sexta-feira, 17 de abril de 2020

ENCONTRO

Subi até as estrelas
Pra encontrá-la
E não estava lá.

Dei um pulinho na praça
Também não estava.

Fui na última esquina do bairro
Não vi mais uma vez.

Onde, afinal a encontrei?
Estava aqui dentro
Do meu coração.




APURAÇÃO

Segue a apuração diária das vítimas da doença do ano.

Seguimos olhando para vermos onde isso vai dá.

E seguem as interrogações: quando irá estancar essa coisa? Qual a medida mais eficaz para combater esse mal?

Lembra um incêndio de um prédio ou uma grande enchente: cada um tem uma solução para o problema. No vexame, ninguém consegue acertar o alvo.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

VINTE E UM

Na ponta do lápis

São vinte e um dias sem as preciosas aulas presenciais nas redes pública e privada.

Foi a partir do dia 18 de março que as aulas foram suspensas por causa da doença do ano ou da década.

No próximo sábado o decreto  fará aniversário de um mês.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

OS SEIS CENTOS

Seis notinhas de cem.

As seis notas de cem estão surtindo efeitos de toda qualidade. 

Elas fizeram muitas pessoas esquecerem-se das mais recentes recomendações sobre o bicho-papão do ano. Gente próxima, outras não tão distantes nas filas, mas correndo risco, contrariando o que dizem as autoridades da saúde.

SEISCENTOS É O QUE INTERESSA, O RESTO NÃO TEM PRESSA.

terça-feira, 14 de abril de 2020

MELHOR

Melhor é acreditar
Ou pelo menos tentar
Ver que a vida continua
Mesmo que ela seja
Dura como pedras
Quente como o calor do sol
Forte como o tufão
Difícil como a mais difícil prova escolar.

Se não acredita
Que tudo pode melhorar
Pelo menos faça
Da fraqueza força
Mas não perca a batalha
Antes do fim do combate.




segunda-feira, 13 de abril de 2020

UMA DAS PALAVRAS MAIS USADAS HOJE

Doença, isolamento, responsabilidade, álcool em gel, fechamento, máscara, imunidade, infectados, higienização. São as palavras ou verbetes mais usados nesse período difícil da história.

Outras palavras pertencem ao campo semântico de outra que provavelmete seja a campeã de todas:

Concentração, grupo, agrupamento, ajuntamento, assembleia, multidão, massa popular.

Verbos: reunir, ajuntar, concentrar, amontoar, agrupar, juntar, congregar.

Adjetivos: agrupado, reunido, populoso, cheio, repleto.

São palavras que pertencem ao campo semântico de aglomeração.



HOJE É QUARTA FEIRA

Mais uma segunda-feira sem feira-livre regular.

Segunda-feira em Upanema é dia garantido de gente na rua para comprar e vender. Há a feira dos feirantes daqui e de outros lugares.

Feireiros há aos montes. Uns compram, outros olham e ainda outros apenas passeiam na cidade. 

É assim que faz o sucesso da nossa segunda.

Uma feira à parte é a da agricultura familiar. Já está próxima dos quinze anos de existência. 

Hoje já é a quarta feira consecutiva sem feira tradicional.

A GREVE CONTINUA

A partir do dia 18 de março, grevistas da educação deixaram de estar nessa condição para estar em estado de greve. Ou seja, quando a quarentena acabar e se não tiver havido acordo, a greve irá emendar.

domingo, 12 de abril de 2020

ENTRETENDO: EDIÇÃO DE DOMINGO

Mais uma semana enfurnados em casa, na esperança de que o coisado vá embora logo. Quando há esperança, tudo bem, mas quando o medo ganha para a esperança, então os nervos desabam e vira patologia.

Precisamos fortalecer o corpo, tomando vitaminas e alimentos fortes, mas também os nervos, para que ninguém perca um dos bens maiores do ser humano: a calma.

CHUVA DE ONTEM
Apenas 3mm.

QUEM SE LEMBRA?

Linha de costura, carretel de linha. Os carretéis eram de madeira. A gente aproveitava e fazia automóveis. O meu eu chamava de trator. Os maiores tinham mais força. Subiam ladeiras com mais facilidade.

POLÍTICA

Homologadas em convenções, no mês de julho, as chapas dos candidatos ao governo do Estado - José Agripino e Radir Pereira pelo PDS, Aluízio Alves e Pedro Lucena pelo PMDB - começa a campanha eleitoral que levaria às ruas milhares de pessoas em comícios, vigílias cívicas e passeatas a pé. O candidato do governo, José Agripino, conta com a fantástica estrutura do PDS no interior do Estado, enquanto Aluízio Alves, do PMDB, tem a simpatia nos grandes centros urbanos, principalmente Natal Mossoró. (João Batista Machado)

Obs: A campanha política narrada acima eu a acompanhei de perto, seja através do rádio, jornal e vendo os comícios dos candidatos que vinham pedir votos aqui. A eleição era complexa. Melhor dizermos que houve eleições. O eleitor votava seis vezes: um voto para governador, senador, deputado federal, deputado estadual, prefeito e vereador. E o voto era vinculado: se eu votasse no governador do PDS, não poderia votar no prefeito ou qualquer outro candidato do PMDB. Foi assim que ajudou Zé Agripino a ganhar de Aluízio. Para prefeito, Luiz Cândido e para o senado, Carlos Alberto, pai de Micarla de Souza, ex-prefeita de Natal.

LITERATURA

A fome canina de Érico Veríssimo.

Em "Solo de clarineta", volume 2,  o escritor gaúcho fala de um almoço em que participava em Portugal. Um bispo que também estava à mesa, prontificou-se em servir o escritor, mas de forma parcimoniosa. Veríssimo diz que sentia uma fome canina, mas fome de cachorro sem dono. Lembrava ele dos tempos de menino em Cruz Alta, sua terra natal. Lembrei-me também de minha mãe que  falava a mesma coisa no meu tempo de criança. Foi com ela que aprendi a expressão. E até antes de ler Veríssimo, pensava eu ser um regionalismo do Nordeste ou mesmo um upanemês. Ledo engano.

MEMÓRIA

Antônio Elizeu de Carvalho, também conhecido por Antônio de Elizeu: Faleceu na segunda-feira, 6 de abril.

Foi vice-prefeito de Luiz Cândido de 31 de janeiro de 1970 a 30 de janeiro de 1973. Na eleição seguinte, candidatou-se a prefeito, mas não logrou êxito.
Na câmara de vereadores participou de várias legislaturas, inclusive a que aprovou a Lei Orgânica do Município.
De 31 de janeiro de 1959 a 30 de janeiro de 1963. Partido PDC - 54 votos.
De 31 de janeiro de 1963 a 30 de janeiro de 1967. Partido PSD - 91 votos.
De 01 de janeiro de 1989 a 31 de dezembro de 1992.

Faleceu na segunda-feira, 5, a Senhora Maria Neusa, esposa do Sr. Elizeu Freire.

No dia 10,  sexta-feira, faleceu Marina Martins Gondim, mais conhecida por Dona Mafalda. Foi professora e passava remédio para as pessoas naqueles tempos em que não havia médico frequente em nossa cidade. Era uma pessoa serena, tinha uma vida reta, firme e disciplinada. Acolhia a todos com maior tranquilidade. Viveu próximo dos 96 anos. Faria essa idade no dia 2 de maio.

ESCOLA DE ANTIGAMENTE

O argumento

O que era o argumento? Era simplesmente a apresentação da lição, principalmente a que o professor tinha passado na aula anterior. Quem não se lembra da Escolinha do Professor Raimundo? No argumento o aluno apresentava sua lição, fosse de matemática, leitura, etc.

Na próxima escreverei sobre a sabatina.

TEXTO ANTIGO

A humanidade

                              Amadeu Amaral

Ama a humanidade. Para que a ames, porém, será preciso que ames a Pátria, como para que ames a Pátria é preciso que ames a família. Quem não for bom filho e bom irmão não será bom patriota; embora possa prestar à Pátria um ou outro serviço de luminoso efeito, não lhe prestará contudo o melhor de todos os serviços que ordinária mente se lhe podem prestar - o de viver uma vida modesta de honestidade e de bondade, espalhando em torno de si o exemplo contínuo e refulgente da pureza de intenções e da elevação de sentimentos... Assim, também, quem não for b patriota não será amigo da humanidade.

SAÚDE

Tempos difíceis vivemos nós. O estado de espírito conta muito nessa hora. O medo, a tristeza e a ansiedade não podem nos dominar. Algumas atitudes podem ser tomadas: desligar a TV e o celular. Arranjar algo pra fazer em casa, como aprender a fazer uma comida, etc. Ler um livro, ouvir uma música, escrever ou desenhar. Tudo, menos notícias negativas.

POESIA

Tempo de calar

É tempo de calar
Quando o falar atrapalha.
É tempo de calar
Quando o falar fala
O que não precisa ser falado.
É tempo de calar
Quando o falar é fora de tempo.
Falar o que não deve
Em hora inoportuna
É pior que não fazer o que deve.
É tempo de calar
Quando percebemos
Que nossos argumentos
Serão atirados aos porcos
Quando o nosso falar
Atrapalha mais que ajuda
Quando o nosso falar
Ateia fogo e faz
O que está quente incendiar.

Não falar pode ser
Um balde de água jogado
Sem a gente jogar.









sábado, 11 de abril de 2020

QUE DIZES TU?

Que estás a dizer
Pequenina
Ao postar-se
Uma manhã
E tarde inteira
Hirta, quieta
Concentrada, observadora.

Ortóptera
Poderias sair do lugar
Com a maior facilidade.
Poderias viajar
Para outras paragens
E encontrar comida
Sorver algum líquido
Beber outros horizontes.

Mas que preferes?
Prever como estaria
O fim da tarde?
A nuvem que viria?
Uma boa notícia?
O fim da pandemia?

És verde
És esperança
És bom sinal
De que tudo
O que é escuro
Vai enclarecer.





QUE PALAVRA!

Calibre - Diâmetro interior do cano de arma-de-fogo, ou de qualquer cilindro oco. Diâmetro exterior de um projétil. (Aurélio)

Soares Amora acrescenta: tamanho, dimensão, marca, capacidade.

Aqui entre nós fizemos que alguém tem o "calibe" bom, calibe ruim. O primeiro é quem demora a envelhecer; o segundo, quem envelheceu rápido. 

Calibe um outro jeito de dizer calibre.

O FENÔMENO CONTINUA

Uma coisa fenomenal é a falta d'água nas torneiras numa cidade onde água é exportada.

Mais uma vez estamos nesse dilema:

Quando começa, acaba. 
Quando era, já não é.

sexta-feira, 10 de abril de 2020

RETROVISOR

Olhei e vi
Seu rosto brilhava
Não pude desgrudar mais
Um momento sequer.

Prossegui na estrada
Aumentei a velocidade
Sua imagem me perseguia
E dela não desgrudava.

Virei a direita
Depois a esquerda
Olhei mais uma vez
Lá estava ela
Olhos fitos em mim.

Era só miragem
Percebi depois de algum tempo
De ter dado muitas voltas
E muitas acelerações
Me encontrei enfim.







PADARIAS

Segundo o decreto do governo estadual, hoje as padarias deveriam fechar.
Mas estavam abertas. 

O problema não é estar aberta, mas a aglomeração. Esta mensagem precisa ser assimilada e posta em prática pelos consumidores.


TRINTA E SEIS

Nosso pluviômetro marcou trinta e seis milímetros da chuva na entrada da noite de ontem.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

OS EXEMPLOS ARRASTAM

Quem já foi arrastado pelo exemplo?

COISA SEM FUTURO

"Coisa sem futuro é sofrer antes do tempo."

PRESOS

É o sentimento que temos nesses dias: presos nas próprias casas.  É quase um "querer estar preso por vontade" como diria Camões, ao definir o amor.

Pensando bem, há uma relação ainda que remota, com o ato de estarmos presos em casa, pois temos amor a nós mesmos.

quarta-feira, 8 de abril de 2020

POESIA

Ausência

Madrugada sem fim
Com você longe de mim.

Dia triste e incerto
Sem você por perto.

Noite longa e gritante
Com você distante.

Amanhã de esperança
Guardo você na lembrança.


UPANEMÊS NA TV

Será no próximo sábado, 11, a exibição do programa "Resenhas do RN", da Intertv, gravado em Upanema no dia 14 de fevereiro. Será mais cedo: às seis e cinquenta.

O programa aborda assuntos da terra. Foi dividido em quatro tempos. Suponho que Maria Gama fala da cultura do lugar, do passado, etc. Marcelo Freitas canta forró. Pedro Antônio mostra seus desenhos em seu ateliê. Da nossa parte, o dicionário upanemês. Destacamos algumas palavras usadas entre nós.

terça-feira, 7 de abril de 2020

TERCEIRA FEIRA

Ontem foi a terceira segunda-feira que não há feira-livre nessa temporada de quarentena. Somente o comércio local funcionou, com exceção de algum comerciante de fora, mas com os produtos em local fechado.

Não há registro na história de Upanema algo parecido depois que as segundas foram reservadas para feira-livre.

À GUISA DE POESIA

Não estou de bucho cheio
Porque recuso
A toda hora comer
Notícias bem cozidas
Ou requentadas
Do bom gosto
Às mais elaboradas.

São news e news falsas
Que nos dias atuais
As chamamos fakes
Ou outros termos mais.

Se não bastassem as más
Da violência diária
De gente que subtrai, engana, mata
Agora a tal da coisa que veio
Não quer ir tão cedo e maltrata.

Mudo de estação não assisto
Consulto a rede e desisto
Prefiro ler outros assuntos
Que só encontro em velhos jornais
O dia passa, chega a noite
Mas amanhã tem mais.




segunda-feira, 6 de abril de 2020

ANTÔNIO ELIZEU DE CARVALHO

Falecimento - Faleceu hoje em Mossoró o upanemense Antônio Elizeu de Carvalho.

Antônio Elizeu era mais conhecido por Antônio de Elizeu, por causa do pai, que era Elizeu. Este falecera em 1988.

Passou grande parte dentro da política, mas também foi comerciante no ramo da farmácia.

Na política, foi vice-prefeito no primeiro mandando de Luiz Cândido, de 1970 a 1973. Foi vereador por mais de uma legislatura. Foi candidato a vice-prefeito e prefeito, mas não foi eleito.

FRASE

A batalha contra o corona será vencida através do recuo e não do avanço, do partir pra cima.

CHUVA DA TARDE

A chuva da tarde de ontem: 11mm.

domingo, 5 de abril de 2020

HISTÓRIAS QUE O POVO CONTA

Gente teimosa
-Aquele é um pintassilgo, Luíza.
-Não é, é um canário.
-É um pintassilgo.
-É um canário, besta. Não está vendo a cabeça dele amarelando?

O diálogo acima é de Luíza e Jessé, personagens de Beira Rio beira vida, de Assis Brasil.

-Quem vem acolá é Balbino.
-Não. É Luiz Marques.
-É Balbino.
-É Luiz Marques.
-Balbino.

No fim da história, a pessoa que vinha era na verdade, Luiz Marques. O que falava que era Balbino, respondeu:
"Tanto faz Balbino como Luiz Marques".

ENTRETENDO - EDIÇÃO DE DOMINGO

Nesses dias sombrios e com mais dificuldades que as já existentes até há um mês, virou pandemia um costume nosso de cada dia: o compartilhamento de notícias tristes - muitas vezes verdadeiras - mas outras vezes evitáveis.
Não basta a TV amiudar diariamente o assunto atual? Para quê tanta divulgação individual ou coletiva de algo que vai sair ou já saiu na imprensa?
O que se pode fazer  diante disso? Que tal compartilharmos amenidades ou algo bom que ocorre nas nossas vidas?
Não há nenhuma mensagem de esperança para compartilhamento?
LITERATURA - De livro antigo
O sapo
                Renato Sêneca Fleury
Não se discute que o sapo
É feio, feio a valer.
Barrigudo, olhos saltados,
Mais feio não pode ser...
Até já se disse em versos,
Que ao mundo o sapo não veio
Para servir de modelo,
Por ser bicho muito feio.

Entanto, essa fealdade
Não lhe impede que se torne
- Eis uma grande verdade -
De uma serventia enorme.
Dando caça a certos bichos
Para as suas refeições,
Presta-nos muitos serviços
Defendendo as plantações.
Por que apedrejar os sapos?
É ruindade! É malvadez!
Queria você, acaso,
Pagar o mal que não fez?
(Do livro Infância Brasileira - Companhia Editora Nacional)
SAÚDE - Higiene mental - O grande causador da maioria das moléstias chama-se stress. O estado de espírito tem muita influência sobre o corpo. A tristeza, a mágoa, a fadiga mental, a ansiedade, o medo, a raiva, os aborrecimentos, as preocupações, etc, afetam a saúde desfavoravelmente. Por outro lado, a alegria e a despreocupação têm efeito benéfico sobre a saúde. (A cura pelas plantas, de Minami Keizi).
A higiene muito antes do corona já tínhamos o dever de lavarmos as mãos depois de chegarmos da rua e antes das refeições. Curiosamente, muita gente vive paranoicamente nesse momento difícil. Faz-se necessário o equilíbrio mental para que ninguém endoide.
JOGO DE PALAVRAS - O Conselho reiterado das autoridades da saúde é: não convidem o covid.
RELIGIÃO - Por causa do decreto governamental, as igrejas não estão fazendo celebrações presenciais, mas somente à distância. 
EDUCAÇÃO - Meton. Este é seu nome. Meton é o nome  de um professor que faleceu ontem aos noventa e oito anos de idade. Era do Sítio Atoleiro. Esta é a informação que disponho. Não o conheci, mas apenas de nome. Residia há alguns anos nos Palheiros. Foi sepultado hoje.
Ensino e educação: duas palavras com sentidos diferentes. Palavras que denunciam se alguém é educador ou professor. O professor diz que ensina. O educador diz que educa. O professor ensina conteúdos. O educador não se preocupar com conteúdos, mas com a cidadania do educando. Educando é o nosso aluno. E assim, o dilema segue.
POLÍTICA - Os pré-candidatos estão em marcha lenta. A doença do ano esfriou os ânimos.
Fala-se em adiamento do pleito. Talvez para dezembro, caso a doença do ano não se vá logo.

DO JORNAL DE UPANEMA - Edição de abril de 2006.
Quinze estudantes upanemenses são aprovados no vestibular 2006.
No dia 20 de março, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte divulgou a lista dos aprovados no vestibular 2006. A FM 104,9 transmitiu ao vivo o resultado. Foram quinze aprovados: Emerson Rallison Castro da Silva - Ciências Econômicas. Valcida Medeiros de Oliveira - Serviço Social. Rita wigna de S. Silva - Serviço Social. Antônio Amadeu da Costa Júnior - Letras - Língua Portuguesa. Liziane Maria dos Santos - Letras - Língua Inglesa. Jocivan Xavier Fernandes - Pedagogia. Ellen Gonçalves B. Freire - Pedagogia. Ecanice Costa A. Freire - Pedagogia. Luiz Antônio G. Bezerra - Pedagogia. Pedro Mizael O. de Souza - História. Kelson Luiz da S. Gonçalves - História. Henrique Minervino C. de Melo - História. Ademar José de M. Filho - Física. Lázaro Carlos Gondim - Filosofia. Antônia Emmily de O. B. e Silva - Letras - Língua Espanhola.
Nota: Abolido o vestibular na Uern, a emoção da divulgação também foi abolida. Os resultados do Enem a gente nem consegue saber. São os próprios candidatos aprovados que detêm as informações.
POESIA
Conjugação
                       Júlia Costa
Eu sou inércia
Nós somos ação
Tu és sozinho
Vós sois multidão
Ele é indiferença
Eles são atenção
Ela é  vêntulo
Elas são furacão.









CHUVA DE ONTEM PELA NOITINHA

11mm.

DAQUI A POUCO

Daqui a pouco,  Edição de domingo do Entretendo. Será uma variedade de textos dividida em colunas.

QUEM SE LEMBRA?

Leite na porta

Hoje ainda temos o distribuidor de leite na porta. 

Alcancei o leite ser entregue por uma pessoa que andava de bicicleta. O tempo evoluiu e chegamos ao que está hoje: o leite é despachado por alguém em motocicleta.

O que vou relatar só vi na literatura: o vendedor ia de porta em porta com uma vaca, um balde e arreio. Tirava o leite na hora.

sábado, 4 de abril de 2020

BOA CHUVA

Cai boa chuva em Upanema na entrada da noite. O medidor vai captar uns bons milímetros.

QUE PALAVRA!

Caixeiro -  Balconista, entregador. (Aurélio) 
Empregado de casa comercial que vende ao balcão. O que é encarregado de entregar nas casas a mercadoria comprada. (Soares Amora)

Não conhecemos hoje os vendedores que distribuem mercadorias como eram antigamente: caixeiros-viajantes. Hoje dizemos apenas distribuidor ou simplesmente vendedor.

CHUVINHA DA TARDE

A chuvinha da tarde de ontem foi 4mm.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

RAIOS

Não temos notícias de raios entre nós neste ano. Precisamos sempre estarmos policiados acerca dos perigos dos raios em momentos chuvosos. 

Ficar em lugares abertos constui-se em grande risco de acidentes. Em casa neste momento e longe de tomadas, é a grande dica.

ONZE

Ao entrar a noite, outra chuva foi registrada. Desta vez, apenas 11m.

Portanto, nosso registro de ontem foi de 26mm.

QIINZE

Foram 15mm o volume de chuva ontem pela tarde.

Ao entrar a noite, nova chuva.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

ATÉ DIA 23

O decreto da governadora do RN estende até o dia 23 deste mês a paralisação das aulas no serviço público, municipal ou estadual, além das escolas particulares.

Acredito que o tempo de paralisação vai bem além do mês de abril. Pode ser até que prolongue ao mês de maio.

CHUVA COM VENTO

Chuva com vento agora. 

quarta-feira, 1 de abril de 2020

SÓ SEI QUE FOI ASSIM

Eu mesmo já tive um cavalo bento. Só podia ser mesmo, porque cavalo bom como aquele eu nunca tinha visto. Uma vez corremos atrás de uma garrota, das seis da manhã até as seis da tarde, sem parar nem um momento, eu a cavalo, ele a pé. Fui derrubar a novilha já de noitinha, mas quando acabei o serviço e enchocalhei a rês, olhei ao redor, e não conhecia o lugar em que estávamos. Tomei uma vereda que havia assim e saí tangendo o boi.

E as mentiras de Chicó do "Auto da Compadecida" de Ariano Suassuna continuam. O cavalo bento de Chicó de repente estava em Sergipe. Atravessou o rio São Francisco e não percebeu.

Quando inquirido por João Grilo sobre as coisas impossíveis de sua narração, ele diz:

Não sei, só sei que foi assim.

ONDE ACHEI MEU CAVALO

Numa tarde, procurei meu cavalo em todas as partes. Adivinhem onde estava? Debaixo  do meu chapéu.

Outra vez o danado estava trepado num pé de oiticica.

Arranjei umas varas pra o pastor João Gomes. Ele me deu em pagamento um paletó.  Levei pra costureira. Ela desmanchou e deu pra fazer dez paletós. Eu peguei e vendi.

Uma vez passei um dia em Mossoró namorando um manequim. Falava e ela não respondia. Somente percebi de tardezinha.

Essas histórias são contadas por Zé de Zerinho, o maior mentiroso da cidade.

Suas mentiras são invencionices que não combinam com mentira comum. São histórias que servem de graças para as pessoas.

O homem que mente é um cachorro, costuma dizer seu Zé.

PROVÉRBIO

Cada um colhe o que semeia.