domingo, 31 de agosto de 2014

QUEM SE LEMBRA?

Quem se lembra quando as pessoas só comiam fora de casa quando estavam viajando ou comiam no local de trabalho? 

Quem se lembra das boias, que originaram os boias-frias?

Quem não sabe a origem da palavra boia-fria? Então, para quem não sabe, aqui vai a explicação óbvia: as pessoas que trabalhavam em serviços braçais, não tinham outra alternativa a não ser levarem a comida logo cedo para o trabalho, já que lá não havia comida e nem daria tempo de almoçar e voltar.

Assim, na hora do almoço, a boia já estava fria.

Escrevi com os verbos no passado, mas isso ainda existe. E como existe!

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

PONTE LIBERADA

A ponte da BR 110, depois de meses, foi liberada nesta semana que se  finda. Agora, ainda faltam algumas sinalizações para a estrada ficar totalmente boa para o tráfego. 

terça-feira, 26 de agosto de 2014

NÃO ESCOLHEMOS OS CANDIDATOS

Recentemente escutei de um sábio da política que a nossa democracia não permite que escolhamos os candidatos, mas que os elejamos.

"Nós elegemos os candidatos, mas não escolhemos". 

E explica: um postulante ao governo do Estado chega em torno dos 40% dos votos no primeiro turno. Com essa porcentagem, ele poderá vencer, sem que tenha do seu lado a maioria.

Se houver segundo turno, poderá haver um número elevado de abstenções, nulos e brancos, somados aos votos do outro candidato, que dará mais de 60% de eleitores que não querem esse candidato.

Assim, mesmo com a minoria, o candidato é eleito. A maioria não o elegeu, mas ele ganhou com uma minoria.


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

COMÍCIO DO ZELQUIN

Houve ontem mais de um comício do Zelquin. As cores que conseguiram se misturarem no Estado, não fizeram o mesmo aqui. 

Era como se tivéssemos dois candidatos. O que vimos nitidamente é que a mistura não está heterogênea. Apenas conseguiram colocar no frasco as duas ou mais cores. Agitaram, mas não houve mistura. 

Mas mesmo assim, o povo gosta de política e de falar em política. Um comício daquele tamanho não nos deixa mentir. 

domingo, 24 de agosto de 2014

DIA ESPECIAL

Como hoje é dia especial, escrevi sobre coisas especiais, como a vida, os livros, o comportamento dos humanos, etc. Se não me engano, nem falei dos discos do passado, do presente e nem dos discos voadores.

TOLERÂNCIA ZERO

O cara vê outro fumando e pergunta:

- Puxa! Mas você fuma?

- Não, eu gosto de bronzear os meus pulmões.

OS QUE SE FORAM

São muitos os que se foram recentemente para não mais voltar. Dos conhecidos nacionalmente, destaco três intelectuais: Rubem Alves, João Ubaldo Ribeiro e Ariano Suassuna.

Dos três, conheci pessoalmente o terceiro, que era misto de paraibano e pernambucano. Era professor, mas muito mais humorista do que qualquer outra coisa. Até o jeito de andar já fazia a gente ri.  

Numa Feira do Livro de Mossoró, (já disse não sei quantas vezes) passei quase duas horas rindo com as tiradas daquele senhor.

Foi no ano de 2009 que o conheci  - pena que a recíproca não é verdadeira - e foi uma das palestras mais interessantes que já vi.

Se a recíproca fosse verdadeira, o prazer teria sido meu de fazer algumas perguntas. Como veem, o homem era muito famoso e não dava para encostar fácil nele.


DAS MUITAS COISAS

Das muitas asnices que escutei na área da Educação, a mais sofisticada foi a de que deveria caber aos alunos a tarefa de escolher o currículo. Traduzindo: os alunos deveriam escolher as matérias e conteúdos que deveriam ou estudar.

Sei que nem todos os conteúdos que passamos para os alunos vão cair nos exames. Mas faz-se necessário sua exposição porque não se tem certeza daquilo que vai ser cobrado.

Poderemos fazer uma comparação com as palavras do dicionário: "Ao meu lado um dicionário cheio de palavras que sei que nunca vou usar", cantou Raul seixas. Mas ele não defendia que o dicionário deveria ter número x de palavras. As palavras são usadas em determinados contextos por classes diferentes de pessoas.

E OS DOIS OUVIDOS?

Temos dois ouvidos e uma boca porque devemos ouvir mais do que falar. Nada mais lógico. É o que parece. 

PS: A rigor, não temos somente dois ouvidos. A ciência diz que temos mais.

A TECNOLOGIA E O JUMENTO

Quando pensei que tinha ouvido tudo, não é que uma pessoa disse, de bandeja, que a tecnologia de hoje é comparada a um jumento?

Bom. A mesma pessoa disse que no passado, as pessoas ficavam doidas de tanto lutar com animais irracionais. Hoje, quem luta demais com a tecnologia corre o risco de ficar doido também.

QUEM SE LEMBRA?

Quem se lembra das lamparinas? 

Ter uma lamparina em casa não significava que a pessoa era pobre ou rica. Era uma necessidade. Algumas com mais condições, também tinham em casa lampiões a gás. 

Alcancei a cidade de Upanema com energia elétrica somente para alguns. Já nesse item, quem tinha energia em casa tinha mais condições financeiras do que as que não possuíam.

Já as lamparinas... essas eram indispensáveis, pois o gás ou querosene, era o combustível que todos podiam comprar, ainda que de frascos.

CINCO

Cinco é o número dos candidatos ao governo do RN.

Por que somente dois têm reais condições de ganhar a eleição e são eles mesmos que são mais badalados?

A resposta é tão óbvia que nem preciso gastar palavras.

O QUE NÃO ESTÁ COM NADA

Dentre as coisas que o ser humano faz e não está com nada é dirigir embriagado. É preciso dizer que ele perde a noção de espaço, tempo e perigo?

ESCUTATÓRIA

Um sábio disse que assim como há um curso de oratória, deveria haver um curso de escutatória. Foi o escritor Rubem Alves quem disse isso. 

Ele, como todos que falam para plateia, por ser professor, também sofria com os que não escutam, mas estão no local como se estivessem para escutar.

Para que curso de oratória? Falar as pessoas já sabem bastante. O que muitos ainda precisam é calar na hora que precisa escutar.

PROMESSAS E PROPOSTAS

A diferença entre promessa e proposta é bem pequenininha. 

Será mesmo que os políticos conseguem explicar aos eleitores essa diferença? Se conseguirem, garanto que conseguirá captar muitos votos através do convencimento.

TV NA JANELA

As poucas TVs que havia em Upanema no finalzinho dos anos setenta e começo dos oitenta ficavam nas janelas. A que me lembro mesmo era a da casa de Seu Pompeu Tavares.

Perdi a conta das vezes em que vi os jogos do Flamengo em que dava peia nos times do Rio de Janeiro. Vi muitas vezes um tal de Júlio César, ponta esquerda, entortar o espinhaço de Orlando, lateral do Vasco da Gama.

Vi Zico dá shows no Maracanã, enfrentando leões no gol como Leão e Paulo Vitor. Tirando Cantarelli, o time do Flamengo era digno de ir para a seleção brasileira. 

Via também, aos domingos, o Fantátisco e os gols, com Léo Batista e sua zebrinha, que piscava sem parar um olho. Só não me pergunte se era o esquerdo ou o direito. Só sei que era preto e branco, afinal, as zebras são preto e branco. Se não fosse, não havia diferença nenhuma, pois as TVs era preto e branco e mesmo!

Todo esse cenário aí, ainda não tinha nascido Waguin um dos torcedores mais convictos do Flamengo. É certo que vive apreensivo. Mas não é pra menos: o Flamengo não tem dado muitas alegrias aos seus torcedores. A exceção é somente quando joga contra um time que tem lindas estrelas.


  

PINÓQUIO

Se a historinha de Pinóquio fosse mesmo real, havia muita gente com os narizes que não podiam mais carregar com o peso. Principalmente nesse período que ora vivemos.

O SÁBIO

O sábio cala e o tolo fala. Pois bem. O sábio só fala o necessário. O que não tem muito o que dizer, diz o que não deveria dizer.

PARA BEM SE EXPRESSAR

Há algumas expressões em língua portuguesa que são fáceis de assimilar e não é privilégio dos falantes saber dizê-las.

Quando dizemos que uma pessoa tem menos de dezoito anos, basta dizermos que ela é menor de idade ou simplesmente menor. Não se faz necessário gastar o de, de graça.

O fato é que, se a língua já tem lá suas complicações, muitas pessoas fazem o desfavor de complicar ainda mais. Depois vão botar a culpa nos gramáticos e gramatiqueiros. Assim não dá.


MAIOR FONTE DE PESQUISA

É uma tremenda perca de tempo escrever neste espaço para leitores inteligentes como os meus que a internet é a maior fonte pesquisa da atualidade e em curto espaço de tempo. 

Com um click, pesquiso quase tudo que quero.

Pena que muitos dos meus alunos ainda não despertaram para isso. Quando falo essas coisas até parece que estou dizendo besteira ou não dizendo nada de interessante.

Ou pior: parece que estou falando para as paredes.

NÃO TEM NADA A VER

Não tem nada a ver escrever-se não tem nada haver.

FÁCIL E DIFÍCIL AO MESMO TEMPO

A vida hoje está mais fácil do que antigamente. Se dissermos que está mais difícil do que antigamente, não estaremos faltando  com a verdade.

Só depende do que estamos falando. Se observarmos a saúde do povo, veremos que hoje não e morre fácil de qualquer doença como no século passado. Qualquer gripinha mal curada, a morte andava perto. Gripe mal curada dava tuberculose, que por sua vez levava ao caixão. Os poetas ultrarromânticos visitaram a morada dos mortos muito jovens.

Hoje não se morre de câncer por qualquer motivo. Se a doença for descoberta a tempo, o paciente tem uma boa percentagem de chance de não morrer. A medicina avançou consideravelmente.

Por outro lado, as doenças vêm com mais força, pois o ser humano é aquilo que come e respira. Os alimentos estão mais propensos a adoecer as pessoas. O ar está mais poluído do que em tempos passados. Pelo ar as doenças se propagam. O ebola não nos deixa mentir.

Na educação, as facilidades são enormes. O acesso à educação virou lei obrigatória. Pelo outro lado, caiu a qualidade do ensino. Livros didáticos e paradidáticos aos montes. Transporte escolar. Merenda. Sala refrigerada. Datashows. Etc. Na outra ponta, a concorrência para entrar em empregos até os que pagam mal.

A vida está fácil e difícil ao mesmo tempo. Se olharmos para outras especialidades, veremos que estou falando corretamente. 





O CONCEITO DE TEXTO

Um texto não é somente aquilo que convencionou-se chamar de texto. Não. Não é preciso que seja composto de muitas palavras e parágrafos articulados.

Uma linha só pode ser um texto. Há poemas de uma só linha. Poema é texto.

Este que agora estou concluindo é um texto. Há até os textos que não têm uma palavra sequer: são os que utilizam a linguagem não verbal. Há imagens que dizem muito mais do que milhões de palavras. No sinal de trânsito os textos não verbais botam moral!

DESENHOS ANIMADOS

Assisti muito pouco aos desenhos animados. Sou da época em que os desenhos estavam se aperfeiçoando. No entanto, não tinha TV em casa para assistir. O que ainda via eram os filmes na Sessão da Tarde na casa de Seu Antônio Lopes.

Muito depois, já com mais de vinte, ia para a casa de Chico Cândido, ao lado do meu velho amigo Lenhador Humilde.

Os desenhos de antigamente eram feios, com pouca tecnologia. Também estou falando do meado dos anos setenta.

QUER ENRICAR?

Uma música bem antiga de Zé Gonzaga conta a história de um homem que diz  à mulher que quer mudar de vida. Um dia, na praia escuta uma voz que diz:

- Zé, tu quer enricar?

O homem ficou intrigado com aquilo a ponto de dizer à mulher.

- Larga de ser besta, home! Diga que quer enricar.

No outro dia, quando a voz repetiu a mesma coisa, Zé diz:

- Quero sim!

- Então vá trabalhar!

- Vá você, alma sem-vergonha!



EBOLA

O ebola tem matado mais de mil pessoas somente neste ano. Ainda bem que estamos bem longe dele. Pelo menos é o que imaginamos.

Por essas informações, não podemos nos gabar de que somos tão poderosos. Os humanos precisam evoluir muito nesse item eficiência. Imaginem no item perfeição, como frisou o cantor Roberto Carlos:

Não somos perfeitos
Ainda.

QUE NEGÓCIO É ESSE?

Que negócio é esse de dizermos que o mês de agosto é o mês do desgosto?

É certo que foi em agosto que aconteceram muitas tragédias. Mas não foi só em agosto que aconteceram catástrofes. O certo é que quem criou essa frase era um tremendo supersticioso. E a superstição se espalhou como uma pequena fagulha num palheiro.

Hoje escutamos a frase da boca de muitas pessoas. Por coincidência, vez por outra, um avião cai ali e acolá. De repente uma pessoa famosa morre neste mês. Aí, dá vazão para a superstição.

Os famosos que morrem tragicamente em maio, com Ayrton Senna, não conta. Para compensar os supersticiosos, Lady Diane falei no último dia de agosto de 1997. 

Uma pesquisa não tão profunda revelará que os supersticiosos não têm razão. Fico com os que não acreditam em mês de desgosto. Afinal, foi neste mês que nasci. 

QUASE TUDO QUE QUERO SABER

Quase tudo que quero no que se refere à pesquisa, encontro na internet. Já me pergunto se haverá alguma coisa mais extraordinária do que ela.

Será que os leitores de enciclopédia dos anos 80 não fizeram a mesma pergunta?

Eu mesmo não refletia sobre isso naquele tempo quando ficava maravilhado diante de uma Enciclopédia Globo, capa vermelha, anos 80, finada biblioteca do Calazans Freire, na Avenida Getúlio Vargas, Centro, ou na Avenida Antônio Vitorino, próximo a Seu Raimundo Lino, pai de Bezerra. 

Não imaginava que a internet iria existir e ainda por cima, ser a queda de muitos estudantes.

Quase tudo que se refere a conhecimento, lá está. Quando falo quase, é porque muitas histórias interessantes ainda pertencem à literatura oral. Como resolvo? Publico e ela passa a ser fonte de pesquisa para os outros.


AS HISTÓRIAS DE CAMONGE

As histórias de Camonge fazem parte dos itens que encontramos pouco na grande web.

A explicação para isso é que essas histórias fazem parte da literatura oral. Os mais velhos que eu sabiam dessas histórias e as repassavam para as gerações, mas poucos as punham no papel. 

O que temos na rede é pouco. É provável que já tenha alguma coisa escrita, mas não muitas obras.

Aguardemos para que as publicações apareçam.

APRENDEU O A

Recentemente ouvi a seguinte frase: “fulano aprendeu o A, ensina o B e os alunos aprendem o C.” Não é que isto tem sentido? Será que isso tenha contribuído para que o ensino esteja em níveis abaixo do desejado?

Pasmem! A frase foi pronunciada por um senhor que não foi muito à escola, mas sabe ler e entender mais do que muitos dos nossos ditos estudantes de hoje.

CHARADA

A charada seguinte, muito antiga e sem graça, por sinal, vale uma postagem e um ano de minha vida.

Com essa postagem, eu somo aos outros textos para formar o número de anos que completo hoje.

Qual a diferença entre o poste e o picolé?

FALAR DIFÍCIL É FÁCIL

Captei a seguinte frase, há muitos anos, de um apresentador numa emissora de rádio:

Falar difícil é fácil; difícil é falar fácil.

A frase acima entrou na minha cabeça, rasgando, nunca mais saiu.

Vez por outra, lembro-me dela como um legado do meu conhecimento que adquiri ao longo desses quarenta e nove anos. Em outros momentos a frase me vem à memória especialmente quando vou explicar algo. Se o interlocutor não entendeu é porque estou falando difícil.

É muito mais fácil falar difícil do que falar fácil. Quando explicamos algo, explicamos da maneira que entendemos. E nem sempre a maneira que entendemos será compreendida pelos ouvintes.

No escrever ocorre a mesma coisa. É tão verdade isso que nas redações de vestibulares os que corrigem as provas não querem textos com palavreados difíceis. O melhor é dizer de forma singela, mas com originalidade.

Não podemos tentar falar ou escrever difícil para não parecer que estamos sendo pedantes. E o pedantismo é coisa desagradável.

PRA PRESTAR ATENÇÃO

"Eu digo pra você prestar atenção, mas você não presta!" (Jogo de palavras do cantor brega Falcão).

A CHAVE QUE ABRE A CABEÇA

A leitura é a grande chave que abre a cabeça. Muitos que têm o título de estudante não estão ouvindo a voz que diz: leiam muito, leiam livros, revistas, jornais, cartazes, bulas de remédio, rótulos de creme dental... tudo que aparecer.

Na TV temos comerciais que nos orientam para que leiamos algo. Mas quem não presta atenção nas coisas boas da TV, só se ligam na lixaria e não enxergam o lado bom que nos enobrece.

É DA SUA CONTA?

Quem se lembra dessa peleja, do nosso tempo de criança?

-É da sua conta?
-Mas é do meu reparo!
-Repara de sem-vergonha!

-Muito mais sem-vergonha quem me mandou reparar!

EQUÍVOCOS

Há alguns equívocos na sociedade que produzem efeito negativo na educação. Exemplo: o professor não ensina; quem ensina é o aluno. O professor é mediador do conhecimento. Nada existe certo ou errado. Não há verdade ou mentira.

Toda essa baboseira que disseminaram no seio da escola só tem contribuído para ajudar a empurrar a educação para baixo.

PRIVILÉGIO

Só pelo fato de estar na escola, o aluno já deve considerar-se um privilegiado. 

Na escola, se ele quiser, aprenderá muita coisa que os de fora nunca saberão. Como por exemplo, uma nova língua, a língua padrão. Fico triste quando o aluno não desperta para essa realidade.

VAMOS SUJAR A CIDADE

Que tal sujarmos a cidade para que os garis tenham o que fazer? 

Sabiam que essa ideia não é defendida somente por ignorantes e analfabetos? Sabiam que semelhante absurdo é defendido também por pseudos-estudantes?

Não é lamentável que essa ideia possa ter surgido das salas de aula?

COMA MUITO PRA NÃO SAIR FALANDO

Coma muito pra não sair falando.

A frase acima é uma das pérolas da nossa linguagem regional. 

Para quem não entende, é uma grande asneira dizer que é preciso comer muito pra não sair falando. Para um estrangeiro deve ser difícil entender isso. 

É semelhante aquela expressão que se diz quando alguém faz menção de sair: Tá cedo! Para um estrangeiro não é inteligível.

Conta-seque um estrangeiro que morava em Upanema muitas vezes voltava do terreiro várias vezes por que o dono da casa dizia: Tá cedo! Um dia, porém, alguém disse: é um costume nosso dizer isso. Quando alguém disser que tá cedo, pode ir embora quando quiser.

É a riqueza da nossa língua.

O DESPREZO PELA HISTÓRIA

Desprezar a história é desprezar o passado. Desprezar o passado é desprezar o que é mais velho do que nós. 

Desprezar o que é velho é um caminho para desprezar tudo o que é velho, a começar pelas pessoas velhas.

É uma prática que parte do aparentemente inofensivo ao mais grave.

PROMESSAS

Quando eu ganhar vai ser assim. Confiem em mim. 

Vocês sabem que eu sei fazer e vou fazer. Vou defender a educação, saúde, segurança. Etc. isso e muito mais constituem em lorotas de candidatos. Basta só a gente esperar pra ver o resultado das urnas.

PROBLEMAS

Os governos não têm conseguido resolver os problemas que os próprios ajudaram a inventar.

Mas não é que no período eleitoral eles gritam publicamente, a todos pulmões, que vão resolvê-los? E o pior: só eles sabem resolver, e os adversários, de jeito nenhum.

Durmam com uma lorota dessa!

A EDUCAÇÃO DE TEMPO INTEGRAL II

É incrível mas é verdade que muita gente é contra a educação em tempo integral, principalmente certos alunos errados. 

Um educação em tempo integral deverá fazer com que a educação melhore em qualidade. O problema é que ações dessa natureza chegam, mas não são eficazes, visto que as escolas não têm estruturas suficientes para atender dignamente. O Mais Educação não me deixa mentir. Quando esse benefício vier, será um gol a favor dos brasileiros, pois gols contra vivemos de rede cheia.

EDUCAÇÃO DE TEMPO INTEGRAL

A educação em tempo integral é uma das próximas conquistas dos brasileiros na área da educação.

Será que quando todas as escolas públicas do país tiverem escola em tempo integral a  educação dará aquele salto de qualidade que muitos estudiosos falam e desejam?

A resposta só teremos daqui a algum tempo. 

UMA QUESTÃO GRAMATICAL

Estar ao telefone ou estar no telefone? Sentar à mesa ou sentar na mesa? 

Analisemos por parte: alguém estar ao telefone, caso alguém possa entrar dentro de um telefone, a frase também ficará certa.

Sentar à mesa é sentar-se numa cadeira próximo a uma mesa, geralmente para fazer refeição. Sentar na mesa é sentar em cima da mesa.

PROBLEMAS DE SEGURANÇA

    Os problemas com a segurança do Estado estão entre os principais que o eleitor norte-rio-grandense tem elegido.

Recentemente era a Educação e Saúde. Hoje nem se fala tanto nisso. Agora é segurança. O candidato que conseguir convencer os eleitores que poderá resolver os problemas da segurança, com certeza captará muitos votos.

SOLUÇÃO PARA TODOS OS PROBLEMAS

      Na época eleitoral, os candidatos têm soluções para todos os problemas. Quando ganham, se apequenam a ponto de não poderem resolver certos problemas que são mais urgentes.

LINGUAGEM DOS CANDIDATOS

     Comício para mim, já disse aqui neste informativo e repito, que é prato cheio porque além de observar o que dizem ainda anoto e vejo até seus deslizes na linguagem.

COMPROMISSO

Se as pessoas não ligam para o que os candidatos dizem agora nos palanques, que preocupação terá eles depois de eleitos, se não haverá quem cobre nada por que nada escutou?

FALTA DE ATENÇÃO

     A falta de atenção dos eleitores para o que dizem os candidatos nas falas, seja em comícios ou programas eleitorais é algo que conta a favor deles quando forem eleitos. Por que?

      Porque aquilo que não é ouvido não é notado.





A ESCALADA DA VIOLÊNCIA

     Num mundo de tecnologia avançada, de aparelho nos dentes, internet, etc, etc, ainda não se encontrou uma maneira de barrar a escalada de violência dos humanos.

QUEM SE LEMBRA?

Volta ao mundo no meu tempo de criança não era dar uma volta ao mundo inteiro. Era o nome de um tecido muito popular e barato. Não só popular e barato, mas dentro da moda.

Era comum a gente vê diariamente pessoas vestidas de volta ao mundo. Era um tecido fino, transparente, colorido e quente. Só era usado para fazer camisas. Era comum ouvir alguém dizer que fulano estava  com uma camisa volta ao mundo azul, vermelha.

Quem se lembra? 

O ESPORTE UNE

Uma frase que captei por aí: O esporte, ao contrário da política partidária, une as pessoas, de norte a sul.

sábado, 23 de agosto de 2014

QUAL A SUA GRAÇA?

Para muitas pessoas não tem nenhuma graça essa história de que o nome da pessoa é sinônimo de graça

Qual a sua graça? Quem fala isso certamente já tem uma certa idade ou ouviu dos mais velhos. Porque hoje em dia essa expressão está totalmente desusada e não combina com a geração dos aparelhos nos dentes.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

FEIRA DO LIVRO 2014

A Feira do Livro de Mossoró deste ano será entre os dias 3 e 7 de setembro.

Dos convidados, o nome mais de peso, segundo minha opinião, é do jornalista Xico Sá. É colunista da Folha de São Paulo. É cearense. Se é cearense, tem tudo para ser um bom humorista. Se eu tiver oportunidade, estarei lá.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

UM JUMENTO MORTO É UM ANIMAL SEM VIDA

Ao ver hoje um jumento morto bem próximo da BR 110, estrada que vai para Campo Grande, lembrei-me da frase dita por Ariano Suassuna, quando falava para estudantes universitários.

Na ocasião, ele recordava que um jovem queria convertê-lo para a música moderna, com especialidade o funk ou punk.

"Você está atrasado. Agora é funk", dizia o jovem.

Na plateia, como Ariano era bastante espirituoso, cantou o que o jovem cantara para ele:

Um cavalo morto é um animal sem vida. 
Rutheford, Bohr!
(Repete a estrofe até cansar)

E assim, vi o jumento sem vida, ao lado da BR, junto de algumas companhias, os urubus. "Tá lá o corpo estendido no chão", como diria o narrador esportivo da TV, Januário de Oliveira, à espera que um samaritano o retire de lá.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

COMO LIDAMOS COM A RIQUEZA

Não é porque estou próximo dos cinquenta. não. Os senhores e senhoras hão de forçosamente concordar comigo quando digo que a escola pública brasileira está esbanjando riqueza e pouca gente se dá conta disso. 

Com exceção de nós que vivenciamos uma realidade muito dura no passado, não há quem perceba que a fartura é grande de livros didáticos e paradidáticos.

O que chega até a nos magoar é o fato de que muitos menosprezam toda essa riqueza cultural que os governos já não podem mais deixar de enviar os milhares de livros, novinhos em folha, todos os anos, porque todos já se acostumaram com esse suporte importante para a aprendizagem dos alunos.

O que lamentamos é que por mais que gritemos em voz baixa eles não acordam para essa realidade. 

É pena que ainda há muita gente que não saiba lidar com essa riqueza. Parece que é preciso que ela se vá para que seja dado o verdadeiro valor. 

domingo, 17 de agosto de 2014

QUEM SE LEMBRA?

Das muitas lembranças do passado, uma que não me sai da memória é a carta de abc. Era um pequeno manual que ensinava a gente a escrever as letras do alfabeto.

Coloquei o verbo no passado somente para ser saudosista. As cartas de abc ainda existem e estão à venda nas mercearias. O que é diferente do passado é que elas não são tão utilizadas como no passado.

Se assim fosse, não teríamos tantas letras inadequadas para redação escolar. Ao olhar algumas letras dos nossos estudantes até parece que eles nunca estiveram na escola primária.

As novas tecnologias estão aí a todo vapor, numa velocidade absurda. Esse fato não significa que a escrita a caneta não tenha nenhum valor. O que ocorre é as redações não deixaram de ser escritas. 

Precisamos voltar a utilizar as cartas de abc nas escolas para a geração de estudantes se saiam bem nas redações.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

DIAS SECOS

A seca está assolando o país. O fato preocupa a todos.

A seca entre nós nordestinos é fato certo todos os anos. Já colocamos no nosso calendário.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

NEM SOMBRA, NEM ESCORA

Diz-se que há pessoas que são como os cardeiros: não dão nem sombra, nem escora.

Nos dicionários tradicionais não há sequer uma definição para cardeiro.

Já no Calepino Potiguar encontramos o seguinte:

Espécie de cactus. Mandacaru. O xiquexique é um cardeiro atrofiado que não alcança desenvolvimento.


sábado, 9 de agosto de 2014

PLUVIAL E FLUVIAL

Uma das formas de aprendermos uma palavra nova é a da investigação de sua origem.

Passei muito tempo para aprender a diferença entre pluvial e fluvial. Acredito que o leitor já teve ou ainda tem dificuldade de saber a diferença dessas duas palavra parecidas da nossa amada língua.

Pois bem. Só dirimi a dúvida de uma vez por todas quando soube que pluvial vem do latim- pluviam. Depois de saber disso, foi fácil diferenciar águas pluviais e e águas fluviais: pluviais: da chuva. Fluviais: dos rios. E pronto!

domingo, 3 de agosto de 2014

QUEM SE LEMBRA?

Naquele tempo, tempos  que já se vão uns quarenta anos, as donas-de-casa usavam abanadores de palha para abanarem o fogão a lenha. 

Quando não havia um abanador, o chapéu, também de palha, era um ótimo abanador. Até um frande, como chamávamos a folha de flandres, servia como abanador. Flandres era coisa que não faltava numa casa.

Naquele tempo, a que me referi, praticamente entre nós havia fogão movido a bujão. Se havia, eu não tomei conhecimento.


sábado, 2 de agosto de 2014

TÁ QUENTE OU TÁ FRIO?

Está frio! Está claro que está frio! 

Para o eleitor de Upanema as eleições 2014 estão mais frias do que picolé, principalmente quem ainda não viu um comício. Os comícios é uma dos motivos para esquentar uma campanha política. Sem eles e a a propaganda eleitoral no rádio e TV uma campanha não é campanha.

É o que parece para o eleitor que ainda não viu seus candidatos dizerem aquilo que não podem ou não querem fazer depois de chegarem ao trono.

A propaganda na TV e rádio só vai ser permitida a parir do dia 19 de agosto a 2 de outubro. Naqueles dias as coisas começarão a esquentar.