Malasarte, muito lampeiro da vida, saía da cidade à procura de climas mais amenos.

(Do livro "As aventuras de Pedro Malasarte", em "O segredo do alfaiate", de Sérgio Augusto Teixeira).

LITERATURA - Os textos de Conan Doyle

O escritor Conan Doyle foi engolido pela personagem Sherlock Holmes, sua criatura. Quem lê Sherlock adquire a capacidade de pensar. Seus textos são carregados de humor. O método da dedução intriga até mesmo a polícia londrina. Muitas vezes Holmes é chamado para dirimir alguns casos difíceis. E Holmes resolve com a maior facilidade.

LINGUAGEM - Mesarquia

A palavra inicial de uma frase é repetida no meio da mesma frase ou no meio da frase seguinte:

Grito, se grito é para que me ouçam.

Envolvei-o de carinho e de amor, mas envolvei-o bem. (Dica de Gélson Clemente dos Santos em "Comunicação Expressão")

PROVÉRBIO DE LÚLIO - O poder do príncipe é instrumento da finalidade do povo.



sábado, 2 de maio de 2026

CENTÉSIMO VIGÉSIMO SEGUNDO DIA

TEMPO - Nublado pela manhã. Pela tarde chove torrencialmente.

CHUVA DE ONTEM PELA TARDE - 18 milímetros.

CHUVAS DE ABRIL - 476 milímetros.

LÍNGUA E LITERATURA  - Livros didáticos de antigamente

Havia muitos textos humorísticos aplicados à linguagem. Bertolin e Siqueira em seu "Português Dinâmico" proporcionava momentos de prazer na leitura, na língua e literatura.

QUE PALAVRA!

Refestelar-se

Comprazer-se; recostar-se; repimpar-se; repoltrear-se; estirar-se; estar em festa; folgar; foliar. (Silveira Bueno)

Estender-se comodamente. (Antenor Nascentes)

Recostar-se comodamente; repimpar-se, refocilar-se. (Aurélio)

Lá pelas tantas, cansados de tanto esperar pelo ataque que não vinha, o fidalgo e seus capitães voltaram e deram com Pedro Malasarte refestelado em almofadas e roncando a bom roncar. Ainda tinha na mão um pedaço de cabrito assado. (Do livro "As aventuras de Pedro Malasarte", em "Pedro Malasarte soldado", de Sérgio Augusto Teixeira).


sexta-feira, 1 de maio de 2026

CENTÉSIMO VIGÉSIMO PRIMEIRO DIA

TEMPO - Nublado pela manhã. E chuva. Nuvens que dizem haver chuva em breve. Previsão para chover bastante entre a tarde e começo da noite.

CHUVA - Entre a noite e a madrugada, 4 milímetros.

DIA DO TRABALHO  - Texto que gera falácia

Um texto bem antigo, do meu tempo de menino:

Quantos dias você trabalha?
 
– Rapaz, que pressa é essa?

– Vou ao trabalho. Já estou atrasado.

– Trabalho? Não me diga que ainda existe isso!

– Claro que existe. E você, não trabalha?

– Nem eu, nem você.

– Calma lá! Eu trabalho.

– Então vamos ver: quantas horas você trabalha por dia?

– 8 horas.

– E quantas horas tem o dia?

– 24

– Muito bem. O ano tem 365 dias de 24 horas. Se você trabalha 8 horas por dia, logicamente trabalha 1/3 do dia; 1/3 de 365 é 121. Você só trabalha 121 dias por ano.

– Isso mesmo.

– E quantos domingos há no ano?

– 52.

– 121 menos 52, são 69. Você trabalha 69 dias por ano.

– É isso mesmo.

– Quantos dias de férias você tem?

– 30 dias.

– 69 menos 30 é 39. Portanto você só trabalha 39 dias por ano? E contando o Natal, o Ano Novo, Sexta-feira Santa, aniversário da cidade e outros babilaques, nós temos 12 dias de festas nos quais não se trabalha: 39 menos 12 são 27, você só trabalha 27 dias por ano. Sábado você só trabalha só meio dia. Durante um ano são 26 dias, né?

– Exato.

– 27 menos 26 é 1. Você só trabalha um dia por ano.

– Que diabo! mas de qualquer maneira trabalho 1 dia por ano!

– Aí é que está o seu engano… Esse dia sobrou é o dia do trabalho:

1º de Maio e ninguém trabalha!

LINGUAGEM - Eminente e iminente

Eminente - elevado, excelente.

Iminente - algo que está próximo de acontecer.

POLÍTICA - No meio do povo

O povão, apesar de muita gente só ligar pra o assunto política em época de eleição, há outras que sentem a falta dos políticos no meio do povo fora do período eleitoral. Isso é fato aqui e em todos os lugares.

HISTÓRIA - Os estudantes de História, disciplina, costumam dizer e até usarem a seguinte frase numa camisa: "O bom não é só estudar História, mas fazer história."

ALIÁS - Todo mundo deveria saber história, principalmente a local.

CONHECIMENTO - Sentido horário e anti-horário

Muita gente boa hoje não sabe o que isto significa.

QUE PALAVRA!

O que significa "refestelar-se"?




PROVÉRBIO

Assaz viveu quem sempre bem viveu.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

CENTÉSIMO VIGÉSIMO DIA

TEMPO - Parcialmente nublado pelo dia. Chuva rápida na entrada da noite.

LINGUAGEM - Epizeuxe ou reduplicação

Repetição seguida do mesmo vocábulo para ampliar ou exortar.

Justo, justo.

Calma, calma. 

Vamos, vamos. 

(Dica de Gélson Clemente dos Santos em "Comunicação Expressão")

PROVÉRBIO

Assaz sandeu é quem não se cala onde não lhe escuram razão.

terça-feira, 28 de abril de 2026

CENTÉSIMO DÉCIMO OITAVO DIA

TEMPO - Nublado pela manhã. Chuva leve pela madrugada. Sol forte no começo da tarde e com belas nuvens.

LINGUAGEM - De água e d'água.

Falta de água ou d'água?

As duas formas são legítimas.



PROVÉRBIO

Assaz é de mal não querer sarar.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

CENTÉSIMO DÉCIMO SÉTIMO DIA

TEMPO - Nublado pela manhã.

LINGUAGEM - Enfim e em fim

Enfim - finalmente.

Em fim - Equivale a "no final". É formado por um recurso linguístico denominado "locução".

FERIADO - A semana de trabalho começa com o trabalhador de olho no "Dia do trabalhador ou "Do trabalho" sem trabalho. Será no dia primeiro de maio, sexta-feira.

GRAMÁTICA - Tem valor incalculável para o escrevente da língua. Sem saber gramática, terá mais dificuldade de articular as ideias.

PROVÉRBIO

Assaz caro compra quem roga.

domingo, 26 de abril de 2026

REGISTOS DE DOMINGO

CENTÉSIMO DÉCIMO SEXTO DIA

HUMOR  - Dois homens andando pela rua:

- Ei, você sabe que horas são?

 - Sei.

- Muito obrigado. 

(Da Folhinha do Sagrado Coração de Jesus - Maio/2026- Seleção de Frei Germano Guesser, OFM - Santo Amaro da Imperatriz/SC)

SAÚDE - Uma noite num hospital

Uma noite num hospital, seja paciente ou acompanhante, é noite longa. O vaivém das pessoas: doentes, acompanhantes, médicos, estagiários, maqueiros, produzem adrenalina em qualquer um.


sábado, 25 de abril de 2026

QUE PALAVRA!

Capitel

Remate de coluna, parte superior de pilastra ou balaústre, geralmente esculturada; caça de foguete;  capacete de alambique;  resguardo do ouvido das peças de artilharia. (Silveira Bueno)

Elemento mais largo e normalmente ornamentado no alto de um suporte (coluna, pilar, pilastra) (Dicionário Escolar da Academia Brasileira de Letras)

Coroamento do fuste de uma coluna. Do francês chapiteau, dericado do latim capitellum, diminutivo de caput 'cabeça'. (Dicionário Etimológico Nova Fronteira - Antônio Geraldo da Cunha)

"Debaixo dos dois primeiros braços que saem do candelabro haverá um capitel, outro debaixo dos dois braços seguintes e outro debaixo dos últimos dois; portanto, para os seis braços do candelabro".     
(Livro do Êxodo, 25,35)

São as instruções do Criador para Moisés no fabrico da Arca da Aliança.

CENTÉSIMO DÉCIMO QUINTO DIA

TEMPO - Nublado pela manhã.

LINGUAGEM - Emergir e imergir

Emergir - que vem à tona.

Imergir- algo que afunda.

CHUVA DE ONTEM DE MANHÃ - 15 milímetros.

NA PADARIA - Na padaria a gente encontra o pão d'água, aguado ou francês.

Na ordem: aguado, d'água, francês. A ordem refere-se à idade de quem pede o pão. Os mais antigos chamavam pão "aguado". Depois, a geração seguinte dizia "d'água". Agora poucos chamam por outro nome a não ser "francês". É a variação linguístico através da idade.

Em outras regiões do país também é conhecido como "pão de sal", "pão de massa grossa", "pão de trigo" e "pão jacó". 

Entre nós utilizamos somente os três mencionados no começo desse texto.

PALAVRA DO VLP - Aabora - Substantivo feminino. Plural: aaboras.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

CENTÉSIMO DÉCIMO QUARTO DIA

TEMPO - Nublado pela manhã. Neblina.

LINGUAGEM - Em anexo

É usado em forma fixa: em anexo para o singular ou plural.

MÚSICA - Uma música diferente a que ouvimos nas manhãs de inverno. Uma música em um tom, ou no máximo dois, repetido e esticado durante muitas horas.

É o coaxar dos sapos e rãs nas pequenas lagoas da cidade após uma chuva.

PROVÉRBIO

Asno de muitos, lobos o comem.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

CENTÉSIMO DÉCIMO TERCEIRO DIA

TEMPO - Dia de sol. Chuva leve pela noite.

LINGUAGEM -

É palavra polissêmica: um sentimento de pena. É também a primeira nota musical. 

Pertence ao gênero masculino, mas dispensa o artigo quando nos referimos a pena, compaixão. Poderemos dizer "o dó" quando nos referimos à nota musical.

PROVÉRBIO

As vidas dos hipócritas são testemunhas falsas.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

CENTÉSIMO DÉCIMO SEGUNDO DIA

CHUVA DE ONTEM PELA NOITE - 75 milímetros

PORTUGUESES NO BRASIL - "Ao contrário do cenário encontrado no Oriente, onde vicejavam uma civilização e um comércio intenso, os portugueses só encontravam índios que viviam em estado de natureza. Praticamente nada produziam, nada vendiam, nada compravam. Para o comércio, a terra era, portanto, imprestável". (A História do Brasil para quem tem pressa, de Marcos Costa).


PROVÉRBIO

Às vezes um contrário faz seu contrário aviar.

terça-feira, 21 de abril de 2026

CENTÉSIMO DÉCIMO PRIMEIRO DIA

TEMPO - Nublado pela manhã. 

FERIADO DE TIRADENTES E INCONFIDÊNCIA MINEIRA - Se indagarmos a boa parte da população brasileira sobre o motivo de muitas repartições públicas estarem paradas hoje, teremos muitas negativas. 

Não é a distância - 1789 - mas a maneira como o feriado é tratado e divulgado - principalmente pelas escolas. 

A disciplina História do Brasil não é a mesma de 50 anos atrás. A escola não deixava passar as datas comemorativas. Raramente um aluno teria dificuldade em responder acerca dos feriados.

Agravar-se-á o problema em responder sobre feriado se indagarmos: O que é Inconfidência Mineira?

Aqui parecerá uma expressão em grego. "Mineira" até que é fácil, mas "Inconfidência" será difícil encontrarmos alguém que responda com facilidade.

E o nome completo de Tiradentes? 

Aqui seria questão para a última pergunta do Show do Milhão.

LINGUAGEM - Docente e discente

Docente - relativo a professor.

Discente - Diz respeito a aluno. Poucas pessoas usam essa palavra, mas é legítima, top.

CHUVA DE ONTEM À TARDE - 35 milímetros.

CHUVA DE ONTEM À NOITE - 5 milímetros.

PROVÉRBIO

Às vezes padecem os que têm menos culpa.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

CENTÉSIMO DÉCIMO DIA

TEMPO - Sol pela manhã. Boa chuva entre a tarde e noite.

LINGUAGEM - Despensa e dispensa

Despensa: repartimento, geralmente onde guarda-se comida.

Dispensa: Uma licença. O particípio "dispensado" tem origem no verbo dispensar.

CHUVA DE ONTEM PELA TARDE - 8 milímetros.

PROVÉRBIO

Às vezes o tempo cura o que a razão não sara.

domingo, 19 de abril de 2026

REGISTOS DE DOMINGO

CENTÉSIMO NONO DIA

CHUVA DE ONTEM - 40 milímetros.

Hoje pela manhã - 5 milímetros.

CHUVA - Chove pela manhã uma agradável chuva.

LINGUAGEM - Sentar na mesa ou à mesa?

Depende. Geralmente as pessoas comem sentadas à mesa e não na mesa. Outros preferem sentar ou deitar na cama quando fazem as refeições. O azinho (a)que precede mesa dá uma ideia de distância.

ENEM Pedidos de gratuidade no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 e justificativa de ausência na edição de 2025 devem ser realizados até o dia 24 de abril. (Informação do site www.gov.br)

EDUCAÇÃO - Ninguém escapa da educação. Em casa, na rua, na igreja ou na escola, de um modo ou de muitos todos nós envolvemos pedaços da vida com ela: para aprender, para ensinar, para aprender-e-ensinar. Para saber, para fazer, para ser ou para conviver, todos os dias misturamos a vida com a educação. Com uma ou com várias: educação? Educações?  (O que é Educação, de Carlos Rodrigues Brandão)

Definir Educação é tarefa complexa. Parece ser simples, mas não é. Não há educação, mas educações. 

A formal, escolar, é a que, a meu ver, a que instrui, ajuda o aluno-estudante a ser mais sapiente.

Já outros pensam que a escola, prioritariamente como local de cidadania e a educadora do saber em segundo plano.

Há a educação feita através dos pais ou dirigentes religiosos. O avô ou avó também educam. A tia, muitas vezes educam. O pai e mãe educam, muitas vezes, das duas maneiras: formal e maternal.

HISTÓRIA ANTIGA 

Pedro Malasarte em "Pedro Malasarte soldado"

Como estava sem vintém, Pedro Malasarte resolveu ser soldado. É verdade que se tratava de uma profissão arriscada, mas, pelo menos, pensava ele, garantiria o pão nosso de cada dia. E assim pensando, tratou de se apresentar a um rico fidalgo, oferecendo-se para fazer parte de suas tropas. Naquele tempo, os nobres mantinham seus próprios exércitos, que se destinavam a proteger os seus castelos e a população dos arredores contra os invasores. 

Mas como eu ia dizendo, Pedro Malasarte entrou para o serviço de um fidalgo. Deram-lhe uma trombeta e mandaram-no para o alto de uma torre, de onde devia ficar olhando o horizonte e tocar a trombeta quando visse o inimigo se aproximando.

Acontece que a torre era muito alta e todo dia, quando chegava a hora do almoço e do jantar, se esqueciam dele lá em cima. E o pobre coitado mal encontrava o que comer quando descia de lá, trocando as pernas de tanta fome.

Tantas fizeram com ele que, um dia, as tropas inimigas chegaram, puseram em fuga os camponeses e levaram todo o gado sem que Pedro Malasarte tocasse a trombeta.

Logo se lembraram dele. Foi levado à presença do fidalgo.

- Com que então você estava lá na torre e não viu o inimigo se aproximar? - perguntou-lhe o nobre.

- Não, senhor - respondeu Pedro Malasarte.

- Mas como não?

- Acontece que eu só via na minha frente grandes pratos de comida, tal era a minha fome. Além disso, mesmo que quisesse, não teria forças para tocar a trombeta, pois há vários dias que não almoço nem janto.

Depois disto Pedro Malasarte passou a ser lembrado e todos os dias, na hora do almoço ou do jantar, mandavam-lhe um prato fundo de comida.

"Agora está tudo bem", pensou ele.

Começou até a engordar.

Mas o tempo traz o esquecimento.

Como as tropas inimigas não apareciam há muitos meses, ninguém mais se preocupava com o vigia da torre e mais dia, menos dia, o pobre Pedro Malasarte acabou esquecido novamente.

Até que chegou o dia da festa.

O fidalgo, todos os anos, no dia do seu santo padroeiro, oferecia um grande banquete a todos os seus soldados. Matavam-se novilhos e cabritos, para assar no espeto, e serviam-se os melhores vinhos.

É claro que ninguém pensou em Pedro Malasarte.

Este, vendo lá de cima o que se passava, matutou um instante e, quando o banquete estava no melhor, tocou a trombeta com toda a força dos pulmões.

Imediatamente o fidalgo e seus soldados pularam de seus lugares, largando a comida e bebida, e foi um corre-corre geral para se armarem e procurarem seus postos de combate.

Aproveitando a confusão, Pedro Malasarte desceu correndo da sua torre e foi direto para a mesa do banquete, onde tratou de encher a barriga do bom e do melhor.

Lá pelas tantas, cansados de tanto esperar pelo ataque que não vinha, o fidalgo e seus capitães voltaram e deram com Pedro Malasarte refestelado em almofadas e roncando a bom roncar. Ainda tinha na mão um pedaço de cabrito assado.

- Que história é essa? - foi berrando o nobre, furioso com a peça que lhe haviam pregado.

- Hein? Hein? - respondeu Pedro Malasarte, que acordou meio desorientado.

- Sim - continuou o dono do castelo. - Que história é essa? Com que então você não toca a trombeta quando o inimigo nos ataca e toca a trombeta quando não há nem sinal dele?

- Era o único jeito de conseguir comer e beber - respondeu Pedro Malasarte.

- Está bem, está bem! - concordou o fidalgo, a contragosto. - Mas de hoje em diante você vai ficar aqui por baixo mesmo. E enfrentar o inimigo quando ele aparecer.

Trocaram a corneta de Pedro Malasarte por uma espada e todas as vezes que as tropas do fidalgo iam se defrontar com as tropas inimigas, lá tinha de sair em campo o nosso herói, de espada na mão, para lutar.

Acontece que Pedro Malasarte nunca dera para soldado. Era sempre o último a sair do castelo e o primeiro a entrar. E, enquanto todos voltavam suados e feridos da refrega, ele estava sempre limpinho e sem arranhão.

É que deixava os brigões combaterem e ia se deitar na relva para melhor pensar na casa de seus pais, tão distante, e nas muitas trapalhadas por que já passara.

Quando acabava a batalha, juntava-se de novo à tropa e era o primeiro a sentar-se à mesa para comer.

Sabendo disso, o fidalgo mandou-o tomar outros ares, pois não era pai de pançudo.

Era o que Pedro Malasarte queria, pois já estava cansado daquela vida de soldado.

Largando lanças e espadas, tornou a meter o pé na estrada.

(Do livro "As aventuras de Pedro Malasarte", de Sérgio Augusto Teixeira).

PROVÉRBIO DE LÚLIO - O povo dividido dá poder ao príncipe malvado.

POLÍTICA - Faltam pouco menos de seis meses para o primeiro turno das eleições e os agrupamentos políticos se organizam para o grande dia. Não perdem tempo. "Quem é coxo e quem não é precisam partir cedo", diremos diferente do dito popular.

BLOG - Temos um novo blog na cidade: o da Rádio Independência, do professor Edgar Lopes. Entre outras funções, irá divulgar os acontecimentos da cidade e região. Servirá também para divulgar a rádio.

sábado, 18 de abril de 2026

QUE PALAVRA!

Chispa!

"Chispa", disse o Sr. Dursley em voz alta.

O gato não se mexeu. Apenas lançou-lhe um olhar severo. "Será que isto era um comportamento normal para um gato?", pensou o Sr. Dursley. Continuava decidido a não comentar nada com a esposa. (Harry Potter e a Pedra Filosofal, de J. K Rowling)

Fragmento em fogo, saído rapidamente de uma substância ferida por outra. fulgor rápido. Talento, gênio. (Antenor Nascentes)

Do verbo chispar: lançar chispas. Correr em disparada. (Aurélio)

Imperativo do verbo chispar.

CENTÉSIMO OITAVO DIA

TEMPO - Nublado pela manhã cedo. Nublado pela tarde e com chuva boa.

LINGUAGEM - Traz e trás

Traz - É forma da terceira pessoa do singular do presente do indicativo.

A discussão nem sempre traz à luz os fatos.

Trás - Para soar bem, faz-se necessário o uso de uma preposição.

Não olhe para trás.

CHUVA - Veraneou ontem. A terra precisa secar um pouco. Descansar das chuvas.



sexta-feira, 17 de abril de 2026

CENTÉSIMO SÉTIMO DIA

TEMPO - Parcialmente nublado pela manhã.

LINGUAGEM - Demais e de mais

Demais é em excesso. 

De mais transmite a ideia de quantidade. Simples assim a diferença. 

LITERATURA - Balada

Uma forma poética bastante antiga, acompanhada por instrumentos musicais e muitas vezes destinada à dança. Mas foi o seu aspecto narrativo, poemático, que ficou. Os poetas, desde a Idade Média, têm-se utilizado de seus vários metros: alguns medidos, com estrofes de oito e dez versos. Outras vezes a balada se apresenta livre, com versos prosaicos, longos ou curtos. E foi sob este aspecto que interessou alguns poetas brasileiros do Modernismo, como Oswald de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira. No passado, parece, somente o parnasiano Olavo Bilac a cultivou. Bandeira na sua Balada das três mulheres do sabonete Araxá, alia um tema antigo da balada, o fantástico, ao coloquial da poesia brasileira modernista. Eis um trecho do seu poema:

"As três mulheres do sabonete Araxá me invocam, me
                 bouleversam, me hipnotizam.
Oh, as três mulheres do sabonete Araxá às 4 horas
                   da tarde!
O meu reino pelas três mulheres do sabonete Araxá"
Que outros, não eu, a pedra cortem
Para brutais vos adorarem,
Ó brancaranas azedas,
Mulatas cor da lua vêm saindo cor de prata
Ou celestes africanas:
Que eu vivo, padeço e morro só pelas três mulheres do sabonete Araxá." (Vocabulário Técnico de Literatura, de Assis Brasil)

A balada na literatura tem um parentesco com as baladas modernas como sinônimo de festa noturna: a música e a dança.

ÁGUA - Falta água nas torneiras. A previsão é de dois dias para reparos na rede.

CHUVAS - Uma pausa ontem, depois de alguns dias seguidos.

PROVÉRBIO

Às vezes grandes tristezas parem grandes alegrias. 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

CENTÉSIMO SEXTO DIA

TEMPO - Sol pela manhã. Tarde parcialmente nublada.

LINGUAGEM - De maior, de menor

Ou dizemos menor e maior ou menor de idade e maior de idade. Dependendo do contexto, basta dizermos menor ou maior, pois estamos nos referindo a pessoas menores ou maiores de idade.

CHUVA DE ONTEM PELA TARDE - 18 milímetros.

PROVÉRBIO

Às vezes corre mais o Demo que a pedra.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

CENTÉSIMO QUINTO DIA

TEMPO - Parcialmente nublado pela manhã. Chuva pela tarde. Chove forte agora no começo da noite.

LINGUAGEM - Alguns coletivos

Cordame - cordas, cabos

Falange - anjos, soldados

Farândola - ladrões, assassinos, desordeiros, vadios

Feixe - lenha, capim

CHUVA DE ONTEM PELA TARDE - 50 milímetros.

PROVÉRBIO

As verdades duvidosas põem em risco quem as conta.

terça-feira, 14 de abril de 2026

CENTÉSIMO QUARTO DIA

TEMPO - Nublado no começo da manhã. Chove forte agora pela tarde.

LINGUAGEM - Com nós e conosco

Com nós é possível ser usado quando vierem depois dessa expressão as palavras próprios, todos, mesmos, alguns, quaisquer, etc.

CHUVA DE ONTEM - 49 milímetros.

ABRIL ABRIU - Em abril, as portas do céu foram abertas, como dizemos no velho ditado popular.

As chuvas de abril já alcançaram aproximadamente duzentos milímetros.

PROVÉRBIO

Às serpentes peçonhentas e ao mau, todo põem em um grau.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

CENTÉSIMO TERCEIRO DIA

TEMPO - Nublado pela manhã. Chove copiosamente pela entrada da noite.

LINGUAGEM - Alguns coletivos

Chusma - pessoas, gente

Falange - anjos, soldados

Farândula - ladrões, assassinos, desordeiros, vadios

CHUVA DE ONTEM - 45 milímetros.

PROVÉRBIO

As pessoas por falar se entendem.

REGISTOS DE DOMINGO

CENTÉSIMO VIGÉSIMO TERCEIRO DIA CHUVA DE ONTEM - 45 milímetros. VOLUME DAS CHUVAS DE JANEIRO A ABRIL  Janeiro - 03 Fevereiro - 135 Março - 1...