terça-feira, 27 de outubro de 2009

VIVA A DECOREBA!

Há uns teóricos da educação que ficam inventando maneiras diferentes de se pôr em prática o ensino-aprendizagem, como se estivessem inventado a roda.
Uma delas é a condenação tácita da decoreba.
Decorar é uma coisa descartada no mundo pedagógico atual. Como todo erro tem um preço, com o fato da decoreba não foi diferente. Qualquer menino sabe que a repetição é uma poderosa ferramenta para a aprendizagem. Não a única.
Três vezes quatro: doze. Foi assim que aprendi fácil a tabuada. Dois mais dois: quatro. Cheguei até a ganhar da escola um modesto presente quando repeti a tabuada de oito, salteada e inquirida nada mais e nada menos pela professora Leni.
Caetano Veloso disse que dois mais dois era cinco, em sua música “como dois e dois”. Ali não era matemática, mas uma linguagem subjetiva que queria dizer que entre eles estava tudo errado.“Meu amor, tudo em volta está deserto, tudo certo. Tudo certo como dois e dois são cinco.”
Uma historinha ilustra bem a questão do desprezo da decoreba. Uma professora pediu o plural dos pronomes pessoais do caso reto: Dê plural de: a) eu: eus; b) tu: tus; c) ele: eles.
Em tempo, os pronomes pessoais do caso reto são os que desempenham a função de sujeito da oração. São os pronomes eu, tu, ele, ela, nós, vós eles, elas.

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