domingo, 3 de julho de 2022

ENTRETENDO - EDIÇÃO DE DOMINGO

INTERNET DE ANTIGAMENTE

Se lá para o fim do século passado um estudante ou mesmo um mero curioso das coisas quisesse entender o que seria Abandono de incapaz, teria numa enciclopédia a resposta rápida:

Delito que consiste em deixar fora de sua proteção  pessoa que está sob o cuidado, guarda, vigilância ou autoridade do criminoso e que seja incapaz de se defender dos riscos resultantes da falta daquela proteção. (Enciclopédia Brasileira Globo, volume 1)

CHUVA DE ONTEM - 5mm.

MÚSICA NA MINHA VIDA

Eu tiro o leite - Bob Nelson

Quando amanhece no meu rancho lá do oeste
Eu vejo o campo logo ao romper do sol
Manhãs felizes estas do meu faroeste
Tão felizes que parecem sinfonias do arrebol

O desponta, eu começo a trabalhar
Monto no meu cavalo e corro o campo até o fim
Passo a raspadeira no meu touro Barnabé
Sento na banqueta e ordenho a Salomé

Cantando assim, eu tiro leite, eu tiro leite
Eu tiro leite, eu tiro leite
Eu tiro leite, eu tiro leite
Eu tiro leite, eu tiro leite

Lá para fins dos anos 70, o rádio AM entrava com força nas casas. A música era ouvida principalmente no rádio porque pouca gente possuía uma radiola.

Eu tiro o leite era sucesso. Não sei de quem era a voz que aparecia no final da música que dizia assim: "Desse jeito não tem vaca que aguente". Provavelmente era outro cantor e não Bob Nelson.

ASSEMBLEIA DOS RATOS (Monteiro Lobato)

Um gato de nome Faro-Fino deu de fazer tal destroço na rataria duma casa velha que os sobreviventes, sem ânimo de sair das tocas, estavam a ponto de morrer de fome.

Tornando-se muito sério o caso, resolveram reunir-se em assembleia para o estudo da questão. Aguardaram para isso certa noite em que Faro-Fino andava aos mios pelo telhado, fazendo sonetos à lua.

– Acho — disse um deles — que o meio de nos defendermos de Faro-Fino é lhe atarmos um guizo ao pescoço. Assim que ele se aproxime, o guizo o denuncia e pomo-nos ao fresco a tempo.

Palmas e bravos saudaram a luminosa ideia. O projeto foi aprovado com delírio. Só votou contra, um rato casmurro, que pediu a palavra e disse — Está tudo muito direito. Mas quem vai amarrar o guizo no pescoço de Faro-Fino?

Silêncio geral. Um desculpou-se por não saber dar nó. Outro, porque não era tolo. Todos, porque não tinham coragem. E a assembleia dissolveu-se no meio de geral consternação.

Dizer é fácil; fazer é que são elas!
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A fábula acima de Monteiro Lobato retrata grandes lições, principalmente sobre o prometer e o fazer e sobre os grandes farofeiros da humanidade.

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ENTRETENDO - EDIÇÃO DE DOMINGO

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