quarta-feira, 17 de novembro de 2010

REPROVAÇÃO ESCOLAR E DERROTA ELEITORAL

Há uma grande semelhança entre a reprovação escolar e a derrota eleitoral. As duas coisas são muito desagradáveis. É muito difícil haver alguém neste mundo que não tenha passado pelo menos uma vez por uma das duas coisas.

Quem foi estudante deve ter passado por isso ou pelo menos corrido o risco. Quem é eleitor ou candidato, vive correndo o risco, porque a vitória nas urnas não dependem só da gente. O ex-prefeito Jorge Luiz deu uma expressiva votação ao então deputado Múcio Sá aqui na cidade, mas ele não foi eleito. Seu Antenor de Tibúcio, em 1982 foi o mais votado, mas não assumiu a prefeitura, por força da legislação. Naquele pleito ele tirou mais de mil e duzentos votos.

Os outros três, individualmente, obtiveram menos votos, mas a legislação permitia que somassem os três contra um. Há inúmeros casos de vereadores que são campeões de votos, mas não assumem porque a coligação não atinge o coeficiente eleitoral.

Neste ano mesmo, tivemos diversos casos de deputados que tiveram mais votos que outros, mas não levaram.

A reprovação escolar é algo mais complicado ainda. O normal é o aluno ser aprovado. Mas há casos que, por incrível que pareça, eles não contribuem com sua aprovação, não. Até parece que eles não querem passar.

Os fatos é que dizem isso. Imagine que um aluno passe o ano todinho sem se preocupar com o estudo. Isso não é um sinal de que ele não está se lixando para sua aprovação? Nesses casos, podemos dizer que ele é o responsável direto por seu insucesso.

Para os dois casos – derrota eleitoral e reprovação escolar – precisamos encará-los com cautela, além de considerarmos que aquilo pode ser uma lição para que cresçamos e melhoremos. Se reagirmos com despeito, não vai adiantar nada.

Temos exemplos de estudantes e também de políticos. Lula agüentou três. Garibaldi achava que não perderia, foi passado pra trás em 2006. Recuperou seu prestígio político agora. Quem estava em alta em 2006, agora desceu do pedestal. Nossas relações com a derrota são desse jeito na escola, na política e na vida diária. Precisamos tranqüilidade e muito juízo.

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