sábado, 6 de março de 2021

CRÔNICA

Inquietude

Mais uma vez seres alados nos fustigam da manhã à noite. Beliscões e zumbidos nos atormentam, se não bastassem os zumbidos na TV e nos compartilhamentos internéticos sobre um ser invisível, complicado, safado, enganador, perigoso, e que não aparece para ninguém. Não é visto, pelo menos a olho nu, e não dá folga a seu ninguém. Perturba todos e não se apieda da raça humana. Com os bichos, não temos notícia se tem a capacidade de os contaminar

Nesse clima de aperreio, Seu João, um nome aleatório que me veio à memória, vive se queixando também das formigas raivosas, das mais raiventas que apareceram recentemente em seu quintal, na sala, nos quartos e na calçada. Segundo ele, não tem barrage que as aplaque. Não tem veneno líquido ou em pó que as derrube.

Outras formigas estão mais uma vez criando asa e voando alto, para depois se perderem e morrerem noutros lugares.

Seu João também se preocupa com seus animais que não sossegam com as ferroadas dos bichos. As inquietações diárias pelas incertezas de ter o que comer, também são ferroadas que Seu João sente, geme e reclama. 


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