Divulga a cultura e a linguagem da cidade, além de produção textual como contos, crônicas, poesias. Comento os fatos, conto histórias. Vez por outra posto notícias.
Os ensaios para o desfile do 7 e 16 de Setembro são boas lembranças que tenho da infância.
Precisávamos ensaiar para acertar os detalhes do desfile, principalmente o passo correto. Perna direita com força no chão tinha de combinar com a pancada forte do bombo.
Ensaiávamos durante uma semana para fazer bonito na avenida.
Foi isso que vi uns dois a três dias antes do desfile desse ano. Coisas que não podemos nos esquecer.
Frequentemente vejo pessoas indo à escola como se estivesse carregando um grande peso nas costas. Literalmente até que isso já é possível a gente vê.
É que depois do programa do livro didático, algumas vezes é necessário que o aluno leve um peso muito grande nas costas. Quando reclamam, prefiro dizer que no meu tempo de estudante a coisa era mais pesada porque não tínhamos nenhum livro para levar.
Voltando ao peso no sentido figurado, digo que ele diminuirá se cada um considerar cada fato pelo lado positivo. Olhemos ao nosso redor e vejamos os pontos positivos da escola nesses últimos anos. Quantas conquistas tivemos! Com a vida fora da escola é a mesma coisa.
Não podemos nem devemos considerá-la um fardo. Se há desafios, temos de enfrentá-los. Jogar na ofensiva quase sempre. Bola pra frente. Quando for para recuar, que recuemos. Mas nunca desistamos.
O projeto chama-se PROFESSOR CONECTADO e é uma parceria entre os governos federal e estadual.
O projeto tem 3 etapas, sendo que na 1ª etapa contemplará com 1 notebook o professor que está efetivamente em sala de aula. A entrega ocorrerá nesta sexta-feira, às 8:00 horas, no ginásio de esportes da Uern, sendo que o professor deverá comparecer ao local munido de identidade e CPF originais (não precisa xerox) quando assinará um termo de compromisso. O notebook vem com programas que serão utilizados em sala de aula. Estes programas não podem ser deletados ou substituidos, mas o professor pode instalar o que quiser.
A 2ª etapa contemplará as escolas sendo um para cada escola (data a ser definida).
A 3ª etapa contemplará com um notebook o diretor, o vice, o coordenador pedagógico, apoio pedagógico, professores de atendimento especial, salas de apoio, professores de programas especiais e outros( sala de vídeo, licença de saúde, gestante, prêmio e readaptados). Data a ser definida.
Os professores do Alfredo Simonetti e do Calazans Freire que não puderem ir receber na sexta-feira (hoje) 17/09/2010 ( não pode mandar outra pessoa de jeito nenhum). Receberão na Dired na próxima semana ( eu não confiava).
Professores que têm dois vínculos e| ou trabalham em duas escolas, mesmo que em outra função, só receberão 1 notebook, pois os dados foram cruzados pelo CPF.
Manuais de autoajuda e de psicologia ensinam que não se deve fazer nada precipitado, sem antes pensar duas ou mais vezes. “Conte ao menos até três, se precisar conte outra vez, mas pense outra vez”, ensina o cantor e compositor Roberto Carlos. Teoricamente a coisa funciona. No momento do pega pra capar, é que são outros quinhentos.
Pensar duas ou mais vezes antes de vingar de alguém ou dizer uma palavra dura, cuido ser o caminho certo, mas nem sempre na hora pensamos assim. Muitos atiraram bem antes de pensar.
Detesto chavões, lugares-comuns. Há momentos que a gente não pode evitar quando quer passar uma ideia. A ideia que vou escrever também não é original. É surradíssima até.
A Educação sofre baixas a cada dia no item ensino-aprendizagem. Com o ensino-aprendizagem em crise, tudo na Educação não funciona porque ele é a coluna de toda Educação.
A metáfora do feijão-com-arroz é perfeita. Feijão e arroz também não pode ser eternamente a refeição de uma família. É preciso que haja outros ingredientes.
Entretanto, o feijão e o arroz ou outros itens na mesa da mesma espécie, são necessário e indispensáveis.
Os conteúdos - que até bem pouco tempo quiseram satanizar - são importantes. O maior problema é a forma de repassá-los.
Há os que acreditam que os teatrinhos sejam as formas perfeitas para que haja uma boa aprendizagem. Quem assim procedeu, caiu na mesmice e teve que inventar outra coisa.
O feijão-com-arroz da questão é repassar conteúdos que serão cobrados na escola formal ou na escola da vida.
O resto pode ser preenchido com atividades lúdicas. Mas não precisa exagerar.
Não é possível que se possa confundir transversalidade com proselitismo de qualquer espécie. Se não atentarmos para isso, cairemos no erro de distanciarmos dos objetivos da escola que é mostrar seu lado formal.
Quando eu ainda estava aprendendo a ler, como é natural, onde via uma palavra, queria treinar a leitura. Na escola onde estudava – Escola Estadual Professor Alfredo Simonetti – todas as classes tinham uma plaquinha acima da porta com um nome de um personagem do passado, já falecido. Ao passar por uma dessas salas, avistei a seguinte inscrição: “Sala de professores Chico Cândido”. Não perdi tempo e comecei a balbuciar a frase.
Soletrei as primeiras palavras acertadamente, mas tropecei na última porque estava acentuada. Ao invés de ler Cândido, li Candido. Troquei a pronúncia proparoxítona por paroxítona. E quem foi Chico Cândido?
Só mais tarde soube quem era aquele senhor. Depois confirmei com um de seus netos, o conterrâneo Januário Bezerra. Chico Cândido era o pai de Luiz Cândido Bezerra, que foi prefeito de Upanema por duas vezes, vindo a falecer no segundo mandato em 26 de maio de 1986.
Em comemoração aos cinquenta e sete anos de emancipação política, durante esta semana, a coluna Linguagem.com do JU online está publicando diariamente textos relacionados a alguns momentos da nossa história.
Não é só na área religiosa que vez por outra nos deparamos com ateus, ou no mínimo, um certo ceticismo. O cético caracteriza-se pela descrença em certas doutrinas. No contexto, é a descrença nas sondagens dos institutos de pesquisas eleitorais.
- Você acredita nas pesquisas?
- Sim, acredito.
Noutro momento:
- Você acredita nas pesquisas?
- Não.
No primeiro momento, o personagem é um sujeito que vota em ceertos candidatos que estão por cima.
O segundo entrevistado é o que vai votar pra perder. Não importa o que dizem as pesquisas. O que vale é a pesquisa do dia.
"Você é ateu, rapaz?" Foi o que disse um desses interlocutores.
"Pois eu acredito. Não tem mais jeito. As pesquisas são verdadeiras." Arrematou o outro.
A chegada da BR 110 é um presente para toda nossa geração e um privilégio também. Prefiro não comentar seu impacto positivo. Falarei do que pode ser negativo, se prepararmos a população para receber aquele grandioso benefício.
Com o advento do asfalto no centro da cidade, já pudemos notar que o número de acidentes aumentou, porque nosso povo não está preparado para andar na via pública, que tem pouca ou nenhuma sinalização. Ao andar daqui pra Mossoró, pude ver algo muito estranho e lamentável. Havia pessoas no meio do asfalto fazendo negócios. Isso mesmo. Fazendo negócios de compra e venda.
A cena foi repetida aqui no centro da cidade. Há solução para isso? Sim. Ela passa, como sempre, pela via da Educação. É na escola que isso pode ser corrigido e prevenido. Chamamos a isso de educação para o trânsito. Se as pessoas não sabem andar no asfalto, então é preciso aprender. Se ainda não sabem que é necessário andar pela direita da estrada, é preciso saber.
Se ainda não sabem que só temos uma vida e o pescoço não tem remendo, também é preciso saber.
Não podemos de jeito nenhum exigir que todos sejam iguais em tudo. Em todos os lugares, há uma diversidade de opiniões e tipos de pessoas. Há os vermelhos, os verde e os amarelos. Agora apareceu o rosa.
Se direcionarmos o assunto para a escola, é a mesma coisa. Não é possível que todos sejam iguais. Todos os alunos, professores, diretores e funcionários em geral.
A parte que me toca é analisar os discentes. Eles são diferentes demais. E como são! Chegam até a exagerar! Não reclamo disso, não. Sei perfeitamente que isso é normal. Não devemos fechar os olhos é para as abismais diferenças. Elas chegam a dar dó. Os que vão para a escola sabendo dos objetivos da escola não nos causam nenhuma preocupação. Uma outra parte nos causa temor pelo futuro deles, pois não estão aproveitando bem o tempo.
A aqueles, às vezes penso que não vale mais a pena a gente gritar, gritar até ficar rouco.
Diante desse quadro, só me resta consolar-me, pois não tenho escolha. Se não fosse consciente dessa naturalidade, até que teria razão para me desesperar!
Já escrevi uma vez sobre isso, mas vou repetir. É sobre o fenômeno da palavra saudade.
Sei que o anônimo sábio, ao ler o título, ficou na dúvida se eu teria escrito a palavra saudade com l de propósito ou sem querer. Foi de propósito mesmo.
Quero expressar a minha surpresa desse fenômeno de ter tanta gente achando que saudade é escrita com l e não u.
Recentemente escrevi a palavra no quadro da escola, só para ver quem sabia escrever corretamente. Uma boa quantidade ficou estupefata quando souberam que é com u. Alguns ficaram teimando comigo. Preferi trazer o urgentemente o dicionário e comprovar o que estava afirmando.
No fim de tudo, arrematei:
- É provável que uma professora ou professor, lá nas primeiras letras, tenha ensinado errado a vocês. Eu, de minha parte, nunca ensinei que saudade fosse com l.
É imensurável o bem que a Escola (escrito com E maiúsculo) faz às pessoas, especialmente aos jovens.
A gente percebe isso, ao observar aquela multidão de alunos entrando ou saindo dos estabelecimentos escolares. Não esqueçamos de incluir também os que estão ali por obrigação, seja dos pais, avós ou a lei.
E é aos descompromissados que a Escola faz mais bem. O remédio não tem valor se não for para os doentes. " Os sãos não necessitam de médicos.”
Apesar dos pesares, a Escola ainda joga um papel muito importante para a melhoria das pessoas.
A Prefeitura Municipal de Upanema, através da Secretaria de Turismo e Comunicação, continua promovendo a cultura e a educação através do Centro de Convenções, Francisco Alex de Oliveira Neto. Depois de firmada parceria com o Grêmio Estudantil e a coordenação do Selo UNICEF em Upanema, agora foi a vez da Escola Evangélica Professor José Inácio da Costa, que promoveu ontem o I Concurso de Tabuada daquela escola. Os alunos fora divididos em turmas e respondiam questionamentos de uma banca de professores. Na platéia que lotou as dependências do Centro de Convenções, alunos e professores de outras turmas. O diretor do colégio, Jonas Carlos, disse que o evento superou as expectativas, pois contou com o empenho de todos os professores e alunos, além do apoio do comércio local, com brindes e o apoio da Prefeitura, através da Secretaria de Turismo e Comunicação.
O secretário Anaximandro Eudson, também prestigiou o evento e disse que um dos objetivos do Centro de Convenções é promover eventos como esses, que levam ao engrandecimento da cultura, dos direitos, da educação. Os próximos eventos realizados no Centro de Convenções serão o II Intercâmbio Cultural do Sertão e o II Encontro de Universitários de Upanema, dias 17 e 18 de setembro, respectivamente.
FONTE: SECRETARIA DE TURISMO E COMUNICAÇÃO – ASSESSORIA DE IMPRENSA
Uma expressão que está fora das prateleiras das natícias é o tão propalado voto útil. Voto útil era uma das expressões muito usadas nos tempos do velho PT. Votar com utilidade era votar em quem a gente queria. Era votar com vontade, com força e garra em quem a gente queria. Era seguir o caminho que a gente achava certo.
Na presente eleição (ou eleições, se contarmos os seis votos), está difícil a pessoa votar com utilidade.
Por que? Porque as pesquisas já dizem os candidatos que vão ganhar ou que estão bem na foto.
Tentar votar em quem não terá nenhuma chance de chegar lá, é uma tarefa árdua, cansativa, corajosa e ousada.
Votar em quem está lá embaixo, é um ato de coragem. Acreditem!
Muitas pessoas estão reclamando da falta de movimentação política. Eles mesmos desprezam os grandes comícios.
Eu, da minha parte, sinto falta de verdade dos comícios. São attravés deles que ouvimos as promessas, que nem sempre são levadas a cabo, mas que servem para alguma coisa.
No momento atual, aplica-se aquele velho ditado: ruim com eles; pior sem eles.
Segunda-feira passada foi a segunda vez que presenciei nesta campanha o pedido de votos de corpo a corpo.
O primeiro foi noutra segunda-feira, quando integrantes do PT pediam votos para o candidato ao governo estadual e o resto da chapa até chegar em Dilma.
O certo é que a campanha, mesmo assim, está muito fria.
Nunca mais tinha escrevido uma linha sequer sobre a feira de Upanema. Aliás, sobre as duas feiras: a tradicional e a de agricultura familiar.
Como escrevi ontem, a feira da segunda estava muito movimentada por causa da movimentação política.
Mesmo nos dias comuns, nossas feiras não são fracas. Há, na verdade, dias em baixa. Mesmo assim, a feira de legumes e da agricultura familiar, esses nunca caem.
Num dia como o de hoje, nos tempos de ginásio, desfilávamos todos os anos. Havia uma banda da policia militar de Mossoró que vinha tocar para que a gente batesse com firmeza o pé direito.
Ficávamos em fila, alinhados e prontos para o ê! Direita, volver! Esquerda, volver! Sentido! Aâ!
Havia pilotões que puxavam os demais. Não precisávamos de tantos enfeites para desfilar. A maioria desfilava com aquela fardinha mesmo, feita por dona Nezita ou Nenzinha.Posávamos para nossos parentes olharem.
Agora estamos num novo tempo. Os desfiles estão de volta. Só falta o de 7 de setembro.
O Hino da Independência não é menos bonito do que o Hino Nacional.
Criado após a independência política em 7 de setembro de 1922, o hino comporta uma coleção de frases descontextualizadas, mas que podemos atualizá-las ao nosso tempo.
"Longe vá temor servil", ainda pode encaixar-se na nossa realidade.
O "Brava gente brasileira" é o retrato de um povo que luta pela sobrevivência.
De uns anos para cá, a civilidade foi deixada de lado, aos poucos, porque entendeu-se que dar valor ao Brasil e cantar o hino nacional era coisa de ditadura. Mas não.
Agora até leis já fizeram para obrigar o povo a cantar. Nossa gente é brava porque vai vencer essas babaquices que até poucos anos era tido como verdade.
“Upanema em Debate” é um programa da Upanema Web Rádio (www.upanemawebradio.com.br).
A partir do meio-dia de hoje ele será apresentado na primeira e única emissora de rádio online da cidade.
Serão abordados temas importantes para o município como o "II Encontro de Universitários de Upanema", que será realizado no próximo dia 18/09; Campanha Queremos uma Agencia e uma Associação Comercial em Upanema. A apresentação é de Silva Jr, Xavier Gondim, Jander Freire, Josiel Gondim e José Mário.
Também tem a asstência do diretor da rádio, Afonso Canuto.
É certo que não precisamos exigir dos candidatos uma linguagem escorreita. Taí uma palavra que pouca gente sabe o que é! Pelo contexto dá pra se ter uma ideia. Ter a certeza do que significa, já é outra coisa.
A linguagem escorreita não faz parte dos itens que devem vir em primeiro lugar no critério da escolha de um candidato. Mas os candidatos não precisam exagerar.
O ruim é que alguns exageram mesmo no item linguagem, a começar pelo que eles são.
"Sou canidato pelo partido tal. Peço seu voto porque..."
E assim, de exagero em exagero, elege-se a cada campanha tanto os candidatos quanto os canidatos. Estejamos de olho neles!
Além da Semana Cultural, outro evento passa a integrar o calendário das festividades do município: o encontro universitário.
O encontro universitário deste ano é o segundo. O primeiro foi nos anos 80. Assim, a geração de estudantes não alcançaram aquele evento.
Ainda na programação da Semana Cultural, o desfile cívico será resgatado, aos poucos. Aos poucos, ele vai retornando e acostumando as pessoas a aceitarem a ideia do desfile de 16 de setembro.
Temos pena do tempo que desperdiçamos tentando derrubar os outros; pena dos que são invejosos e remoem passados de insucessos; pena de quem perde tempo sem produzir algo de positivo para a sociedade; pena de quem tem o nome de estudante, de professor, de diretor, de prefeito, de governador, de presidente, de deputado, de engenheiro, de médico, de advogado, de gari, de líder espiritual, de comerciante, de gente, e não o são.
Nunca vi um bicho mais teimoso do que gente. Aposto que entre sexta-feira e próxima quarta muita gente vai morrer nas estradas, sabendo que teriam esse risco. Os mesmos riscos dos teimosos que aproveitam os feriadões pra viajarem em alta velocidade e com o bucho cheio de bebida alcoólica.
No programa "Liberdade Cidadã", da FM Liberdade, apresentado a partir do meio-dia, terá a participação da vereadora Shirley, da equipe da Copa Oeste e de representantes do Jornal de Upanema.
A vereadora Shirley Costa falará sobre seu posicionamento político. A II Semana Universitária será tema de integrantes do Jornal de Upanema.
Depois de saberem quando serão as provas do vestibular é que os alunos intensificam seus estudos.
Como as provas da UERN serão em 19 e 20 dezembro, ainda há tempo suficiente para os tira-dúvidas daqueles que já estão no páreo há tempo. Não dá tempo de jeito nenhum começar a estudar agora. Agora é tempo de aceleração nos estudos.
"Em 1942, eu era menino e já se falava que ia sair essa estrada".
"Quem era que falava?"
"Meus tios, meu avô e outras pessoas."
"Quer dizer que o senhor acha que essa barragem não sai antes da eleição?"
"Não. Só acredito que sai quando as máquinas estiverem cavando. E se não começarem antes da eleição, ela não vai sair mais nunca!"
"E é?"
O diálogo acima foi entre eu e um senhor que vai completar setenta anos em breve. É claro que ele não falou do jeitinho que escrevi acima, com as concordâncias verbais e nominais. Mas ele falou com convicção. Ele está na lista dos que não acreditam que os trabalhos comecem antes de 3 de outubro.
Por essa razão é que é muito bom que comece mesmo logo. Assim vai quebrar a cara de muita gente e dará esperanças a esse povo que espera há tantos anos.