PALAVRAS QUE NUNCA USEI
Nasci em um dos anos da década de 60. Bastava eu ter dito que nasci em 1965, mas preferi encompridar a conversa para encher umas linhazinhas. Quero através desse texto falar um pouco sobre as palavras que estão em moda e as que eu nunca pronuncio. Por exemplo, eu nunca chamo alguém bem vestido como um mauricinho. A patricinha é a mocinha bem vestida. Pagar mico é passar vergonha. Eu quando passo uma vergonha eu digo que passei vergonha e nunca que paguei um mico. Se alguém está atento, eu digo que ele está atento e nunca antenado. “Antenado” é o nome da coluna de Anaximandro no Jornal de Upanema.
São essas e outras expressões que não consigo me expressar. Prefiro falar direto. Se bem que às vezes faço um arrodeio tão grande pra dizer uma coisa que o leitor se desespera e pensa que eu não vou chegar ao fim do assunto. Chamo alguém que é chato, de “chato” e nunca mala. Existe até o mala sem alça, que é aquele que está ali pra dificultar, atrapalhar. Mas para esses, eu digo que ele atrapalha, dificulta, mas nunca que ele é uma mala sem alça. Nem com alça.
Divulga a cultura e a linguagem da cidade, além de produção textual como contos, crônicas, poesias. Comento os fatos, conto histórias. Vez por outra posto notícias.
domingo, 29 de junho de 2008
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