sábado, 23 de junho de 2018

DUAS FRASES

"O maxixe nasce e dá frutos no meio de pedras sem a gente plantar e aguar."

"Se fosse dinheiro, as folhas não se espalhariam no  meio da rua."


DOIS OLHOS

Os pré-candidatos ou pretensos pré deste ano não usam os dois olhos na TV somente para verem os jogos da Copa. É um olho na TV e outro na política.

E não poderia ser diferente. Não se pode perder tempo.

QUE PALAVRA!

Bispar:

Observar ou espiar com atenção. (Aurélio)

sexta-feira, 22 de junho de 2018

TRADIÇÃO

Ontem a escola infantil Cmei Severino Ramos mais uma vez realizou sua festa junina, que virou tradição.

O público aumenta a cada ano. A pamonha e a canjica estão nota alta.

A festa é organizada pela direção daquela escola juntamente com o corpo docente e demais funcionários.

HERRAR É UMANO

Soltar balão é crime pela razão óbvia. Entretanto, muitos desafiam as leis e o bom senso.

É uma atitude mais umana que humana.

FIQUIÇÃO

Fiquição
Ficção
Fique são.

Diabeisso?
Grita o aluno
Do canto da parede.

Ficção é invenção
Não mentira.
Mentira é gestão
Que confunde com
Administração.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

ACERTOEX

Errorex
Acertoex
Sujoex
Limpoex

Não é melhor um rascunho?

FESTA

A festa junina do Cmei mais uma vez vai rolar.

É hoje à noite com danças, músicas e comidas típicas.

OS QUE VÊM

Os que vêm
Os que vão
Não podem andar
Ao mesmo tempo
No mesmo trilho.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

VÍTIMAS DO ASFALTO

Olho e vejo numa rua, direção de quem vai pra Mossoró, uma vítima do trânsito.

Noutro ponto da cidade, três empareados, tesos, silentes, no chão.

No primeiro exemplo, um gato; no segundo, três sapos.

Ps. Até para os bichinhos a coisa funciona bem. A coisa: a irresponsabilidade ao volante.

terça-feira, 19 de junho de 2018

LEI SECA

A lei seca completa seu décimo aniversário.

Durante esse período, algumas pessoas quiseram molhar a lei de muitas maneiras, entre as quais a resistência à lei, a reação em não usar o bafômetro, etc.

O certo é que a lei beneficia o cidadão de bem. Ainda bem que as pessoas de bem resistem. 

CADÊ AS PAMONHAS?

Fora do período junino, as pamonhas estão presentes nas nossas portas. Agora que chegou o período tradicionalmente delas, não as vejo mais.

Que é das pamonhas? Cadê?

segunda-feira, 18 de junho de 2018

PONTO

Ponto facultativo  nas repartições públicas nos jogos do Brasil nesta Copa.

Pronto!

domingo, 17 de junho de 2018

QUEM SE LEMBRA?

As grandes Copas

Até onde minha memória chega, a Copa do mundo de 1974 é uma das mais faladas pelos brasileiros.

Brasil na Alemanha 
Tetra campeão.

Noventa milhões em ação
Pra frente Brasil 
Do meu coração.

Em 1978 tivemos um timaço, mas não conseguiu o título.

A de 1982 não fica atrás. Dizem até que o Brasil foi o campeão moral, sem ter conseguido o título.

Com pouca TV, a solução era ouvir no radinho de pilha ou chegar cedo na casa de um conhecido.

Em 1986 e 1990 foram duas em que o Brasil jogou bem, mas não chegou lá. Já tínhamos TV de sobra.

De lá pra cá, logramos mais êxito: de três copas seguidas, o Brasil foi duas vezes campeão e vice uma.

QUEM SE LEMBRA?

Cantigas de ninar

Hoje faço a meia dúzia de leitores deste blog lembrar das antigas cantigas de ninar e das histórias de assombração.

Uma está ligada a outra. Quase sempre.

Menino vai dormir 
Que eu tenho que fazer
Vou lavar, vou engomar
Uma camisinha pra você.

Ah, ah, ah,
Fulano quer apanhar (bis)

Boi, boi, boi
Boi da cara preta
Pega esta criança 
Que tem medo de careta.

Terezinha de Jesus
De uma queda, foi ao chão
Acudiram três cavalheiros
Todos os três, chapéu na mão.

Muitas vezes, depois de ouvir histórias de assombração contadas pelo pai ou avô, o menino não conseguia dormir. A mãe cantava musiquinhas para que o filhinho dormisse mais rápido.

O escritor gaúcho Érico Veríssimo, em suas memórias, escreve:

Estou convencido de que meu primeiro contato com a música, o canto, o conto e a mitologia se processou através da primeira cantiga de acalanto que me entrou pelos ouvidos, sem fazer sentido em meu cérebro, é óbvio, pois a princípio aquele conjunto ritmado de sons não passava dum narcótico para me induzir ao sono. Essa canção de ninar falava no Bicho Tutu, que estava no telhado e que desceria para pegar o menino se este ainda não estivesse dormindo...

(Solo de Clarineta, volume I, página 60, Editora Globo).







AS GARÇAS

Abro a janela. Que paisagem! Céu, serra e vale. Céu - gaze de puríssimo azul translúcido. Serra - a Mantiqueira, rude muralha de Safira. Vale - o do Paraíba, tapete sem ondulações que lhe enruguem o plaino.

Que é aquilo no azul da serra? Um ponto branco. Um voo lento de giz sobre a imprimidura do cobalto.

Garça! Reconheço-a logo pela amplidão do voo. Que maravilha o voo por manhã assim. Neve sobre azul....

Súbito...

- O bando!

Vinham em bando alongado, ora a erguer-se uma, ora a baixar-se outra, estas ganhando dianteira, aquelas atrasando-se. Passam a quilômetro da minha janela, tão perto que lhes percebo o aflar das asas. Mas...

- Outro bando! E outro, atrás! E outro bem longe!...

Jamais vi tantas e em tão formoso quadro. Montavam o rio. Emigravam. Passavam. Passaram... E deixaram-me com a alma tonta de beleza, a sonhar mil coisas, a rever o lindo voo de cegonhas que Machado de Assis evoca - as cegonhas que das margens do Ilisso partiam para as ribas africanas...

(Monteiro Lobato)

TEMPO DE POESIA


ARMADILHA

Por Júlia  Costa

Esvaziei-me de sentimentos
Ergui muros para minha proteção
Mantive longe  desejos e vontades
Perigosas armadilhas da ilusão.

Mas tu de mim aproximastes
Com uma voz doce me fez acreditar
Que o muro mantém a dor distante
Mas impede o amor de entrar.

Entusiasmada com tuas  palavras
Que para mim soavam como canção
Destruí os muros, demoli barreiras
Deixei   livre  para  ti o meu coração.

Seduzida pela  grande felicidade
Que  a tua companhia me causava
Amei-te com muita intensidade
Quanto mais te tinha, mais desejava.

Porém minha alegria pouco durou
Logo mostraste tua real intenção
Quando percebestes que era amor
Viraste-me as costas, sem compaixão.




sábado, 16 de junho de 2018

QUE PALAVRA!

Birra: Insistência em permanecer numa ação ou atitude, ainda que absurda, teimosia, pirraça. (Aurélio)

Do substantivo birra, temos o verbo embirrar: teimar com ira e obstinação.

Uma outra palavra que pertence, digamos, ao mesmo campo semântico de birra e embirrar, é pirraça.

Aquela palavra que Ivan Lins cantou em "Novo tempo":
"No novo tempo, apesar dos castigos

 Estamos em cena, estamos nas ruas, quebrando as algemas Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer No novo tempo, apesar dos perigos A gente se encontra cantando na praça, fazendo pirraçaPra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver."














LEITURA ORAL: A CALAMIDADE II

Junto à crise de interpretação dos fatos está a leitura em voz alta e em público.
Não são poucas as profissões que exigem o uso de uma voz firme, alta e fluente.

As associações, os grupos religiosos, sindicais, de bairros. Todos eles obrigam as pessoas terem qualificação no trato oral da linguagem.

E nem falei dos seminários escolares, principalmente nas universidades. Lá a oralidade é inevitável, fatal. Nem tem pra onde correr.

Assim, as séries iniciais funcionam como laboratórios. Seria bom que os alunos não perdessem a chance de praticar.


sexta-feira, 15 de junho de 2018

SEM ÓPIO

Podemos acompanhar os jogos da seleção sem estarmos opiados. Isso é não nos pertence mais. 

Botemos um olho no espetáculo, outro no bastidor político e outro no futuro do Brasil.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

PAUL

Paul, pôu, pô, pra!

Essas onomatopéias não são exclusivas do mês junino.

Infelizmente.

Muito infelizmente mesmo.


quarta-feira, 13 de junho de 2018

OBMEP

No dia 5 de junho ocorreu a oitava edição da obmep.

A segunda fase será no dia 15 de setembro.

Aqui em Upanema teremos medalhas outra vez. É o que consta, segundo o número de pontos.


CATANDO PALAVRAS

No escuro
Do texto obscuro
Catei umas palavras
Que mexeram comigo
E me impressionaram.

Não eram palavras vazias
Fáceis
Comuns
Do povo.

Eram difíceis
Viviam nos píncaros da eloquência.

Só podia entender
Quem morasse
Próximo do saber
A saber:
Próximo dos livros.



terça-feira, 12 de junho de 2018

DE PARABÉNS

Vi ontem ao vivo o trabalho de Vivi, desportista que Upanema acolheu.

Ele trabalhava com uma garotada que se preparava para jogar no gol.

Os chutes de Vivi eram fortes e contundentes. Alguns no contrapé do goleiro. O nível de exigência era algumas vezes acima da capacidade de cada um, mas necessário para momentos difíceis.

Vi aquilo e comparei com a escola. Grande parte do atraso dos nossos alunos tem como causa o tratamento que o sistema escolar dá a eles: tratam como almofadinhas.

Almofadinhas já não faz parte do léxico de muitos viventes deste século. Significa alguém sem ação e por isso não são cobrados.

Preferimos ajudá-los diminuindo a exigência a exigirmos mais e mais, como no treino de goleiro.

Então, resumindo e concluindo:

A escola precisa imitar os treinadores exigentes, senão o Brasil não ganha a Copa. De parabéns Vivi.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

EMPINADORES

Empinar
Não é legal
Nem pipa
Nem bicicleta
Nem moto
Nem nariz.

Por que aplaudimos
E damos audiências
Aos empinadores?