domingo, 18 de abril de 2021

ENTRETENDO - EDIÇÃO DE DOMINGO

GÍRIA DO MOMENTO

Uma das gírias do momento é "entrar na sua mente". Preciso entrar em sua mente, ou seja, fazer com que você se convença do que estou dizendo. Isso funciona muito bem para os vendedores. às vezes, você não tem a menor vontade, precisão e condição de comprar um objeto. Então chega o vendedor e entra na sua mente. Pronto! Você compra e ainda sai divulgado aquele produto. Jales Carlos Gondim é um dos exemplos de vendedores que tem entrado na mente de algumas pessoas. Foi dele que vi, pela primeira vez, ao vivo, essa expressão.

MÚSICA NA MINHA VIDA

A música "Espanhola" foi gravada pela segunda vez em 1982, mas  é somente em 1989 que tenho boas lembranças dela. O hit não sai dos meus ouvidos no tempo do estágio numa escola estadual em Mossoró.

LIVRO

Hoje é o Dia Nacional do Livro Infantil. Foi criado em homenagem a Monteiro Lobato. O escritor nasceu em 18 de abril. Em tempos bicudos, o dia fica mais esquecido. Em tempos normais, a leitura de Lobato não está em alta. Outros gêneros têm tomado seu lugar.

MANHÃ

A manhã deste domingo varia entre nublada e ensolarada.

NEBLINA DE ONTEM

2mm.

UMA FALTA E UM ALÍVIO

Um bom teste para se saber se sua ausência é uma falta ou um alívio, é só ausentar-se por uns dias ou até meses. Em alguns casos, horas.

A DISTÂNCIA

A distância da escola não tem feito bem para ninguém. A repulsa pelo ambiente escolar parecia para muita gente algo bom. Mas não é. O tempo, senhor da sabedoria, está dizendo isso.

ANEDOTA

Tomar uma atitude - Uma das anedotas que escutei não sei quando e não sei de quem que um dia o presidente Juscelino Kubitschek estava reunido com seus ministros mais próximos para resolver um problema no governo. A coisa não fluía bem. Então foi que o presidente disse: Vou tomar uma atitude. Levantou-se e foi para a cozinha, talvez de casa ou mesmo do palácio. De repente, voltou. Perguntaram: Cadê a atitude? Ele disse: tomei lá na cozinha. Atitude era um nome de uma cachaça. 

Se alguém pensa que Atitude não existe, enganou-se. A cachaça existe, sim. O que eu não sei se a história é verídica ou é apenas uma das boas anedotas que nosso povo produz.

QUADRINHA

A alegria do vaqueiro
É derrubar o boi
A alegria do velho
É contar o que foi.

CONTAVA UM VELHO ACOLÁ

Um senhor das minhas lembranças, já falecido, gostava de contar histórias e  recitar versos de cor. Um desses versos nunca saiu da memória. Dizia ele que ninguém pode viver sem que as pessoas falem mal.

Se anda limpo
É pilinto
Se anda sujo
É seboso
Se come pouco
É faminto
Se come muito
É guloso.

Pilinto é pelintra - substantivo masculino e feminino. Pessoa pobre e mal trajada, com pretensão a exibir-se e desejo de ostentação. Adjetivo: Mal trajado e pretensioso. Bem trajado.

TEXTO ANTIGO

O povo brasileiro (Eduardo Prado)

É esta a pátria nossa amada, que a nossa raça, lutando contra os homens e contra os elementos, conseguiu fundar. Encontramos dificuldades e obstáculos de que a nossa energia triunfou. Nesta zona tropical, que se dizia inabitável, levantamos a nossa tenda e, sob o céu dessa terra nova, cresceu e multiplicou-se a nossa raça com a força e a fecundidade das plantas vivas que deitam raízes fundas e estendem longe a verdura das suas frondes. Temos vivido do trabalho regando com o suor de todos os dias uma terra que só pela violência do labor frutifica e nos alimenta. A tez branca que a nossa raça trouxe da Europa aqui se tem dourado ao fogo de um sol sempre ardente. Temos tomado às feras os largos pedaços de terra, rasgando o véu sombrio da floresta hostil: e, onde dominavam as febres da terra inculta, há hoje a verde salubridade das lavouras. Entram pelos nossos portos os navios que nos trazem os habitantes de outras terras que conosco vêm trabalhar: e, nos caminhos de ferro que fazemos, circulam em nosso solo a vida e a força. E tudo isso fizemos sendo um povo brando e sociável, que nunca atormentou nem suplicou os fracos, deu liberdade aos cativos, amou a paz e soube repelir pela força a agressão dos fortes.

LADAINHA

Por se tratar de uma ilha deram-lhe o nome
de ilha de Vera Cruz.
Ilha cheia de graça,
Ilha cheia de pássaros,
Ilha cheia de luz.

Depois mudaram-lhe o nome
pra terra de Santa Cruz.
Terra cheia de graça,
Terra cheia de pássaros,
Terra cheia de luz.

Mas como houvesse, em abundância,
certa madeira cor de sangue, cor de brasa,
e como o fogo da manhã selvagem
fosse um brasido no carvão noturno da paisagem,
e como a Terra fosse de árvores vermelhas
e se houvesse mostrado assaz gentil,
Deram-lhe o nome de Brasil.

Brasil cheio de graça,
Brasil cheio de pássaros,
Brasil cheio de luz. (Cassiano Ricardo, do livro Martim-cererê)

TEXTO PARA RECITAÇÃO

Textos como  "Ladainha" eram postos nos livros didáticos, de propósito, para serem recitados pelos alunos. Naquela época, decorar um texto não tinha a dura condenação. Pelo contrário, era incentivado seu uso. Recitar exigia decorar antes. Não havia uma equipe pedagógica formal como há hoje. Havia escola centrada no ensino de conteúdos escolares. É o conteúdo escolar que aprova os alunos em concursos e vestibulares. Os resultados estão  aí para quem quiser ver.

HUMOR

Rolava maior cena de ciúme no apartamento do casal recém-casado.
O marido gritava:
-Você não me contou nada sobre isso! Quer dizer que vários homens lhe propuseram casamento? Antes você tivesse se casado com o primeiro idiota que apareceu!
E ela, de mau humor:
- Pois foi exatamente o que eu fiz!

POESIA

O tempo disse

O tempo disse
Verdades inexoráveis
Grita sobre o amor
Ensina que também a dor
Um dia vem.

O tempo lembrava a todos 
Que a canção bem
Não pode ser desentoada
Do jeito escutamos
E pela maioria louvada.

O tempo está provando
Que o lápis quando escreve
E não pode ser desescrito
E que o fato ao ser fatuado
Jamais pode ser esquecido.


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PROVÉRBIO

O que dá fama, dá desdém.